sábado, 5 de outubro de 2013

São Reis

A tua mão!
A minha mão!
A minha mão presa na tua
carregada de ternura
as nossas mãos presas e nuas
desenhando o que ainda não se inventou
pertencendo e cuidando
cuidando e pertencendo
como se tudo fosse acontecendo
à medida que o tempo avança
que o mundo rebola
que um sorriso nasce numa criança
que a terra cresce e geme
sem ninguém ao leme
Tão simples e nuas
tão vazias e ainda assim tão cheias
como se carregássemos o mundo dentro
como se fôssemos eternidade
e as nossas mãos unidas
fossem apenas vencidas
pelo cansaço, pela saudade...

Nenhum comentário:

Postar um comentário