terça-feira, 31 de julho de 2012

DE ALMA E MÃOS VAZIAS
Volto de mãos ainda vazias
Mas de braços bem abertos
Nos lábios trago um sorriso
Na alma a minha felicidade!

Hoje perante vós eu desvendo
Que não sou um simples retrato
Sou livre sem maldade
De amarras rompidas
Trago na alma a felicidade!

Trago também a esperança
Ao criar laços de profundo amor
Porque percebi a doçura e o encanto
Da tua voz trémula e rouca
Do doce som que sai da tua boca!

De tua voz fiz meu canto
De mim só terás aquele lado lindo
De onde tiras alento…
Contigo esquecerei meu pranto!

Quero ser teu ombro amigo
Eu te acalento…
Luto por ter o teu amor
Mas de ti também quero o melhor
Buscando em ti…
Busco a paz e a realidade!

De mãos vazias te dou o meu abraço
E para te dizer a verdade
Anseio pela tua pela minha felicidade
Por isso te trago o meu sorriso
E meu nome para ti será… Amizade!

Autor Nazaré G.
(Naná)
(6/07/2012
 
 
ANOITECER À BEIRA-MAR
(JBMI)

Quando fogem os olhos
de encontro a marés decepadas
é prenúncio da noite.

Tomando a espumosa ola
no sacudir tenebroso do areal
sou irmão perdido do vento.

A conta de dedos frios em riste
é aritmética de náufrago à tona
(E gemeu já a última gaivota).

Flutuo com a derradeira trave
espelho da alma a hibernar
desatavio de algas ensarilhadas.

Quem me traz o sal
que tanto mar não tem
e tamanha noite não prova?

Talvez o calor do farol relapso
e a corda de salvação
atada ao longe no ocaso...

31 de Julho de 2012

José Brites Marques Inácio
Manha assim

No mar ondas flutuantes
No jardim flor desabrochando
Nos braços de quem se ama
A ternura do olhar...

No riso o sabor de um beijo
Molhado
Gostoso
Sem limites
Beijos doces de todo jeito...

Nos delírios o prazer
A entrega
Fervor
Aconchego
Amantes...

Momentos de emoção
Tremor no corpo
O toque
A magia
Lábios molhados
Beijos espalhados...
De IRÁ RODRIGUES
 
Apenas sou....

por Maria Helena Quartas Esteves a Terça-feira, 31 de Julho de 2012 às 0:14 ·

Desbravando caminhos agrestes,

nas páginas da minha memória,

sou...

sou o meu mundo dentro do mundo...

sou a partícula de um todo, onde eu

existo!

sou a vida que deu vida das vidas

que ainda virão...

sou um mero intérprete no palco da vida,

cujo cenário me comanda e me impele de ser eu...

sou o nada de um tudo,

numa cena a preto e branco!

Refletindo no passado e nos instantes futuros,

tenho neste agora consciência

do que sou...

Apenas, um presente perfumado

que vive em inspirada ilusão...

Calo minhas palavras porque meu gesto

se impõe!

Mas não deixarei de incendiar as brasas

impostas pela paixão,

onde repousa o meu amor!

Por MHQ in (momento de ser)
 
 
*** AMOR ALIMENTO ***
PRECISO DO SENTIMENTO MAIS FORTE E PROFUNDO!
DE UM AMOR QUE ROMPA AS BARREIRAS DO MUNDO...
RENASCER CADA DIA PULSAR NA VEIA NUTRIR À VIDA!
SENTIR ESTE AMOR FARTO, ARDENTE SERVIDO EM CEIA...
TAL VINHO BEBÊ-LO LENTAMENTE: SACIAR EMBEVECIDA.
MESMO VOCÊ AUSENTE, MEU AMOR É MINHA LENTA CURA.
PARA VOCÊ TE DOU MEU CÁLICE, TE FAÇO EM MIM POESIA;
DE MIM TE SIRVO PLENA, TU MEU ALIMENTO: NOITE E DIA!
RENASÇO EM MIM, CADA PARTE MINHA, PACTO, SEREI TUA.
EMBARGADO CORPO MEU, AMOR, DA SAUDADE À OUSADIA,
DEIXANDO QUE RESPIRE À VOCÊ MEU CHEIRO EM PELE NUA
DEVORE MEU CORPO, DE QUERER-TE DEVORO ALMA TUA...
SIRVO-ME DE TI, SIRVA-SE DE MIM, O AMOR É O ALIMENTO,
MATAR A FOME DO DESEJO DENTRO DE MIM SENTIMENTO:
NOS POSSUIR EM UM SÓ CORPO, UNO AO MEU TEU PRAZER.
SACIADOS DEPOIS DE TANTO AMAR, EU NOS TEUS BRAÇOS...
DESCANSAR EM CARÍCIAS SOBRE TEUS POROS SENTIMENTO!
QUIÇÁ!

AUT.: ***Jaqueline Lopes***
 
É vermelho rubro aquele
que mancha as minhas mãos
vermelho rubro de paixão
vermelho rubro
que espalho por todo o lado
vermelho rubro com que me pinto
vida pulsando que em mim sinto
coração batendo fora do peito

...e este cheiro a saudade
que não desarma
que não se cala
que arde e não passa

...esta súbita vontade tua
de contigo ver nascer a lua
de ser entrega em coumunhão
de ser tão-somente
vermelho rubro da paixão

são reis
31.jul.2012
 
 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

TOMA ESTE CORPO

Toma, leva este corpo que me foi dado
com amor, e a lealdade da gratidão.
Vai, leva este corpo, que já foi amado…,
e dizem ser fiel cópia do de Adão.

Vem, toma este corpo, que cheira a prado,
a frutos raros, “montraste” e a pão.
Vem, que este meu corpo ainda é um arado
fértil, e traz do campo a “consagração”.

Se lhe encontrares as paixões que o amaram,
desata-lhe os nós que ainda o amarram,
desvenda segredos, que ele ainda tiver.

E se desnudo no teu leito o achares,
cobre-o c’o teu corpo até te encontrares,
esconde-o entre os teus cabelos de mulher.
Autor Manuel Assunção Pedro
 
DO EQUILÍBRIO AO VOO (a publicar)

No fictício azul do céu
no verde dos olhos teus
vi natureza em flor
senti suaves fragrâncias
apaixonados olores
senti a brisa na face nua
em delicados afagos
e a beleza arrolada
no voo além dos sonhos
refletida na luz do horizonte

Que luz seria luz, se não visse o sol?
Que alegria seria alegria, se não sentisse felicidade?

Se a tristeza é um muro de dores
destruímo-lo para libertar os amores
se não estiver com a alma-irmã
nunca saberei se a dúvida é sã
o meu canto não terá melodia
dias sem sol e noites sem lua
as estrelas não serão fogo
o ubíquo sol não se moverá
se não fores meu enquanto noite
não tenho dia para recordar

Não saberei dançar nos mistérios do amor?
Não saberei nadar nos enigmas da vida?

Quero viver etérea poesia
aventura e venturoso amor
edificar o mundo meu
expor o verdadeiro eu
ser o que nunca avancei
ser eu em ti e tu em mim
alvor em eterna madrugada
que melódico rouxinol harmonizou
canto triunfal em manhã aquietada
que esperançosa cotovia despertou

O meu olhar esvai-se nas memórias do tempo
na melancolia da paisagem refletida nas águas
buscando a esperança de dias mais ternos

Cada passo que dou, soa inteiro e isso faz-me sentir viva!

Edite Pinheiro
Julho, 30 / 2012
 
Escrevo-te

Escrevo até que a mão, padeça…
Nesta teia complexa de sonhos
Descrevo, o teu ser inocente e febril
E antevejo, os teus suores que brilham
No lusco-fusco.
Navego em tuas águas, azuis
E até onde o olhar atento do luar, espreita.
Escrevo até que a mão, padeça…
E o teu olhar doce mas ardente
Extingue a fogueira
Que me vem de dentro
Que me corre nas veias, em silêncio.
Os meus dedos imprimem-te
E respiram, encanto
Aninham-se nas tuas asas
E envolvem-te o corpo.
Escrevo-te…até que as mãos, padeçam…
No teu dorso, deslumbrante e suave.
Redijo para parar
Esse momento, no tempo
E para abrandar a minha febre.
Cedo alimento ao coração
E em ti repouso e sossego.
Escrevo-te todos os dias, sem cessar (te).


Telma Estêvão


Sou uma leve viajante...
Neste Mundo poluído
Trago ar pulverizante,
Lubrifico os suores de ruído,
Transpiro o Ar purificado.
Sou de grande casta,
Beleza vasta,
Paraíso verdejante.
Tua comcubina
Espessa e refrescante,
Eterna amante.
Meu amado...
Sou a tua "Marina".

RÓ MAR

30-07-2012
 
 
“QUANDO A MINHA AMADA PASSA”

A Natureza, silenciosa e vasta,
Faz desabrochar os cálices das rosas,
Enquanto pelo céu a lua afasta
As nuvens que perpassam vagarosas…

Em lufadas de luz, como se fosse
Uma flor descomunal, a lua cheia
Inunda de palidez silenciosa e doce
A quietude maternal da areia…

Nessa hora de paz, cheia de graça,
Pelas praias e pelos campos ela passa,
A minha amada, colossal e entusiasta.

E o rouxinol, vendo-a a passar, tremente
Espalha uma canção reluzente
Pela Natureza silenciosa e vasta!

Alfredo Costa Pereira
 
"VIDA"

Da vida que me sustenta
Nada sei o que me espera
Sou pó das estradas
Vivo
De amor
Poesia
E pintura
Nesta caminhada
Longa e lenta
Sou pégadas
No chão cinzento.

Poema e pintura
De minha autoria/
Mila Lopes
 
 

domingo, 29 de julho de 2012

POEMA PAR'O SOLAR 

NESTE AR QUE RESPIRO
PELOS ARES DO SOLAR
SINTO A CALMA QUE ASPIRO.
ADORMEÇO EM VERSOS DE PASMAR.
Ó MUSAS D'ALMA
LAVRAIS-ME O CORAÇÃO
NAVEGO ATÉ AO ALÉM
COM A VOSSA COMPOSIÇÃO.

NESTE SOLAR
O SONHO É UMA CONSTANTE,
GRANDE ESTANTE
DA POESIA.
A VIDA QUE TEMOS NA ALMA,
QUE SE ESCREVE NO CORAÇÃO.
VIVE-SE AMIZADE E ALEGRIA...
QUANDO TE CHEGAR
A TRISTEZA
VEM BATER A ESTA PORTA,
VAIS SENTIR A LEVEZA
DESTA MELODIA.
SINTONIZA AS BOAS ONDAS
DESTE NAVEGAR
SÃO AS GRANDES SONDAS.
POUCO MAIS IMPORTA,
APENAS ESTA LUZ
QUE SEDUZ
DE CALOR E AMOR..

AR PURO,
LUGAR DE ENCANTO
TÃO CHEIO DE POESIA,
QUE NOS AFAGA O CORAÇÃO.
UM MURMÚRIO, LUGAR SANTO
QUE NOS TRAZ A ALEGRIA.
PAÇO DE GRANDES MESTRES,
SÃO POETAS DO CANTO,
CERTEZAS DA EMOÇÃO.
FLORES CAMPESTRES,
QUE DESFOLHO,AMO
COM CARINHO E PRUMO.
SÃO A VIDA QUE SONHEI,
O RUMO
QUE AMBICIONEI.
NO SOLAR AMEI.

NESTE AR QUE VIVO,
AMIGOS FIZ PARA VIVER
A PRIMAVERA DO SER.
PÁGINA QUE ARQUIVO
DE OLHO VIVO
E CORAÇÃO ABERTO.
VIDA QUE DESPERTO,
PARA O ALÉM.

RÓ MAR & JOSÉ SEPÚLVEDA


QUERO JUNTAR OS ANSEIOS

Há uma fada que me assedia,
em sonhos, constantemente.
Luta com outras à porfia,
conflituando com a minha mente.

Todas trazem uma carta,
dizem para me acarinhar.
Eu acho que isso não basta,
para os sonhos concretizar.

Quero juntar os anseios,
para não ter de os censurar.
Encher as fadas de beijos,
depois ir-me aconselhar.

Quem dá o primeiro conselho?
Às questões que aqui ponho.
Não esperem que seja velho,
ou que me torne enfadonho.

Ouvi milhões de palavras!
Mas tudo banalidades.
As palavras que eu escuto,
vêem da feira das vaidades.

Joaquim Barbosa


Gosto de ti...

Gosto de ti porque para mim és especial!
mesmo, após uma discussão
tenho que admitir que és único. 
És diferente e tens qualidades
que me faz sentir bem e gostar tanto de Ti!
Sei que também gostas muito de mim...
e isso é muito bom!
Gostar de alguém deve ser recíproco,
sentir que temos algo em comum,
sentimentos que só nós sentimos,
sensações muito fortes que nos mantém unidos
como se fossemos um íman...
Gostar de alguém é rir com ele,
mesmo nas coisas mais insignificantes,
é chorar por algo sem importância,
é preocuparmo-nos sem grande motivo,
é viver esse amor com verdade,
é sentir esse sentimento vivo, inviolável
e lutar lado a lado!
Os dois devem fazer tudo
para manter essa chama sempre acessa,
como um farol que nos guia
e orienta em pleno mar...

Bernardina Pinto


BRISA DO MAR

Quando senti no rosto
aqueLa brisa suave
naquele veleiro
rasgando o mar,
senti o teu sopro
do beijo colhido
em jeito de amar.

Tarde louca!...
Teu corpo bailando
nas ondas dançantes
de espuma branca,
saliva de fruto
dado, ofegante,
como beijo na boca.

O pôr-do-sol chegou,
num adeus laranja
mistura quente
matando sem dó
o desejo ardente
de te ter nos braços
num corpo só!...

E a brisa soprou,
em fria tortura,
sem avisar...

- Voltámos à praia.
Era noite escura!...
Ficámos juntos...
e eu só te sentia
como brisa do mar!...

© Acácio Costa
Foto: © Acácio Costa.


AMOR AO AMANHECER

Sempre que o dia amanhece
As luzes da noite vão-se desvanecendo
Num doce crepitar de silêncios
Onde os sons notívagos são filtrados
Em apaixonantes declarações de amor

Vagueamos ao vento para lugares
Onde o Sol nascente nos leva o sentimento.
Só por um instante para lugares ocultos
É uma estranha sensação que dá o tom
Na fantasia inaudita num subito amar
Quando possuidos por impulsos de paixão

É com o som da melodia no espraiar da maresia
Que se ouve um grito sublime de amor de uma mãe parida
Dando à luz
Num acontecer de um nascer de um novo dia




Alma de papel


Verti lágrimas de alegria
Filo por Amor
Afogaram minha saudade
Aplacaram minha dor
Fingi rir estando triste
Portei-me sério quando alegre
Fiz das fraquezas coragem
Da força arma usada
Para não transparecer sentimentos
Não anunciar magoas
De amores alguns tormentos
A mentira que da náuseas
Pus mascara irreconhecível
Para a verdade não ser vista
Tantas vezes a maldade
Provocada por ser egoísta
Fez de mim um comediante
Neste palco de instabilidade
Em que meu caminho se transformou
Sinto verdadeira saudade
De ser aquilo que não sou
Da coragem escrita no papel
Representação feita na vida
Sentimentos maltratados
Que não curam a ferida
Desta Alma de papel...


António Augusto 15/06/2012


Sol Da Minha Poesia 
As Tuas mãos

Estas mãos que crescem, mãos que afagam,
Que definem a prontidão, o impulso,
O arreganho, o saber. O querer
Sempre mais, o ir mais além.

Estas mãos que falam,
Que apertam e amam.
O estar disponível,
Atento também,
Para as coisas
Belas da vida.
Num canto,
E, encanto
De contornos
Disformes,
Mas únicos.

Mãos de menino,
Com marcas de passado recente,
Bem assente num presente amoroso,
Em busca de um futuro bonito, feito de paz, e amor amigo.

Mãos de presente e futuro:
Pintadas de sonhos,
Banhadas de águas límpidas,
Singulares. De cores matizadas,
De amar e, viver.
Gestos de ternura e querer,
Num apalpar ávido de chegar,
Ver, vencer e bem-querer.

Mãos…
Mãos que dão,
Que tocam nossas
Ambições e sentimentos
Prenhes de desejos bons
E, belos para ti João Pedro.
Petiz de mãos pequenas,
Mas imensas, em imaginação,
Bondade e coração.

Mãos que apertam
E, amimam nossos temores e, nos fazem ser mais pacientes,
Mais desejosos
Na espera do amanhã,
Constantemente
De mãos abertas na ânsia
De te ter aqui junto de nós
Com essas tuas mãos distintas,
Cor de sonho, nossa realidade.
“O nosso menino”.
(A Meu Neto)

José Rodrigues (zeal)


O Nascimento do Amor
- Rose Arouck -

Aquietou-se na grama verde do parque e dormiu.
Não sentiu...
Ele se aproximou e curvou-se como um
um anjo, ao seu lado.
Estava um domingo ensolarado.
Seu rosto fez sombra no rosto que sonhava;
era um profundo sonhar...
O suspiro da moça estava calmo e sua boca sorria,
ele não se precipitou e calmamente aquele ar absorvia.
Com a aproximação
de tão acelerado coração
ela acordou.
Quis gritar, quis sumir,
porém, imóvel continuava alí
e o beijo aconteceu...
No céu o sol desapareceu.
Uma cortina de nuvens negras e tudo escureceu;
o horizonte foi rasgado por relâmpagos crepitantes .
Com um estrondo alertante o Amor nasceu
e nunca mais nada foi como antes.


GUARDA

Esta noite não há guarda
que tome conta de nós!
Espera.
Aguarda que eu chegue ao teu leito
e puxe devagarinho o lençol acetinado
e te beije docemente
com um beijo melado,
até que a madrugada
que à guarda,
nos diga se vem lá gente?!
Espera e aguarda!
Aguarda mulher,
pois os anjos fingindo que estão a dormir
também sabem sorrir
porque é puro e belo o nosso amor
numa noite qualquer!
E, nesta noite,
onde não existe qualquer guarda
já não guardamos mais palavras
dentro de nós.
Amamo-nos numa só voz!

Joellira
( estad’alma )
27/7/2012


sábado, 28 de julho de 2012

MEU PEDAÇO DE BOMBOCADO

Seria bom
Bom bocado
Você viver
Sempre ao meu lado

Meu coração
Seu coração
Batendo juntos
Quase grudados

Seria bom
Bom bocado
Você viver
Sempre ao meu lado

Seus doces lábios
Junto aos meus
Dançando louco
E desenfreados

Seria bom
Bom bocado
Você viver
Sempre ao meu lado

Pegar o amor
Fazer salada
Pra com paixão
Ser salpicado

Minhas meninas
Negras dos olhos
Quando te vêem
Deixa-me gamado

Seria bom
Bom bocado
Você viver
Sempre ao meu lado


Valter arauto


No murmúrio dos búzios

Num azul de fascinante sentir,
o mar vem languidamente beijar
as areias douradas da praia,
onde multifacetados búzios,
murmuram palavras do meu amor,
que me chegam na caricia da brisa,
falando-me da sua saudade!

E eu no meu caminhar,
por este atalho de grãos de areia,
deixo-me enlevar no desejo de a abraçar,
numa emoção que me turva o pensamento
e me inebria o coração!

Revivo aqueles tempos de paixão,
em que nós dois, como um só,
nos entregávamos à partilha do nosso sentir
e nos levávamos em devaneios,
por céus brilhantes de fantasia,
num esvoaçar de sonhos realizados,
que nos faziam tão felizes!

Passaram-se os tempos,
as horas amoleceram as lembranças
e as vivências forçaram a mutação da vida!

Agora, amor, só nos resta esta brisa,
que me traz a doçura das tuas palavras,
murmuradas por búzios,
pela paixão que a memória não quer apagar.

José Carlos Moutinho


SONHAR É BOM ...!
E QUANDO SE SONHA...
COM QUEM AMAMOS
AINDA É MELHOR 
O SONHO TEM DIMENSÃO...!
NOS LEVA COM AMOR ...
AOS SENTIDOS DO CORAÇÃO...!
SONHAR CONTIGO ...
QUE RICA SENSAÇÃO
E HOJE FOI AMAIS BELA ...!
PURA E INOCENTE ...
TU ERAS A CINDERELA...!
E EU UM MENINO SIMPLESMENTE...
DE UMA NUVEM DE ILUSÕES ...
CAIAM GOTAS DE UMA CHUVA DESEJADA
E EU MENINO DE BOAS INTENÇÕES
COM MEU CHAPÉU DE CHUVA TE ABRIGAVA.
MESMO SONHANDO ESTOU FELIZ DE VERDADE...
PORQUE FOI CONTIGO ISSO ME DA FELICIDADE...



Na penumbra da noite
No meio do nada
Num ritmo sensual
Seja o sol
Penetre na lua
Arranque suspiros
Em beijos molhados
Desejos e desejos
Amor saciado...
De IRÁ RODRIGUES


NÃO IREI MAIS FALAR DE AMOR
Pelo menos nesse poema.
Já cansei meu coração,
Já cansei meus olhos,
Já cansei meus sonhos...
Vou dar um tempo ao amor,
Ele também andou meio tonto.
Vou sair à procura de paz...
Voltarei amando muito mais,
Porque tudo será renovado
Dentro de mim, sentirei mais
O perfume da felicidade, o riso
Mais alegre, o olhar apaixonado,
Ah, e se for com um novo amor,
Tudo será novidade.
Aquele que me cansou à alma,
Vai cansar de implorar o meu amor!
Em outro poema, eu falarei dele...



Hei! Amor!
Eu quero você sempre...
Suado...
Beijado...
Insaciável...
Desejo que exala pela pele...
Cheiros e sabores nossos...
Quero você com a minha paixão...
Que me domina...
E que só você...
Sabe dominar...
Quero amor, ser amada...
Ver na tua pele o desejo arrepiar...
E me entregar inteira nesse desejo...
Nossa! Amor!
Só pode ser loucura...
Esse desejo do meu corpo...
Pedindo o seu...
Sussurrar ao seu ouvido...
Te quero...
Te desejo...
Estou aqui te esperando...
Com as minhas carícias ...
Que você gosta...
Fazendo loucuras...
Nas delicias que queremos...
Eu não vou me perder...
Vou me achar nos caminhos
Que me levam a você...
Sou inteira tua...
Entrego-me na sua delicia...
Sabendo que és meu nesse momento...
De êxtase no mais puro desejo...
Hei! Amor!
Sou Tua!
Elaine Coletti – 28/07/2012 – 16:42


sexta-feira, 27 de julho de 2012

Belos moços.

Ai que saudades
Eu tenho
Da minha mocidade
Tão galhofeira
Ao ver-vos assim postados
De divertir à maneira
Em maravilhados sorrisos
De amigos irmãos
Sem terem o lembrar
Da velhice
Em mim chegando.

Saudades
É sinal de amizade
Mesmo ausente
Mas sempre presente.
Porque quem adora
Não esquece momentos
E não esquecendo
Vai adormecendo
A saudade que brota.

(a vós amigos: M.J.+A.F)



In”Sentimentos Poéticos”
José Rodrigues (zeal)


TEMPO

Momento a momento,
Sem ter p’ra onde ir,
Perdi-me no tempo…
E o tempo a fugir!

Voou como o vento
Num tempo impreciso,
Nas vagas do tempo
Perdi meu sorriso

E um triste lamento
No céu ecoou,
Perdi-me no tempo
Meu tempo esgotou

José Sepúlveda


Porto de abrigo

Acolhe o meu corpo cansado 
na enseada tranquila dos teus braços.
Afaga o meu rosto fatigado
com a aquosa espuma dos teus dedos.
Recebe o meu sorriso brando
nos teus lábios frescos de sal.
Recolhe-me as lágrimas secas
no teu peito de serena ondulação.
Repousa-me as brisas de angústia
no teu leito de algas perfumadas.
Afasta-me da letargia branca
que ameaça os imutáveis grãos de areia.
E desperta-me em azul-ternura
o desejo que anuncia as tempestades latentes
em que deambulamos sem bússola nem leme.
Porque não queremos regressos nem rumo.
Porque é em mar aberto
que nos sabemos fundir e encontrar…

© Rita Pais 2012

Pintura: Sir Edward Burne-Jones (1833-1898), «The Depths of the see»


MINHA ESTRELA MEU AMOR!


Meu pequenino amor...
Quando penso em ti 
Sinto-me flutuar
Alcanço as estrelas as nuvens
Penso até morar no céu!!
A delicadeza das tuas palavras
É o contraste da tua agilidade e inocência!
Por isso lembro esses doces momentos
Que passamos juntas...
E como o amor entre avó e neta se conjuga!
Mas é através desse grande sentimento
Que surge a saudade
E aumenta o amor que sinto por ti
Porque te encontras tão distante!
Mas quando acho que me faltam as forças
Para suportar a tua ausência
Eis que surge tua doce presença
Como o explendor de um anjo;
Me envolvendo com uma suave brisa aconchegante!
Tudo isso me acontece porque te amo!!!!
Meu lindo anjo...



CANÇÃO DO VENTO
O vento balançava
a folha da palmeira
e o menino brincava 
na sombra fagueira.

Menino pobre
sou teu amigo
de coração.
Menino pobre
brinca comigo
no teu sertão.

O vento virava
tudo em remoinho
e o menino brincava
esquecido, sozinho.

Menino pobre
sou teu amigo
vamos brincar.
Menino pobre
anda comigo
vamos dançar.

E o vento bailava
Ia assobiando
e o menino brincava
cantando

menino pobre
sou teu amigo
estende a tua mão.

Paula Amaro


Peregrino 




O teu corpo de Abril
Liquesce o Inverno do meu
Reinventa-me e saneia-me os golpes.
O ruído do relógio
Faz-se ouvir
E as estações não descansam.
Os dias consomem-se
E as noites avançam, quentes.
A brisa açoita-me o rosto, regenera-me
E está-me por todo o corpo.
Os pensamentos
Têm vida própria
Ganham asas e inflamam…
Rendo-me, ao teu sorriso, peregrino
Que me faz sentir criança…
Teço-me tua.
Sei-te, todos os lamentos e sussurros.


Telma Estêvão


domingo, 1 de julho de 2012


Menções Honrosas

Pedro, o Pescador
 29 de Junho, Ró Mar

 28 de Junho, Joaquim Barbosa

 27 de Junho, José Rodrigues Zeal

Quadras Joaninas
 24 de Junho, Joaquim Barbosa

 23 de Junho, Joaquim Barbosa

 22 de Junho, Armindo Loureiro

Santo António Casamenteiro
 13 de Junho, Magá Figueiredo

 12 de Junho, Joaquim Barbosa

11 de Junho, Bernardina Pinto

PARABÉNS A TODOS OS POETAS