https://www.facebook.com/DivulgaEscritor
Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC) entrevista escritora
Dulce Morais
Solar de Poetas
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José
Rodrigues (Zeal) - Antes demais dizer que é
com muita satisfação que sinto o interesse da parte de distinta figura do jornalismo, como é o caso de Shirley M.
Cavalcante, em me entrevistar e por tal facto, os meus agradecimentos e passo a responder:
Armindo Loureiro -
O prazer é todo meu. O incentivo à
escrita partiu de meu falecido pai que, para além de Poeta Popular, era
Maestro… Desde tenra idade que me dediquei a ler tudo quanto vinha parar às
minhas mãos! Frequentei duas Bibliotecas, a Municipal (Fixa) e a da Fundação
Calouste Gulbenkian (Itinerante) que me possibilitaram uma leitura assaz
deveras importante, para que eu, hoje, tenha a bagagem que me é reconhecida.
Quando tinha aí cerca de 20 anos apresentei umas quadras a meu pai e ele disse-me
de pronto:
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Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC) entrevista escritor Carlos Lobato
Carlos Lobato, nascido em 1962 em Lisboa, teve o privilégio de fazer farte de uma geração jovem que viveu a transição do antigo regime em Portugal para a nova democracia, em Abril de 1974. Tempos conturbados de escola, onde o caos imperou durante alguns anos de liceu, mas com a sorte e aproveitamento de entrada no país "da cultura que se fazia lá fora", assim como o desenvolvimento nacional das artes da escrita, música, teatro, pintura, que aos poucos foram conquistando o espaço cultural nacional, tão vazio até então. Usufruiu do negócio livreiro do pai, na altura, onde o prazer pela leitura e escrita se enraizou pelo fácil acesso a obras literárias. A escrita sempre fez parte da sua vida, não se tendo nunca preocupado em guardar o que escrevia, até muito recentemente. Habita actualmente em Londres no Reino Unido.

SMC - O que mais lhe inspira a escrever?
Joel Arsénio Baptista Lira, natural
de Amora – Seixal, nascido em 19 de Julho de 1946, fui autarca duas vezes no
conselho do Seixal, escrevi para todos os jornais locais do conselho e
distrital, sou autodidata, escritor, encenador, poeta, musico e ator. Estou
ligado ao movimento associativo local, nomeadamente à Art’Anima Seixal –
Associação Cultural, Grupo de Teatro A Muleta. Peças de teatro: A PARTIDA, A PEDRA BRILHANTE, AS VELHAS
RABUGENTAS, O COMPUTA(DOR), EU, DOIDA?!, O VISCONDE DE ALCAGOITAS, O BAÚ
MISTERIOSO, A ESCOLHA, SEM ABRIGO, A SENHORA DOS PAPEIS, FERNANDO NO MARTINHO e
O TESTAMENTO (A estrear brevemente! )


Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC) entrevista escritor Manuel Pedro
Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC) entrevista escritor Jorge Nuno

http://portalconexaopb.com/jornalista-shirley-m-cavalcante-smc-entrevista-escritor-jose-sepulveda/
Queremos conhecer melhor os nossos poetas!
É o privilégio de fazer parte do Solar de Poetas.
A jornalista Shirley M. Cavalcante vai entrevistar poetas do Solar.
As entrevistas serão posteriormente divulgadas em Portugal e no Brasil, através das parcerias efetuadas por SMC (smccomunicacao@hotmail.com), ao nosso lado nesta parceria.
Informa-te como podes participar neste projeto.
Bem-vindo ao Divulga Escritor.
O Solar de Poetas é o teu grupo no facebook.
P.S. - Os pedidos de informação adicional devem ser remetidos por email para o seguinte endereço: smccomunicacao@hotmail.com. As entrevistas serão posteriormente orientadas e desenvolvidas pela SMC que as divulgará gradualmente de acordo com o calendário que vá sendo estabelecido pelos promotores: smccomunicacao@hotmail.com
Nova página

Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC) entrevista escritora
Dulce Morais
Sou originária da cidade de Tomar, Portugal. Se
nasci em país lusófono, deixei-o ainda criança para seguir o destino, com rumo
a várias culturas, acabando por me fixar durante a adolescência à beira do Lago
Léman, em Genebra.
Foi lá que vivi durante vinte e cinco anos,
estudei, fundei uma família e comecei a rabiscar versos e prosas em cadernos ou
folhas soltas, escondidos em seguida em gavetas bem fechadas. As mudanças de
país e de horizonte foram-me saudáveis e criaram uma constante curiosidade pela
Humanidade, pelas ciências, pela psicologia, mas sobretudo, pelas letras.
Absorvi de tal forma a cultura e o idioma dos países onde vivi, que quase não
pratiquei a língua portuguesa até aos 36 anos. Ao instalar-me novamente na
cidade da minha infância, descobri-me uma paixão pela língua de Camões e,
graças aos conselhos de amigos, descubro a literatura portuguesa e brasileira
com entusiasmo.
“Há também
muito trabalho a fazer na divulgação da
literatura, sobretudo junto aos jovens, que perdem lentamente o gosto pela
escrita, preferindo a literatura “fast-food” de celebridades. Existem exceções,
felizmente. Mas são cada vez mais raras.”
Boa Leitura!
SMC - Dulce Morais para nós é um prazer imenso, parceira, contar com a
sua participação no projeto Divulga Escritor. Conte-nos o que a motivou a ter o
gosto pela escrita?
Dulce Morais - Ao descobrir o talento
de Mark Twain, Robert Louis Stevenson e semelhantes durante a infância, soube
que havia no acto de escrever, algo fantástico. Para a criança que eu era, a
escrita representava uma forma de magia. Era uma atividade quase mística, que
permitia transmitir sonhos em forma de letras desenhadas nas páginas de um
livro. Durante a adolescência descobri outros talentos da literatura
internacional e da francesa, em particular. Quando Françoise Sagan me trouxe,
através do seu “Bonjour Tristesse”, uma história tão pungente e intensa, soube
que desejava, eu também, contar histórias. Desde então, tento, através de
contos e poemas, transmitir o que preenche a minha imaginação.
SMC - Que tipos de textos você escreve? Quais os temas que você aborda
em sua escrita?
Dulce Morais - Escrevo poemas, contos
e alguns textos mais longos.
Em versos ou em prosa poética, tento sobretudo
comunicar emoções. Também posso contar uma história em versos mas, são
sobretudo os sentimentos que atravessam a pluma.
Quanto aos contos, abordo sobretudo a visão do
mundo de uma ou várias personagens. Relato histórias que me vieram sem que eu
saiba bem de onde e tento comunicar, não só os fatos, mas também a forma como
as personagens os encaram, as emoções que
se instalam em cada acto.
Os temas são diversos mas o intuito é quase sempre
o de encontrar-se num mundo que não conseguimos sempre apreender de uma forma
que nos corresponde.
SMC - Em que momento você se sente mais inspirada a escrever?
Dulce Morais - Admito não ter um momento que me inspire mais que
outro. Devido ao ritmo diário, é sobretudo de manhã cedo e à tarde, durante os
trajetos para o trabalho ou de regresso a casa, que encontro mais tempo. Porém,
acontece com frequência que uma ideia surja a meio da noite ou durante uma
atividade que nada tem a ver com a escrita.
Acredito que as ideias
possam ter vida própria, certas vezes. Não pretendo controlar os momentos em
que elas se manifestam. Simplesmente as aceito e tento deixá-las expressar-se
no momento por elas escolhido.
SMC - Quais escritores são as suas referências
literárias? Por que eles se tornaram uma referência para você?
Dulce Morais - São inúmeros! É quase impossível escolher alguns a
mencionar aqui.
Já mencionei
Françoise Sagan mais acima.
Noutro
estilo, mas não menos interessante, o autor Bernard Werber sabe criar
ambientes, Mundos, Universos, que lhe são próprios. Integra o leitor de tal
forma, que o mesmo deixa-se levar de boa vontade. Em seguida, surpreende-o com
algo tão inesperado, que o obriga a ler e reler várias vezes para ter a certeza
de ter bem lido!
Na poesia, é
sobretudo de Fernando Pessoa e Florbela Espanca que me alimento. Sim, penso
poder dizer que me alimento deles. Tanto a poesia de um como de outro vive-se.
Ler não chega. É preciso senti-la. E quando se sente, então sabemos que aqueles
talentos não encontrarão nunca o seu igual.
SMC - Qual o público que você pretende atingir com o seu trabalho? Que
mensagem você quer transmitir para as pessoas?
Dulce Morais - Tentar transmitir uma mensagem seria uma
responsabilidade enorme. Nunca pretendi comunicar mensagens, mas simplesmente
transmitir as histórias e os versos que passeiam pela minha mente e que, de
quando em vez, aceitam que eu os escreva.
Também nunca tive o
objetivo de ter um público particular. Todos os leitores são bem-vindos, neste
mundo em que o gosto pela leitura tende a perder-se.
SMC - Dulce, de que forma você, hoje, divulga o seu trabalho?
Dulce Morais - O meu trabalho é divulgado no meu blog - Crazy 40 Blog, mas também
nos diversos blogs em que participo, como no Pense fora da caixa.
Também sou a co-criadora
do Tubo de Ensaio, um espaço
que pretende divulgar e incentivar a criatividade sob todas as suas formas, mas
na escrita em particular.
Participo ainda nos
blogs Neo
Literattus e Beco de
Idéias, onde divulgo o meu trabalho, junto com outros
autores de talento.
Enfim, tive a honra de
participar na Antologia
Voar na Poesia, publicada pelos organizadores do grupo do mesmo
nome no Facebook.
Mas, por agora, é
sobretudo nas redes sociais que o meu trabalho está presente.
SMC - Quais seus próximos projetos literários? Você pensa em publicar um
livro?
Dulce Morais - Como cada escritor, publicar um livro é um
objetivo. Porém, em Portugal o mercado literário é bastante limitado para novos
autores.
Existem dois projetos,
um individual e outro comum, que espero poder concretizar nos próximos meses.
SMC - Quem é a escritora Dulce Morais? Quais seus principais hobbies?
Dulce Morais - A escrita é uma das minhas principais atividades.
As viagens, a fotografia, a pintura – de que sou grande admiradora – são outras
ocupações que aprecio muito.
Penso que, se o meu
tempo o permitisse, passaria os dias em museus ou em visitas a monumentos, com o
meu caderno à mão para poder escrever ao mesmo tempo que admiro as maravilhas
da história e da arte.
SMC - Quais as melhorias que você citaria para o mercado
literário em Portugal?
Dulce Morais - Penso que há muito que fazer, sobretudo para o
incentivo à criatividade, em Portugal. Os autores já publicados com sucesso
estão muito presentes mas, além deles, raros são os jovens autores que
conseguem ser publicados.
Há também muito trabalho
a fazer na divulgação da literatura,
sobretudo junto aos jovens, que perdem lentamente o gosto pela escrita,
preferindo a literatura “fast-food” de celebridades. Existem exceções,
felizmente. Mas são cada vez mais raras.
SMC - Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua
participação no projeto Divulga Escritor, muito bom conhecer melhor a Escritora
Dulce Morais, que mensagem você deixa para nossos leitores?
Dulce Morais - Costumo dizer que, nada sabendo, nada posso dizer
a outrem que essa pessoa não saiba já.
Se devo deixar uma
mensagem, será a de ler, ler, ler e, quanto tiver ainda algum tempo, ler!
Ler de tudo! Autores
famosos, clássicos, contemporâneos, jovens, antigos, famosos, desconhecidos,
talentosos e menos bons!
A diversidade ajuda a
ver o Mundo sob vários ângulos e a apreendê-lo de uma forma que seria, talvez,
impossível, sem a imaginação dos autores.
Participe do projeto Divulga
Escritor
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Grupo: https://www.facebook.com/groups/solardospoetas/?fref=ts
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Quem eu sou?
Nada comparado com o vento
Uma entre tantas
Partículas do tempo
Que urge em partir
Caminhante de águas frias
Sonhador compulsivo
Poesia escrita por um
desconhecido
Que empresta sua alma
Ao mundo deserto
Que não teme o incerto
Poeta que nunca se acalma
Pena molhada
Em um tinteiro
De emoções
Alma sentada
Mas nunca parada
Que eu sou?
Um entre tantos
Muitos entre poucos
Um tudo de nada
Onde o sonho
Nunca acaba
Na poesia
Essa a que verdadeiramente
Me ama
E se estende sobre mim
Como um manto reluzente
E cada caminhada
Aquela que me abraça
Até ao eu mais íntimo
Que me despe
De qualquer defesa
Que me ergue
Em tanta tristeza
Que me alimenta
Dia após dia
De esperança
Que é possível a mudança
Viajar para todo o lugar
Onde minha alma queira estar
Me permitindo abraçar
Tudo que a humanidade pode dar
Boa Leitura!
SMC – Escritor/poeta, Filipe Assunção, é um prazer contar com a sua
participação no projeto Divulga Escritor. Conte-nos o que o motivou a ter o
gosto pela escrita?
Filipe Assunção - A lágrima distinta a
tal porta cai
Como uma
campainha que inunda
Nossa porta
por abrir e o sonho se torna real dentro do proprio sonho!
SMC - Em que momento você se sente mais inspirado a
escrever?
Filipe Assunção - Escrevo em muitos
momentos, mas principalmente nos que passo a citar:
Quando a
alma os vidros quebrar
Quando o
coração só quiser sangrar
E a vida se
tornar um fio no olhar
Quando já
não temos o abraço por dar
Como um
jardim acabado de semear
Que as
nuvens não querem brotar
Quando a
lagrima se torna um altar
E a dor nos
consome a cada luar
SMC - Qual o público que você pretende atingir com o
seu trabalho? Que mensagem você quer transmitir para as pessoas?
Filipe Assunção - Todos que querem
quebrar regras!
Sempre estou
acordado
Quando me
tentas adormecer
E isso mata
a saudade
Se a verdade
já foi proibida
Então
quebrarei todas as regras
A mensagem
consiste em rever tudo o que somos!
Nesta arca
de Noé
Que se abram
os olhos
Antes da
porta se fechar
Ou não
haverá altar
Para
contemplar
Quem com
palavras
Quis fazer
acreditar
Que ao homem
É possível,
alguma coisa dominar
SMC - Filipe quando você esta triste, irritado,
feliz... Ao escrever uma poesia, um texto, como se sente depois da escrita?
Filipe Assunção - Esse teu lugar
Que me
transforma em nada
Que me deixa
vazio
De tanto
cheio
E sem saber
explicar
Me sinto a
viver
SMC - Que dificuldades você encontra para a
publicação de livros? O que você
acredita que deve ser feito para amenizar estas dificuldades?
Filipe Assunção - Agora que me tornei
viril, e relinchei como os cavalos cuspindo cada ser, recuso cada palavra! Essa
tua mente puritana afinal fumo é igual. Em cada janela sua cortina, em cada
escada seu degrau, sendo eu humano procurando a imperfeição relincho em cada
acontecimento, frio ou gélido nunca serei morno em areias de deserto, escondo a
mão afinal sou argucioso de uma sociedade decadente! Que me sejam dados os meus
devidos coices e estrumo que apenas erguerei meus cornos ao mundo!!
SMC - Quais seus próximos projetos literários?
Pensas em publicar um livro?
Filipe Assunção - Sim! Mas de uma forma
livre!
Posso conter
como quem chega de passagem
Não me
desculpes se assim te fiz chorar
Não tenho
esta primeira na mão em última abordagem
SMC - Quem é o escritor Filipe Assunção?
Filipe Assunção - Não quero uma correcção
inventada por um filósofo
Quero uma
cadeira quebrada, para com ela poder cair
Uma linhagem
distinta
Enquanto
caminhas surge a pergunta
Quem chegou
foste tu, ou mais uma razão?
Até que por
acaso arguta esta falange
E no ar! Tem
este mundo solução?
SMC - Em sua opinião o que é ser Poeta?
Filipe Assunção - Ser poeta não é ser
mais alto, mas sim andar descalço e sem vergonha ser menor!
O poeta
O poeta está
preso em dois Mundos
Ora chora
ora sorri
Soltando
seus gritos mudos
Que por vezes
ninguém sabe entender
E aplaude
sem saber
O que dói um
poema escrever
SMC - Em sua
opinião o que é liberdade?
Filipe Assunção - Homem despojado do seu
próprio território
Impotente
diante do Omnipotente
Neste
sistema alectório
Rolam
cabeças do presente
Enquanto os
galos cantam
O sol se
esconde
Dos que se
encantam
Nesta
moralidade agnome
SMC - Pois bem, estamos chegando ao fim da
entrevista, agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor, muito bom
conhecer melhor o Escritor Filipe Assunção, que mensagem você deixa para nossos
leitores?
Filipe Assunção - Pede uma Alma retornada
Pede uma
Palavra ancorada
Pede uma
nova vida
E se nada
resultar
Pede um novo
amor
Mas só se
for para amar.
Participe do projeto Divulga
Escritor
Blog: http://solardepoetas.blogspot.pt/p/cantinho-da-admi.html

Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC)
entrevista escritora Celeste Fernandes Leite
CELESTE FERNANDES LEITE, nasceu
em Viseu, atualmente mora em Lisboa, Portugal. Escreveu um livro aos 14 anos de
toda a sua história até ali vivida. Ganhou-lhe o gosto e foi escrevendo textos
para livros escolares franceses. Ao iniciar uma vida a dois resolveu escrever
um livro de culinária que não chegou a editar. Foi então que decidiu fazer uma
colecção de roupas numa fábrica adquirida pelo seu marido. Um ano mais tarde
abriu uma galeria de arte onde expunha principalmente as suas telas pintadas a
óleo Foi tirando em simultâneo alguns cursos. Abriu várias lojas de decoração e
na febre dos franchising de engomadorias resolveu abrir também um negócio
desses. Mas faltava-lhe sempre algo… Até que após uma doença prolongada do seu
pai, toda aquela vivência constante com ele e não o podendo ajudar, sem saber
como desabafar, começou a escrever de novo. Desta vez com prosas e poemas, que
lhe foram ocupando primeiro as noites e agora também os dias, resolvendo fazer
da escrita o seu principal projecto de vida. As suas primeiras palavras
editadas, nesta área da poesia/prosa, foi na participação do livro de um grande
amigo Joaquim António Godinho intitulado O Arrumador de Palavras com o poema:
Caminho de Incertezas. Foi um dos seus grandes incentivadores, nesta pequena,
mas já grandiosa caminhada.
Boa Leitura!
SMC - Escritora
Celeste Leite, para nós é um prazer contar com a sua participação no projeto
Divulga Escritor, conte-nos o que a motivou a ter o gosto pela escrita?
Celeste
Leite - Tudo começou na minha
infância, pelos meus 4 anos, : o meu avô materno era uma pessoa muito culta e
viajada, tinha sido boxeur, tinha tido um hotel em Espanha, enfrentou a guerra
civil de Espanha nessa altura com o General Franco… E e eu tinha uma grande
admiração pelo meu avô, ; sentava-me junto dele sempre que podia para ouvir
todas as histórias e ia fazendo rabiscos num papel a fazer de conta que
escrevia o que ele me dizia, foi então que esse avô me ensinou a ler e a
escrever. E comecei a escrever de facto o que ele me ia contando.
SMC - Tu
trabalhas com pinturas, conte-nos o que gostas de pintar? O que diferencia os
momentos de inspiração para a pintura dos momentos de inspiração para a
escrita?
Celeste Leite- Bem a pintura é uma maneira de transmitir cá para
fora só o que de sereno existe em mim, porque normalmente pinto paisagens de
mar, de serra, de vilas piscatória, vilas de gente humilde e rostos felizes ou
gentes com ar feliz. Quanto à escrita …já é um conjunto variado de emoções.
SMC - Que
temas você aborda em seu livro “Prosas em Mim”? O que veio primeiro o livro ou
o Título?
Celeste
Leite - São poemas ou prosas que revelam o nu da minha alma, é o meu
subconsciente a falar por entre palavras.
São
os sentimentos, principalmente abordar o amor através da escrita.
O
livro chegou primeiro que o titulo, porque primeiro chegou a necessidade de
libertar sentimentos retidos no meu interior.
SMC - Estas
lançando o livro “Confrontos de Alma” conte-nos em que momento te sentias mais
inspirada a escrever esta obra? Que temas abordas?
Celeste
Leite - Depois de ter escrito o meu primeiro livro “Prosas em Mim” achei
que era muito pouco para me dar a conhecer, porque a vida não é só dissabores,
nem rosas. Por isso é uma mistura de sentimentos, bons e maus momentos e tudo o
que actualmente atravessamos na sociedade.
SMC - Qual o
público que você pretende atingir com o seu trabalho? Que mensagem você quer
transmitir para as pessoas?
Celeste
Leite - Pretendo atingir o maior numero de publico, de todos os níveis e
classes sociais, principalmente os mais humanos e todos os outros, tentar pelo
menos fazer chegar um pouco da minha sensibilidade como ser humano e que possam
pensar um pouco no outro, porque em todo o ser humano existe um coração a bater
e os mais atingidos sofrem de dor.
SMC - De que
forma você, hoje, divulga o seu trabalho?
Celeste
Leite - Principalmente através do
facebook, agora pelos livros também, pelas tertúlias realizadas ás quintas
feiras no Ainda a Noite É Uma Criança, um bar muito aconchegante, situado no
Príncipe Real em Lisboa e também por escolas do ensino básico.
SMC - Onde
podemos comprar os seus livros?
Celeste
Leite - Podem adquirir os livros
junto da editoras, Pastelaria Estudios e Modocromia, ou então através de mim
para e email: celestefleite@gmail.com
SMC - Quem é
a escritora Celeste Leite? Quais os seus principais objetivos como escritora?
Celeste
Leite - A Celeste é uma pessoa que devido à sua sensibilidade interior, á
sua maneira muito rápida de captar o seu sofrimento e o sofrimento dos outros
resolver escrever tudo o que lhe vai na mente, sem véus, sem barreira alguma,
tudo a nu, como a sua alma transparente.
SMC - Quais
as melhorias que você citaria para o mercado literário em Portugal?
Celeste
Leite - Acho que deveria haver cada vez menos literatura
violenta para os jovens, menos vulgar no acto das palavras, com um vocabulário
mais cuidado.
SMC - Pois
bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação, muito
bom conhecer melhor a escritora Celeste Leite, que mensagem você deixa para
nossos leitores?
Celeste
Leite - Que agradeço a todos
que gostam de me ler, que ao fazê-lo que isso os faça sentir melhor ou mais
felizes, e que ainda surgirão muitas surpresas da minha parte, que me continuem
a acompanhar, porque sem eles eu não sou nada. Não vale a pena escrever se não
existir quem nos leia.
Participe do projeto
Divulga Escritor
Blog: http://solardepoetas.blogspot.pt/p/cantinho-da-admi.html
Manuela Barroso
(Maria Manuela Barroso Nogueira Martins Ferreira de Castro ) , nasceu no
distrito de Braga província do Minho-Portugal em 1946. Frequentou a Faculdade
de Letras da Universidade do Porto, onde se formou com a licenciatura em
Filologia Românica,
tendo aí efetuado o Curso de Ciências Pedagógicas. Exerceu a sua atividade como Professora de Português e Francês no
Ensino secundário na cidade de Braga e
Porto onde reside. A vertente da sua especialização ligada às letras a par da
profissão no estudo de autores consagrados, deixa-lhe os ventos da poética. Só depois de ter o tempo
exigido para discorrer pelo mundo das palavras, publicou o seu primeiro livro
“Inquietudes” Colaborou na Coletânea “A Sinfonia do Mar” dos Poetas
Poveiros-Póvoa de Varzim
“Foi sempre através dos
movimentos literários que a política e sociedades tomaram outros rumos. Nós
vamos, a mensagem fica. São as nossas
memórias e as nossas experiências, possíveis alavancas para o progresso das
gerações futuras.”
Boa Leitura!
SMC - Escritora Manuela
Barroso, para nós é um prazer poder contar com a sua participação no projeto
Divulga Escritor, conte-nos em quem momento decidiu publicar seu primeiro
livro?
Manuela Barroso - O prazer é todo meu
por ter a oportunidade de participar neste projeto.
O Livro?
Interessante essa questão. Não publiquei. Publicaram-me. Na altura, Maio de
2012, fazia “démarches” para publicar um livro de meu tio (“Vento e Ventanias” -
Florentino Alvim Barroso), que vivia em Copacabana. Quis fazer-lhe uma pequena
homenagem-surpresa, com uma parte da sua vasta obra. Ao editar este livro, a
Editora convidou-me, publicando o meu.
SMC - Sobre o seu livro
“Inquietudes” como foi a escolha do título do livro?
Manuela Barroso - Sou pacífica mas uma alma
inquieta. As perguntas surgem com uma sucessão de respostas interiores aos quês
e porquês da vida e seus limites, que as palavras são incapazes de veicular
tais sensações. Daí que permaneça sempre numa” Inquietude”. Mas queria lembrar
que este livro já se distancia dos meus pensamentos e escrita atuais. Nada é
permanente.
SMC - Que temas você
aborda em sua escrita. O que mais lhe inspira a escrever sobre estes temas?
Manuela Barroso - Gosto de me debruçar sobre a paz
e o silêncio onde a consciência se encontra nas perguntas e respostas. Todos os
Amores aí se encontram. O Infinito, é a minha sedução.
Dói parte da
sociedade onde nos inserimos e a permeabilidade dos “desconcertos do mundo”. A Natureza é uma imprescindível aliada com
todos os seus monólogos. Depois, ouço-me. E na impermanência das coisas e pessoas,
o que escrevo hoje, reflete, penso, mais a “quietude” de um ser amadurecido mas
numa pacífica angústia
SMC - Qual o público que
você pretende atingir com o seu trabalho? Que mensagem você quer transmitir
para as pessoas?
Manuela Barroso - Não tenho público-alvo
específico. Escrevo só o que me dá prazer partilhar. Se apreciarem, ótimo. Não
tenho, nunca tive ambições. De resto, teria que ter feito um grande trabalho
muito antes, começando nas lides literárias para ter o meu público.
Gostaria muito de
poder transmitir a todos os que me leem, a paz, a calma, a serenidade de cada
dia. Sem credos ou religiões, dizer que vale a pena levar a todos um pouco de
paz onde o silêncio nos traz a música do tempo para refletir. Vivemos num mundo
vertiginoso e apático. É tão bom ouvirmo-nos para nos encontrarmos!
SMC - Escritora Manuela
Barroso, de que forma você, hoje, divulga o seu trabalho?
Manuela Barroso - Na verdade, como disse, não me
preocupo com a divulgação numa maior escala porque é difícil lidar com essa
máquina. Ultrapassa-me. Há muitas barreiras e as editoras interessam-se por
escritores de grande nome. No entanto, o livro encontra-se em diversas
livrarias. Confesso que me dá um certo prazer postar nos blogs. A simpatia com
que me acolhem é um alegre alento!
Sites / Blog
e
SMC - Onde podemos
comprar o seu livro?
www.livapolo.pt ( Livraria Apolo)
Endereço de email para contato manuelabarroso46@gmail.com
SMC - Quem é a escritora
Manuela Barroso, quais seus principais hobbies?
Manuela Barroso - Só me considero escritora no ato
da escrita. É um estatuto onde a minha humildade perante grandes vultos me
proíbe a entrada…
De resto, difícil
descrever. Sou muito complexa na minha simplicidade. Introspetiva, tímida,
perseverante, exigente comigo. Mas diria que sou disponível para os amigos,
introvertida , enorme sentido de justiça
e gratidão. Tenho um fascínio pelo Universo.
Como hobbies:
Ler, escrever, passear, sobretudo para ilhas, jardinar… pasmar perante
paisagens que me trazem palavras…
SMC - Quais seus
próximos projetos literários? Pensas em publicar um novo livro?
Manuela Barroso - A par de trabalhos ligados a
publicação de livros, tenho convite da Editora para publicar um livro em dueto
que está em fase de acabamento e para publicar ainda este ano. Um desafio…
Tenho material para
vários livros. Além de Poesia e Prosa Poética, Divagações, Conto e…Cozinha…
Mas não tenho pressa.
O tempo avisar-me-á….
SMC - Quais as melhorias
que você citaria para o mercado literário em Portugal?
Manuela Barroso - É uma lacuna enorme a divulgação
do que se vai escrevendo.
As editoras só
sobrevivem com grandes tiragens de conhecidos autores. Os livros, são caros
para os menos privilegiados.O interesse pela leitura é muito pouco numa época
em que não é exigido o mesmo esforço de antes. Tudo está muito facilitado
com consultas relâmpago na net.
As bibliotecas têm
aqui um papel fundamental. Falta a curiosidade por saber o pensamento que se
cruza em diversos domínios.
SMC - Pois bem, estamos
chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação no projeto Divulga
Escritor, muito bom conhecer melhor a escritora Manuela Barroso, que mensagem
você deixa para nossos leitores?
Manuela Barroso - Quero renovar o meu
agradecimento por esta oportunidade.
Foi sempre através
dos movimentos literários que a política e sociedades tomaram outros rumos. Nós
vamos, a mensagem fica. São as nossas
memórias e as nossas experiências, possíveis alavancas para o progresso das
gerações futuras.
Que a Sociedade de
hoje dê mais valor à mulher, não só pelo papel que lhe cabe como mãe, mas na
política e sociedade com o respeito e a dignidade que já foram antes, só
miragens…
Vale a pena lutar
pelo que acreditamos a bem da Humanidade.
Muito Obrigada.
Participe do projeto Divulga Escritor

Solar de Poetas
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Jornalista Shirley M. Cavalcante
(SMC) entrevista escritor José Alberto Monteiro Rodrigues (JrTrovador Zeal)
José Alberto Monteiro
Rodrigues
Nasceu em Viseu a 06*10*1952
e com 10 anos começou o primeiro trabalho. Estudou, sem completar o curso
noturno Comercial. Foi militar entre 1973 e 1975. Casou a 09*11*1975, com Maria
Teresa, com quem mantém casamento, com dois filhos e um neto. Em 2009 completou
o 9º. Ano pelas CNO e ficou aposentado em 2010.
Tem como passatempo favorito
o escrever poesia desde 1970, tendo editado 4 livros. O 1º. “Sol da Minha
Poesia”, em 08*10*2011, o 2º.“ A Poesia é um Antidepressivo”, em 06* 10*2012, o
3º. “ Poemas de Linho”, em 19*05*2013, e o 4º. “Silêncios Contados”, em 12*07*2013.
Embora não sendo cantor, nem
músico, gosta de cantar umas baladas com a sua viola, sendo para os amigos,
conhecido como o JrTrovador Zeal.
“Que é
meu desejo, que o leitor sinta que tem nas mãos algo, que o pode ajudar, e
reforçando, que não devemos ter medo de falar de uma doença, que a muitos
afeta. Não ter medo de dizer o que nos vai na alma.
Creio que sobre este livro não preciso dizer mais
nada, a não ser que leiam.”
Boa Leitura!
SMC - Poeta
José Rodrigues (Zeal), para nós é um prazer ter você connosco no projeto
Divulga Escritor. Conte-nos o que veio primeiro o gosto pela música ou pela
poesia? Em que momento as duas se encontraram em sua vida?

Em primeiro lugar veio o gosto pela poesia.
Na altura estudava à noite no curso comercial e o Português era a
discipina que mais gostava. Ganhei afeição pela Literatura Portuguesa na qual comecei a
descobrir os escritores e poetas portugueses, em especial, para mim: de Luís
Vaz de Camões (o rei dos poetas), Fernando Pessoa (o príncipe dos poetas),
Florbela Espanca (a poetisa do amor), António Aleixo (o poeta do povo) e outros
como, Gil vicente, António Nobre, Augusto Gil.
O fazer da minha poesia e as
baladas, com a viola, é que nasceram de mãos dadas.
Com o aparecer dos baladeiros no País e cantores de intervençao, comprei
uma viola e com outros amigos fui aprendendo, cantando as baladas deles e
fazendo as minhas, começando os primeiros passos na escrita de poesia dedicada em
especial a um amor platónico, a partir de1970. Em grupo de amigos íamos fazendo
pela cidade as nossas serenatas, já cantando baladas proíbidas pela censura, e
outras, para as meninas estudantes e hospedadas em residências de estudantes.
O escrever
poesia e cantar umas baladas com a minha viola tornou-se o meu principal
passatempo. Fazia e faço algumas canções que ficam, mas sem pauta musical, pois
não tenho formação musical. Nisto e em muitas coisas de minha vida considero-me
um autodidata.
SMC - Como você vê o encontro da poesia com a
música?
José
Rodrigues (Zeal) - Para mim, a poesia e a
música andam de mãos dadas. A poesia em si e alguma minha eu considero musical
e depois uma boa canção só o é, se tiver uma boa música e uma boa letra, daí as
duas quando se encontram fazem um belo casamento.
SMC - Você hoje faz apresentações literárias
com músicas e poesias?
José
Rodrigues (Zeal) - Sim. Os quatro
lançamentos e apresentações de meus livros foram sempre apresentados num misto
por igual de poesia e música. Não concebo apresentar um livro meu que não tenha
a minha intervenção musical. O conceito de fazer apresentações de livros de
poesia só de retórica, deixou passar a imagem para fora, que são demasiado
maçadores, afastando principalmente os jovens dos eventos.
A partir dos meus eventos de poesia, comecei a ser chamado a colaborar
com outros poetas para apresentar as baladas e cantigas que canto e para quem
sou o JrTrovador Zeal, já que na poesia sou o José Rodrigues Zeal
(Zeal=Zealberto).
As minhas apresentações começam com os
oradores a serem intervalados com as músicas escolhidas, dando lugar a uma
encadeada parceria: oratória sobre os livros/música e declamação de poemas.
Por norma os meus lançamentos/apresentações são em bibliotecas
Municipais, casas de cultura e museus, quer na minha Cidade de Viseu, ou em
outros locais do País (Lisboa, Porto, Póvoa de Varzim, Miranda do Douro)
SMC - José
Rodrigues (Zeal), como foi o percurso até chegar a publicação do seu primeiro
livro? O que sentiu ao ter seu primeiro livro em mãos?
José
Rodrigues (Zeal) - O percurso até ao editar
do primeiro livro, foi o estudar, trabalhar e como já disse a partir de 1970 o
começar a escrever poesia que fui metendo como se diz na gaveta até aparecer
uma oportunidade de publicar o “SOL DA
MINHA POESIA” que surgiu
depois de me reformar e entrar na rede social Facebook onde comecei a postar os
meus poemas e a receber inúmeras críticas positivas, principalmente de uma
amiga que acabou por formar uma editora, sendo eu um dos autores escolhido. Como tinha imensos poemas escritos, aconteceu
em 08*10*2011, com o lançamento em Lisboa. Foi uma experiência nova, novos
amigos e o tentar aperfeiçoar a minha poesia, que se baseava muito na rima, e
ir cada vez mais escrevendo dando largas ao pensamento, buscando novas maneiras
de escrever, em que a poesia se tornasse mais musical e menos amarrada a
conceitos passados.
O que senti
ao ter na mão o primeiro exemplar do livro é algo que mexe com o autor, ainda
mais na altura do aniversário a dia 06*10*2011. Posso dizer que não sendo um
sonho programado, acabou por ser uma realidade concretizada e que não posso
esquecer, dizendo que na verdade foi uma coisa bela na minha vida pois a partir
daí então sim posso dizer, começa-se a sonhar que é possível ir mais longe e
que se é poeta, quer se queira ou não.
SMC - Conte-nos que temas abordas em seu
livro “A poesia é um Antidepressivo”? Para quem indicas a leitura deste livro?
José Rodrigues (Zeal) - Xavier Zarco, editor do 2º. Livro, a quem fico grato, pela maneira
como pegou em meus poemas levando à criação deste livro: “A Poesia é um Antidepressivo”, foi
dizendo em resumo que,
“Ler-me, corresponde a uma sensação estranha,
de por vezes, as pessoas encontrarem amiúde, pedaços de sua própria vida dentro
de meus versos, e terem acesso de redescobrirem asas, que se julgam perdidas, algures
pelos caminhos trilhados.”
Sobre este meu livro digo que é
um tanto diferente do anterior “Sol da Minha Poesia” mais contemporâneo, ao
ponto de dar azo ao título escolhido “A Poesia é um Antidepressivo”, e sobre o
mesmo dizer, que, para quem escreve, e falo por mim, é um bom antidepressivo.
Um certo dia uma amiga dizia;
“A poesia
é um mistério entre o poeta e o leitor, que é tão bela, que não tem presente…só
tem esperança e saudade e, que há livros com títulos, que “podem” dar ideia de
agressivos.”
Eu respondi: que concordo, mas
que tudo, tem uma razão de ser.
A amiga dizia que: “como leitora, adora a esperança e a beleza
da poesia, pois viveu o flagelo da depressão e, que lendo o título, verificou
que o autor, encontra na poesia, uma ajuda, uma cura para vítimas da depressão
social, na qual a poesia vem ao seu encontro e, o fez… nos faz… renascer.”
Dizia ainda: “que é preciso ser único, e verdadeiro, e que isso eu sou.” (OBRIGADO AMIGA) Mais:
“Que o
apelo à leitura, só pode ajudar o próximo, como estimulante e Antidepressivo.”
Então eu digo:
Que é meu desejo, que o leitor
sinta que tem nas mãos algo, que o pode ajudar, e reforçando, que não devemos
ter medo de falar de uma doença, que a muitos afeta. Não ter medo de dizer o
que nos vai na alma.
Creio que sobre este livro não
preciso dizer mais nada, a não ser que leiam.
SMC - O que diferencia o seu livro “Poemas de
Linho” de seu livro “Silêncios Contados”?
José
Rodrigues (Zeal) - O livro “POEMAS DE LINHO” é um livro temático
com fotos e poesia que essencialmente descreve todo o ciclo do linho, que ainda
nos dias de hoje é trabalhado numa aldeia de Viseu, Várzea de Calde e no qual
se fala das gentes, locais, monumentos e artes. Este livro está à venda no próprio
museu ”Casa de Lavoura e Oficina do Linho”.
Quanto ao “ SILÊNCIOS CONTADOS”,
é um livro de poesia mais contemporânea, que não está preso a um tema, mas
vários.
SMC - Onde podemos comprar os seus livros?
José
Rodrigues (Zeal) - Os meus livros encontram-se
à venda principalmente nas editoras, ou em algumas livrarias pelo país que
tenham contrato com as mesmas, e podem ser encontrados online nas Livraria
Bertrand e Wook, embora eu também possa enviar: zealbertorod@gmail.com
Titulos:
“ SOL DA MINHA POESIA”
“A POESIA É UM ANTIDEPRESSIVO”
“POEMAS DE LINHO”
“SILÊNCIOS CONTADOS”
SMC - Quais os seus principais objetivos como
escritor? Estas pensando em publicar um novo livro?
José
Rodrigues (Zeal) - Acima de tudo continuar a
escrever poesia, mas e só como passatempo e nunca como profissão, pois apesar
de ter inúmeros poemas guardados, com os quais podia editar mais livros, a
verdade é que somos um país de poetas e todos os “dias” saem livros novos e o
mercado não comporta tantos livros.
No entanto e seguindo o meu caminho tentarei editar sempre que possível..
Vamos ver.
SMC - Quais os principais obstáculos que você
encontra para o alcance de seus objetivos?
José
Rodrigues (Zeal) Para os
meus objetivos não vejo obstáculos, pois como disse continuo a escrever, logo
poesia há. Agora para a venda de poesia há muitos e vê-se o espaço que as
livrarias reservam para a poesia…pouco mais de um metro quadrado. Triste…muito
triste.
O editar
com editoras tem os seus custos, e nós acabamos por nada ganhar, pois as
despesas são sempre muitas. Somos acima de tudo autores que editam por
carolice.
Os livros
deviam ser mais acessíveis em termos de preços, maior divulgação dos pequenos e
desconhecidos autores portugueses e não só, onde os média deveriam ter a
obrigatoriedade de falar e mostrar o que se faz em poesia pelos ainda
desconhecidos autores. Quando aparece um VIP a dizer que tem um livro novo,
todo o mundo áudio visual e não só fala dele e promove.
Pois muitos
dos livros que se vendem aos milhares, é porque acima de tudo, é de alguém
muito publicitado.
SMC - Quais as
melhorias que você citaria para o mercado literário em Portugal?
José
Rodrigues (Zeal) Na educação seria ótimo. Seria bom as escolas e bibliotecas terem
projetos de formação para os alunos. Fomentar o gosto pela leitura em especial
da poesia. Tertúlias também pelas pequenas cidades e vilas com autores,
cantores, declamadores etc.,
Como já referi que os média falassem dos desconhecidos autores.
As editoras deviam divulgar mais as obras dos novos autores e não deixassem
nas mãos deles a venda dos livros a que são obrigados a adquirir, e que por
norma “paga” de imediato a edição, e por isso os que ficam nas editoras já deixam
de ser prejuízo e daí o pouco interesse em os colocar e fazer acordos com
espaços livreiros.
Por mim tenho tentado colaborar com outros autores na parte musical para
que as suas apresentações tenham maior interesse e divulgação, assim como eu
tenho sido ajudado por amigos e autores também para divulgação dos meus livros,
a quem estou reconhecido.
"Divulga Escritor" é
uma bela iniciativa e que merece o nosso muito obrigado.
SMC - Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista,
agradecemos sua participação, muito bom conhecer melhor o Escritor José
Rodrigues (Zeal), que mensagem você deixa para nossos leitores?
José
Rodrigues (Zeal) - Dizer que a minha maior vaidade está na minha humildade e
simplicidade, daí que pautem sua vida com humildade, respeito pelo próximo e
vivam em simplicidade, não esquecendo suas origens. Façam por ler mais e apoiar
a literatura pois só assim a nossa mensagem em forma de poesia passará. Sem a
literatura, em especial a poesia, as pessoas serão menos cultas, menos emotivas
aos sentimentos da alma. Eu escrevi:
Intuições
Há
Pessoas
Que nossos olhos
Não enxergam
Mas que nosso
Coração "vê e abraça”
E “sente” serem
Seres especiais
Que são
Como “coisas” simples
Onde está
O encanto da vida
E onde
Meus olhos descansam
Das más visões.
Costumo dizer que escrevo de mim para vós. Escrevo para os
amigos em especial aqueles que me acompanham no face. Somos um país de poetas,
mas em que os maiores consumidores de poesia são os próprios poetas, com
algumas exceções.
A maior mensagem é deixar na minha poesia vivências e
realismo de locais, gentes, natureza, monumentos, dedicatórias e sobretudo
falar de problemas sociais poeticamente. Muita coisa escrita irá ficar por
mostrar e será espólio dos filhos e do neto. Tenho em mim que um pelo menos já
escrito perdurará para além de mim, pois é temático, num escrever sobre um
museu e o ciclo do linho e já consta na prateleira do próprio museu, o local
ideal para ser visto e adquirido.
Agradeço esta oportunidade. Foi um prazer mostrar algo sobre
a minha poesia.
Participe do projeto Divulga Escritor
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Solar de Poetas
Grupo: https://www.facebook.com/groups/solardospoetas/?fref=ts
Blog: http://solardepoetas.blogspot.pt/p/cantinho-da-admi.html
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Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC)
entrevista escritor Armindo Loureiro
Armindo Loureiro (Nome por que gosta de ser tratado
e também é conhecido), de seu nome completo Armindo Manuel Soares Pinto
Loureiro, natural de São Nicolau/Marco de Canaveses/Porto/Portugal, onde nasceu
a 10 de Agosto de 1950. É Aposentado da Função Pública e actualmente é
dirigente da Confraria do Anho Assado com Arroz de Forno de Marco de Canaveses
(Vice-Chanceler) e da Associação de Ex-Combatentes da Guerra do Ultramar
(Presidente do Conselho Superior) e ex-dirigente de diversas associações de
base da sua terra, é ainda e para já, o actual Presidente da Junta de Freguesia
de Tuías, cargo que abandonará nas próximas eleições para dedicar mais tempo
àquilo que é o seu gosto primordial… A Poesia!
“Para que o
Mercado Literário possa ser melhorado há necessidade de os mídia darem uma
maior cobertura aos eventos relacionados com a apresentação de novos livros e
novos autores… Sem isso, parece-me que o mercado livreiro, irá continuar com
todas as dificuldades que se lhe reconhecem.”
Boa Leitura!
SMC - Escritor Armindo Loureiro para nós é um prazer poder contar com a sua
participação no projeto Divulga Escritor, conte-nos o que o incentivou a
iniciar a escrita? Qual a sensação de ter seu primeiro livro em mãos?

-
Olha lá… Isso não tem métrica!
E
eu, de pronto, lhe respondi:
-
Pai, eu não escrevo com métrica… Eu escrevo a metro!
Em
Setembro de 2009 comecei a Frequentar o Curso de Direito, Na Universidade
Lusíada do Porto e em meados de 2010 com 7 cadeiras feitas, lembrei-me de pedir
a minha admissão ao Facebook e, a partir desse momento lá se foi o Curso, por
água abaixo, se, no primeiro ano (sem Facebook) completei sete Cadeiras do
Curso, a partir daí (e com Facebook) foi sempre a descer … Comecei a escrever
poesia, primeiro na minha página pessoal e, passado algum tempo, em alguns
Grupos… Nos comentários que iam fazendo aos meus poemas algumas das pessoas
ligadas ao mundo da poesia, foram-me incentivando para fazer mais e melhor e
para escrever um livro com as minhas poesias… A determinado momento o Escritor
Miguel Almeida, um dos consagrados da literatura portuguesa, convidou-me para
fazer parte de uma Coletânea que ele iria coordenar e assim, nasceu o primeiro
livro com intervenção minha (8 poemas) juntamente com mais 29 pessoas que até
ali jamais tinham publicado o que quer que fosse.
No
momento da sua apresentação (Palavras Nossas – Volume 1) fiquei deslumbrado com
a aceitação que a minha poesia teve e logo, pensei em escrever um livro de poesia
a solo…
Foi
assim que surgiu o “Rio de Palavras”, que foi apresentado na minha Cidade natal
(Marco de Canaveses) em 25 de Abril de 2012.
Aqui
não posso esquecer os incentivos que me foram dados pelos poetas José Carlos
Moutinho e Francis Ferreira, amigos que sempre me disseram que a minha poesia
tinha qualidade…
Agora,
passado todo este tempo, já não tremo perante ninguém a ler poemas meus a
sensação é totalmente diferente daquela que tive na primeira apresentação.
SMC- Conte-nos o que o motivou a publicar seu livro “Rio de Palavras”?
Que temas abordas em seu livro?
Armindo Loureiro - Os
amigos, nas Tertúlias Poéticas, que frequentava amiudadamente, diziam-me que eu
tinha belos poemas e que era bonito vê-los publicados em Livro e foi assim que
o “Rio de Palavras” surgiu.
É
um livro onde imperam as Quadras e os poemas divergem nos seus temas… O Ar, a
Terra, o Mar, a Vida, o amor, etc., etc..
SMC - Por que o titulo “Rio de Palavras”?
Armindo Loureiro -
Rio de Palavras, porque considero, que a
minha poesia é um rio composto por muitas palavras as quais, têm a beleza das
águas e eu faço parte de uma localidade onde imperam os rios e a serra… Marco
de Canaveses “Entre o Tâmega e o Douro, onde começa o Marão”!
SMC - Que temas você aborta em sua escrita? O que mais lhe inspira a
escrever sobre estes temas?
Armindo Loureiro -
Na minha escrita abordo com alguma incidência temas relacionados com o amor
mas, contudo, não descuro outros temas… Sou confrontado assiduamente, para
fazer poemas em relação a motes que me são fornecidos naquele momento,
Considero-me e consideram-me um “Repentista” já que, a poesia está de tal forma
impregnada em mim que, os versos saem em catadupa.
Talvez
o romantismo que hoje transpiro na poesia que faço tenha tido origem no ter acompanhado
de perto cantores como Francisco José ou Tony de Matos… O meu ouvido
habituou-se a esse tipo de poemas-cantados… E bem por esses artistas!
SMC - Qual o público que você pretende atingir com o seu trabalho? Que
mensagem você quer transmitir para as pessoas?
Armindo Loureiro - Gostaria
que as crianças fossem mais direcionadas para o campo das letras e que a poesia
de alguns dos nossos consagrados autores fosse lida e interpretada em todos os
níveis de ensino… Ao mesmo tempo gostaria que toda a gente tivesse um pouco do
seu tempo de lazer para dedicar à leitura pois, os neurónios ficar-lhe-iam
agradecidos.
SMC - Quais seus próximos projetos literários? Pretendes publicar um
novo livro?
Armindo Loureiro -
Tenho vários projetos em carteira e,
para além dos dois livros atrás indicados também, participei em mais três
coletâneas… Mãe (1 poema); Palavras de Cristal (3 poemas); e Erotismus (8
poemas)… Neste momento está para sair um livro de poemas da minha autoria, cuja
responsabilidade será da CerciMarco já que, lhe ofereci 100 poemas com temas de
variada natureza e só estou a aguardar que uma amiga minha faça o necessário
Prefácio para o entregar à Editora…
SMC - Escritor Armindo Loureiro, conte-nos como se sentiu ao receber as
menções honrosas do grupo Solar de Poetas?
Armindo Loureiro -
É com muita satisfação que o digo aqui…
Fiquei maravilhado com as Menções que me foram atribuídas não só pelo grupo
Solar de Poetas como também, pelo grupo Graffitis del Alma, com sede em Caracas
– Venezuela.
SMC - Onde podemos comprar o seu livro?
Armindo Loureiro -
O meu livro “Rio de Palavras” só pode
ser comprado à minha pessoa, já que é uma edição de autor. O meu contacto é o
do Face… Armindo Loureiro! As pessoas por mensagem privada, pedem-me o livro, e
eu dir-lhe-ei as condições de venda do mesmo. Neste momento o preço base é de
12 euros aos quais terei que acrescentar o custo do envio.
SMC - Quais as melhorias que você citaria para o mercado literário em
Portugal?
Armindo Loureiro - Para
que o Mercado Literário possa ser melhorado há necessidade de os mídia darem
uma maior cobertura aos eventos relacionados com a apresentação de novos livros
e novos autores… Sem isso, parece-me que o mercado livreiro, irá continuar com
todas as dificuldades que se lhe reconhecem.
SMC - Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua
participação no projeto Divulga Escritor, muito bom conhecer melhor o Escritor Armindo
Loureiro, que mensagem você deixa para nossos leitores?
Armindo Loureiro -
Eu é que agradeço ao Projeto Divulga
Escritor a disponibilidade para possibilitarem que eu tenha podido dizer o que
me vai na alma em relação a muitas coisas que vão mal, pelo menos em Portugal,
em aspetos literários…
Gostaria,
que os vindouros tivessem outra apetência pela literatura e que os Governos
facilitassem mais os autores.
Participe do projeto Divulga
Escritor
Grupo: https://www.facebook.com/groups/solardospoetas/?fref=ts
Blog: http://solardepoetas.blogspot.pt/p/cantinho-da-admi.html

Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC) entrevista escritor Carlos Lobato
Carlos Lobato, nascido em 1962 em Lisboa, teve o privilégio de fazer farte de uma geração jovem que viveu a transição do antigo regime em Portugal para a nova democracia, em Abril de 1974. Tempos conturbados de escola, onde o caos imperou durante alguns anos de liceu, mas com a sorte e aproveitamento de entrada no país "da cultura que se fazia lá fora", assim como o desenvolvimento nacional das artes da escrita, música, teatro, pintura, que aos poucos foram conquistando o espaço cultural nacional, tão vazio até então. Usufruiu do negócio livreiro do pai, na altura, onde o prazer pela leitura e escrita se enraizou pelo fácil acesso a obras literárias. A escrita sempre fez parte da sua vida, não se tendo nunca preocupado em guardar o que escrevia, até muito recentemente. Habita actualmente em Londres no Reino Unido.
“Não existe ninguém que eu conheça que chegue perto
da genialidade deste homem. Tem um poder enorme em mim, que muitas vezes me
transtorna quando o leio. Varias leituras só as consigo por fases, porque me
influenciam sobremaneira. Alem do poeta inigualável, os contos, e
essencialmente a sua explosão de escrita existencialista que transmite em
tantas obras, transferem por vezes um pouco da sua em minha
"loucura".”
Boa Leitura!
SMC - Escritor Carlos Lobato para nós é um prazer tê-lo conosco no
projeto “Divulga Escritor”, conte-nos quando começou a escrever? Em que momento
decidiu ser escritor?
![]() |
Adicionar legenda |
Carlos Lobato - Desde bastante novo que a literatura me atrai, uma
das principais razoes, terá sido o facto de o meu pai ser livreiro durante
muitos anos, e ter sido para mim facil o contacto com livros. O cheiro dos
livros, a curiosidade de tantas obras foi crescendo, lendo vários livros com a
facilidade de não ter de gastar para isso, e o "vírus" enraizou. Durante
muitos anos, fui escrevendo pequenas coisas que acabei por nunca guardar. Só ha
cerca de ano e meio atrás, decidi finalmente guardar o que escrevo.
SMC - Qual o público que você pretende atingir com
o seu trabalho? Que mensagem você quer transmitir para as pessoas?
Carlos Lobato - Esta pergunta e pertinente, porque não tenho
publico definido. Poderá parecer um pouco egoísta, mas quando escrevo, abro uma
porta interna, onde flui o que me vai na alma, essencialmente em poesia. Talvez
o primeiro destino da minha escrita seja eu próprio. Naturalmente, decidi começar
um blog, tomar partido, aproveitando as facilidades tecnológicas de hoje,
partilhando essencialmente com vários grupos de poesia espalhados pelo mundo. A
minha mensagem, tem a ver com a injustiça que reina desenfreadamente,
preocupando-me sobremaneira as crianças, a fome, o abuso escandaloso que cresce
nos humanos contra a própria Humanidade. O existencialismo, e uma outra paixão própria
que sai pelos dedos constantemente, pois sinto o fascínio da duvida da existência.
A Mulher, um ser admirável para mim, as paixões, a maternidade, o desejo, e um
motivo essencial também, em varias poesias.
SMC - Quais, escritores, são as suas referências
literárias? Por que eles se tornaram uma referência para você?
Carlos Lobato - Complicado. São tantos. Fernando Pessoa, sem
qualquer duvida e o meu mestre. Quando falo em Mestre, faço vênias ao gênio do
homem e escritor universal. Não existe ninguém que eu conheça que chegue perto
da genialidade deste homem. Tem um poder enorme em mim, que muitas vezes me
transtorna quando o leio. Varias leituras só as consigo por fases, porque me
influenciam sobremaneira. Alem do poeta inigualável, os contos, e
essencialmente a sua explosão de escrita existencialista que transmite em
tantas obras, transferem por vezes um pouco da sua em minha
"loucura". "A Mensagem", "O Livro do
Desassossego" e tantos outros, conseguem-me abstrair por momentos da
realidade! Só Pessoa o consegue. Outros, uma miscelânea de autores como Jose
Saramago, Maria Teresa Horta, Nuno Judice, Jose Rodrigues dos Santos, Luis
Miguel Rocha, Antonio Ramos Rosa, Lidia Jorge, etc., etc.
SMC - Quais os principais hobbies do escritor Carlos Lobato?
Carlos Lobato - Os meus principais hobbies. Ler, essencialmente
ler. Musica tão diferente como o estado de espírito, mas clássica em
particular. O Fado tem um poder enorme em mim, a saudade sempre presente. A
Arte em todas as suas vertentes (escrita, uma delas), como a pintura e teatro.
Tenho o privilegio de viver em Londres, onde a cultura esta sempre em processo
de grandes produções. Tenho um cartão que me da acesso a Royal Academy of Arts,
onde passo muito tempo a degustar grandes mestres clássicos e contemporâneos da
pintura. Sou membro do British Museum, onde tenho acesso a todas as grandes exposições
temporárias com visitas por vezes fora de horas onde se torna fascinante a absorção
de novas culturas, de outras clássicas desaparecidas, e não só. Também
frequento o Barbican Centre, uma instituição incrível com grandes Orquestras,
grandes maestros, e alguma exposições mais contemporâneas, mas de grande
interesse. Posso considerar tudo isto em conjunto, como os meus hobbies.
SMC - Conte-nos, que temas você aborda em seu livro “Palavras Soltas”?
Carlos Lobato - "PALAVRAS SOLTAS" nasceu de uma
brincadeira minha, quando decidi começar o meu blog de poesia, que alias tem o
mesmo nome. Os temas, como já mencionei antes, estão relacionados com a criança,
a mulher, a injustiça, o existencialismo. No fundo, este livro foi uma primeira
experiência literária, onde não tive a preocupação de ordenar temas. Foi um
pouco de tudo o que escrevo reunido e publicado em 70 poesias. Os próximos terão
uma abordagem diferente.
SMC - Que dificuldades você encontra para a publicação de livros?
O que você acredita que deve ser feito para amenizar estas dificuldades?
Carlos Lobato - Mais uma pergunta pertinente, e importante. Hoje
em dia como em todos os diversos sectores comerciais, tudo mudou com a evolução
das tecnologias e facilidade de auto divulgação. Se me perguntar se isso é bom,
direi que sim, apesar de a quantidade ter tendência a ultrapassar a qualidade
por consequência. Hoje em dia, os Blogs, Facebook, Twitter, etc, dão a
possibilidade de expandir sem qualquer restrição, o que vai na cabeça de cada
individuo. Tem o beneficio da oportunidade de divulgação e partilha dos incógnitos,
no meio literário em particular. Surgem oportunidades, como me surgiu a mim com
a minha Editora, apesar de não haver grande investimento da parte deles. São
tantos os autores a publicar hoje em dia, que alguma coisa com certeza falhara
especialmente em Portugal, onde a leitura não e uma característica forte do
povo, apesar de ter vindo a crescer nos últimos anos. Neste momento houve um
retorno negativo na compra de livros, a crise econômica vigente, esta a afundar
o mercado literário, criam-se grandes lobbies comerciais literários que regularão
o sector, impedindo a concorrência de num futuro próximo, alem da falência de
varias distribuidoras, e a inerente falha entre editoras e livrarias,
complicado. Estive ha cerca de um mês atrás de visita a Lisboa, numa das
livrarias mais conhecidas da praça. Como indicativo, quando perguntei por
alguns livros que queria comprar, foi-me dito que os distribuidores tinham
fechado, sendo apenas possível adquirir por encomenda. Apesar de tudo ha varias
editoras que se especializaram em "autores contemporâneos", editando
os livros mas garantindo todos os custos inerentes da obra, ate a sua publicação,
obrigando o autor a comprar quase metade da edição. Editam centenas e centenas
de novos autores anualmente, sendo evidentemente um excelente negocio, mesmo em
tempo de crise. Quanto depois a distribuição em pontos de venda, e extremamente
limitada. Ora quem compra livros como eu, mesmo não conhecendo o autor, tem de
sentir o livro, e explora-lo por momentos para o comprar, como já o fiz tantas
vezes. Não estando a venda, não se vende.
SMC – Escritor Carlos, onde podemos comprar o seu livro?
Carlos Lobato - O meu livro será possível comprar no site
Wook.com, assim como pela minha editora Chiado Editora. Em todas as
capitais de distrito existe um ponto de venda, basta comunicar pelo próprio
site. Lojas FNAC será outra opção. No Brasil esta disponível na cadeia de
Livrarias Saraiva. Diretamente, basta enviarem um email para carloslobato50@gmail.com e enviarei
com todo o prazer a quem o queira adquirir.
SMC - Quais seus próximos projetos literários? Pretende publicar novo
livro?
Carlos Lobato - Não tenho muita pressa, sinceramente. Mas sim, em
termos de poesia tenho já material para outro livro, e estou neste momento em
fase decisão. Alem de poesia, estou a escrever um romance que esta em fase de investigação,
sendo que ainda demorara algum tempo, para ficar concluído. Ideias e projectos não
faltam!
SMC - Hoje você mora em Londres, que diferenças você citaria entre o
mercado literário em Portugal e o mercado literário em Londres?
Carlos Lobato - Se lhe disser que Londres tem mais habitantes que
Portugal inteiro, talvez dê para imaginar uma das diferenças. Mas não e só a questão
de número de habitantes, apesar de importante. Tem a cultura por base. Londres
(o Reino Unido) é um núcleo enorme de potencialidades que tem a facilidade do
poder de compra. A diferença esta na forma de estar dos indivíduos, na cultura
pessoal e no relevo que a industria da a publicidade e apoio aos autores. Basta
ver a imprensa escrita, basta andar por Londres no Underground, nos blackcabs,
e ver a relevância que se da a literatura, com toda a publicidade existente.
Como disse, estive em Lisboa um mês atrás, onde andei de Metro e foi esta diferença
de forma de estar, que e relevante. Se viajar numa carruagem em Londres, lhe
garanto que vê muita gente com um livro aberto, no Metro em Lisboa, vi alem de
mim, uma outra pessoa. Um exemplo simplório mas sintomático.
SMC - Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua
participação, muito bom conhecer melhor o Escritor Carlos Lobato , que mensagem
você deixa para nossos leitores?
Carlos Lobato - Acima de tudo LEIAM. Leiam muito, porque a leitura
é uma forma imensa de enriquecimento interior. Se escreverem, não se imiscuam
em divulgar. Partilhem, usando os meios disponíveis. Não será preciso ser gênio,
nem será necessário vender best sellers para se ser escritor. Escrever, é um
prazer interno, muito próprio que não necessita de existir apenas com a intenção
da venda. Quem o faz não será escritor, mas alguém que escreve comercialmente.
Escrever, escrevemos todos, escrevam! O meu obrigado ao projecto DIVULGA
ESCRITOR, por esta oportunidade de partilha.
Participe do Projeto Divulga Escritor
Solar de Poetas

Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC) entrevista escritora Amy Dine
Ana Maria Dine Falcão Sincer e
Sepulveda,nasceu em Lisboa a 11 de Novembro de 1951.Desde muito pequena sua Mãe
lhe ensinava pequenos poemas para dizer nas festas do Jardim escola .Mais tarde
continuou a fazê-lo por si nas festas da Igreja e quando por volta dos 12 anos
no liceu teve contacto com trabalhos de escritores e poetas portugueses começou
como todos os joverns a ensaiar seus primeiros trabalhos poéticos.Aos 18 anos
começou a lécionar Francês,Ciencias Naturais e Desenho.De regresso a Portugal conheceu
José Luis Correia Sepulveda com quem casou.Fez então um longo interrégno afim
de tomar conta dos 3 filhos.Mais tarde trabalhou num ATL e depois como Ajudante
de LAR.Em 2011 integrou o Grupo de Poetas Póveiros e amigos da Póvoa e faz
parte do Solar de Poetas desde 2012 como Administradora.
“Logo desde os primeiros
dias em que soube que meu filho estava por assim dizer “ condenado á morte”eu
coloquei em meu coração relatar ponto por ponto todos os factos, fossem tristes
ou alegres, fosse qual fosse o desfecho …pois como crente sincera acredito que
DEUS dirije nossas vidas se Lho permitirmos. Este livro é pois um testemunho do
poder de DEUS.”
Boa
Leitura!
SMC - Escritora
Amy Dine é um prazer ter você conosco no projeto Divulga Escritor. Conte-nos
escritora Ana Maria Dine Falcão Sincer e
Sepúlveda como foi a escolha do nome artístico Amy Dine?
Amy
Dine - Estimada amiga e excelente Jornalista
Shirley Cavalcante, foi com enorme surpresa
que me vi eleita por si para uma entrevista.Por favor não me chame de escritora,pois
não me considero tal.Quanto a meu nome artístico : Amy vem de um diminutivo de meu nome próprio Ana
Maria e Dine é mesmo o meu apelido e tem sua origem numa aldeia de
Trás-os-Montes da qual é oriunda minha família.
SMC - Você
hoje tem um livro publicado “ O Toque de Sua Mão”, um livro que é um testemunho
de um fato real, como foi escrever este livro?
Vi que
você cita datas e acontecimentos precisos que aconteceram naquela data. Você o
escrevia enquanto vivia aqueles momentos?
Amy
Dine - Na realidade escrevi esse livro, “O Toque de
Sua Mão” logo após meu filho do meio ter
sido curado milagrosamente de um Linfoma grau 4. Só nessa ocasião tive
tempo e disposição para compilar todos
os elementos que reunira durante um ano e então relatar os factos tais como
ocorreram. Fazê-lo foi para mim emocionante e gratificante. Ao longo dos meses
de doença e tratamento eu tomei nota de tudo o que se estava passando.
SMC - Este
livro é muito emocionante, eu mesma me emocionei em vários momentos ao lê-lo.
Amy em que momento você pensou vou publicar um livro? O que a motivou a tomar
esta decisão?
Amy
Dine - Logo desde os primeiros dias em que soube
que meu filho estava por assim dizer “condenado
á morte” eu coloquei em meu coração relatar ponto por ponto todos os factos, fossem
tristes ou alegres, fosse qual fosse o desfecho …pois como crente sincera
acredito que DEUS dirije nossas vidas se Lho permitirmos. Este livro é pois um
testemunho do poder de DEUS.
SMC - Hoje
você escreve poesias, em que momento surgiu a poeta Amy Dine?
Amy
Dine - Na realidade nestes últimos dois anos e meio
integrei o Grupo de Poetas Póveiros e amigos da Póvoa e também o Solar de
poetas há cerca de ano e meio e como tal
o ”bichinho” da poesia vai – se desenvolvendo e ganhando forma, contudo já
desde os meus 12 anos, quando comecei a estudar a literatura portuguesa fiquei
fascinada pelos poetas e suas obras literárias e como quase todos os jovens
comecei também os meus ensaios poéticos.
SMC - O
que mais lhe inspira a escrever?
Amy
Dine - Os temas dos meus poemas são muito variados:
amor, natureza, DEUS, família, etc.
SMC - Qual
o público que você pretende atingir com o seu trabalho? Que mensagem você quer
transmitir para as pessoas?
Amy
Dine - Os poemas faço-os por puro prazer e fico
feliz quando as pessoas que os ouvem ou lêem me dizem que gostaram. Quanto ao
livro “O Toque de Sua Mão” pretendi apenas que todos os que o lessem soubessem
que mesmo em meio á angustia e dor existe DEUS a quem podemos recorrer e que
nunca nos abandonará.
SMC - De
que forma você, hoje, divulga o seu trabalho?
Amy
Dine - Alguns de meus poemas fazem parte da
Antologia dos Poetas Póveiros e amigos da Póvoa. Tenho tambem um blog:
amydine.blogspot.com Quanto ao outro
livro,foi feita uma edição de 1500 exemplares que está esgotada e neste momento
não é ainda o tempo oportuno de avançar
com uma nova edição uma vez que o livro
não foi editado para fins comerciais .
SMC - Que
dificuldades você encontra para a publicação de livros? O que você acredita que deve ser feito para
amenizar estas dificuldades?
Amy
Dine - O preço que os autores têm de pagar pelos
mesmos e depois o terem ainda de por sua conta e risco tentarem organizar
eventos para os colocar e dar a conhecer ao publico.
As editoras deveriam ter acordos mais
aliciantes com os escritores e elas próprias criarem as condições necessárias
para a divulgação dos livros promovendo eventos para os quais convidariam
publico interessado de acordo com os temas dos livros a apresentar.
SMC - Onde
podemos comprar o seu livro?
Amy
Dine - Neste momento apenas me restam 30 exemplares
dos quais poderei ceder alguns. Se alguém estiver interessado poderá
contactar-me através do email: ana.sepulveda.uspv@gmail.com
SMC - Pois
bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação, muito
bom conhecer melhor a escritora Amy Dine, que mensagem você deixa para nossos
leitores?
Amy
Dine -
Gostaria de dizer que por maiores que sejam as dificuldades da vida jamais
desistam de lutar nem deixem de sonhar; mas não percorram sozinhos a estrada da
vida… com DEUS a jornada é mais leve.
Muito grata por esta oportunidade e pelo carinho e
consideração demonstrados para comigo e meus humildes trabalhos. Que DEUS
sempre a abençoe e guie, amiga Shirley.
Participe do projeto Divulga Escritor
Solar de Poetas
Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC)
entrevista escritora Cristina Pereira
Escritora Cristina Maria Martinho
Pereira, mora em Vila Real, Portugal, se interessa desde muito nova pela
escrita e pela literatura em geral. Adora escrever poesia e prosa tanto para
adultos como para crianças e jovens. Escreve de tudo um pouco, mas tem sido a
poesia para adultos que tem ocupado mais, ultimamente, o seu tempo. Atualmente
é professora do 1º Ciclo do Ensino Básico, possui Bacharelato em Educadores de
Infância e um Mestrado em Literatura Portuguesa - Especialização em Literatura
Infanto-Juvenil. Todos os seus estudos e diplomas foram feitos na U.T.A.D. aqui
em Vila Real.
“Devemos
incentivar, sempre, as crianças para a leitura de boas obras literárias para a
sua faixa etária e, assim, criar nelas, desde logo, o “bichinho” pelas letras,
pela palavra escrita. Com isto, estaremos a desenvolver cada vez mais o gosto
pela leitura, mas também o desenvolvimento do saber a todos os níveis. Creio que
o futuro passa sempre pelas crianças. Elas são o primeiro elo de ligação e a
base de toda a construção do saber futuro.”
SMC - Escritora
Cristina Pereira para nós é um prazer tê-la conosco no projeto “Divulga
Escritor”, conte-nos quem é a escritora Cristina Pereira? Quais seus principais
hobbies?
CRISTINA PEREIRA - Em primeiro lugar, quero agradecer esta oportunidade
trazida até nós pelo Grupo “Solar dos Poetas” e a si pelo seu interesse em
divulgar novos escritores. Desde criança, a minha grande paixão foi a leitura.
A partir daí, desenvolvi o gosto pela escrita e são essas as duas grandes
paixões que mantenho até hoje.
SMC - Que
tipos de textos você escreve? Que temas você aborda?
CRISTINA
PEREIRA - Gosto de escrever de tudo um pouco. Prosa e poesia. Os temas que
abordo são, frequentemente, o amor. Mas, deixo guiar a minha “pena literária”
por tudo o que me inspira diariamente e que sinto necessidade de escrever;
“deitar cá para fora” o que me vai dentro, na alma. É, basicamente, isso.
SMC - Qual o
público que você pretende atingir com o seu trabalho? Que mensagem você quer
transmitir para as pessoas?
CRISTINA
PEREIRA - Gosto de escrever tanto para crianças e jovens como para um público
mais adulto. No que diz respeito às crianças e jovens procuro que o que escrevo
vá ao encontro daquilo que são as suas vivências e os seus gostos. Tento passar
uma mensagem de alegria, sonho, fantasia, tentando incutir, também, bons
valores e princípios morais. Para os adultos, a liberdade de expressar os meus
pensamentos/sentimentos é maior. Aí dou largas à minha criatividade, sem tabus,
apenas no anseio de partilhar com os outros o que sinto dentro de mim.
SMC - Quais
são as suas referências literárias? Que autores influenciaram em sua formação
como escritora?
CRISTINA
PEREIRA - Tenho muitas referências literárias. O escritor que mais me marcou
até hoje foi Eça de Queirós. Comecei a ler as suas obras muito cedo, com 10
anos e isso marcou-me para sempre. A minha tese de mestrado é acerca dele e da
sua ligação com o mundo e a Literatura Infantil, o que muita gente desconhece.
Sempre li de tudo um pouco, desde escritores portugeses a autores estrangeiros.
Outra escritora que para mim é uma referência é a poetisa Florbela
Espanca. Depois, adoro Fernando Pessoa,
Miguel Torga, Camilo Castelo Branco, Adolfo Coelho, Inês Pedrosa, José Luís
Peixoto, Luísa Ducla Soares, Vergílo Ferreira, Emílio Miranda, António Pires
Cabral e tantos, tantos outros.
SMC - De que
forma você, hoje, divulga o seu trabalho? Como o leitor, que desejar, deve
fazer para entrar em contato com você?
CRISTINA
PEREIRA - Tenho em mãos um contrato com uma editora nacional para publicar,
ainda este ano, um livro de poesia. Para além disso, publico na minha página do
facebook e nos muitos grupos de literatura (prosa e poesia) de que sou membro.
Quem desejar contatar-me através do meu e-mal pode fazê-lo através do seguinte
endereço: cristinamartinho20@hotmail.com
SMC - Cristina,
conte-nos de que forma você concilia as atividades profissionais, familiares
com a escrita?
CRISTINA
PEREIRA - Tenho estado em situação de Junta Médica durante estes dois últimos
anos letivos por motivos relacionados com um grave acidente de viação que sofri
em 2006. Por essa razão, disponho de mais tempo livre para ler e escrever. Como
tenho dois filhos com as idades de 11 e 17 anos e sou divorciada, o meu tempo
mais precioso é-lhes dedicado.
SMC - Quais
são seus projetos literários? Você pretende publicar um livro?
CRISTINA
PEREIRA - Como respondi, anteriormente, tenho já um projecto em mãos para
publicar este ano um livro de poesia. Para além disso, seria para mim o
realizar de um sonho se surgisse, também, a oportunidade de publicar para o
público infanto-juvenil.
SMC - Escritora
Cristina quais as principais dificuldades que você encontra, hoje, para publicação
de livros?
CRISTINA
PEREIRA - Noto que há muitos entraves para a publicação de autores
desconhecidos, como eu. Há muita concorrrência e muitas pessoas a dedicarem-se
à escrita. Enviei para inúmeras editoras alguns dos meus trabalhos e ou não obtive
resposta ou, então, a proposta que me faziam implicava que eu investisse muito
dinheiro na edição e publicação do meu próprio livro, o que é desencorajante.
SMC - Quais
as melhorias que você citaria para o mercado literário em Portugal?
CRISTINA PEREIRA - Gostaria
que as editoras arriscassem mais nos novos talentos e deixassem ao público
leitor decidir do sucesso da obra.
SMC - Pois
bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação no
projeto Divulga Escritor, muito bom conhecer melhor a Escritora Cristina
Pereira, que mensagem você deixa para nossos leitores?
CRISTINA
PEREIRA - Obrigada, Shirley. Foi, para mim, também um prazer poder conceder
esta entrevista. A mensagem que deixo é que o prazer de ler adquire-se desde muito
novos. Devemos incentivar, sempre, as crianças para a leitura de boas obras
literárias para a sua faixa etária e, assim, criar nelas, desde logo, o
“bichinho” pelas letras, pela palavra escrita. Com isto, estaremos a desenvolver
cada vez mais o gosto pela leitura, mas também o desenvolvimento do saber a
todos os níveis. Creio que o futuro passa sempre pelas crianças. Elas são o
primeiro elo de ligação e a base de toda a construção do saber futuro.
Participe do projeto Divulga
Escritor
Jornalista Shirley M.
Cavalcante (SMC) entrevista escritora Ana Stoppa
Ana Maria Stoppa,
natural de Santo André/SP. Ítalo/Brasileira, Advogada, Pós Graduada em Direito
e Processo do Trabalho, PUC/SP, Escritora, Ambientalista, Ativista
Cultural. Titular da Cadeira nº 43. ANLPPB - Academia Nacional de Letras
do Portal do Poeta Brasileiro, Acadêmica Correspondente nas Academias: ALAF-
Academia de Letras e Artes de Fortaleza, ALAB - Academia de Letras e Artes
Buziana-Búzios/RJ , ARTPOP – Academia de Artes de Cabo Frio/RJ, ALB –
Academia de Letras do Brasil – Seccional Suíça, Cadeira nº 72,
“Personalidade Cultural 2012” ARTPOP – Academia de Letras e Artes de Cabo
Frio/RJ. Obras Publicadas: “Diagnóstico”, 1989, “O Silêncio dos
Porta-Retratos”, 1º Edição 2012. No prelo: Publicações bilíngues:
português/italiano:, 2º Edição “O Silêncio dos Porta Retratos”,
2013, “Mosaicos de Sabedoria 2013”. Prêmios: 1º. Lugar,
Concurso de Literatura Infantil Secretaria de Educação e Cultura de
Barueri/SP, com a obra “Lelé, o Navegador dos Sonhos”, 5º lugar -
VIII Concurso Literário: Poesias Sem Fronteira, com o poema “Varal dos
Enlutados”, 2º. Lugar- I Concurso de Poesia Infanto-juvenil
“Mãos que Falam” Salvador/BA, Projeto Alma Brasileira com o conto “ Cristal, A
Corujinha Cantora”.
“Deixo como mensagem
para todos os queridos leitores a última que pedi para minha saudosa mãe,
quando em janeiro deste ano ao pedir-lhe uma mensagem de Ano Novo
ela fitou-me serenamente e disse-me: - É simples Ana
Maria.....Perdoar.....Sempre!!!!
Mais que poesia, mais que
inspiração, mais do que livros, porque apenas conseguimos nos fazer entender
nos versos se estamos em paz, sob todos os aspectos.”
Boa Leitura!
SMC - Escritora Ana Stoppa para nós é um
prazer tê-la conosco no projeto “Divulga Escritor”, conte-nos, em que momento
você começou a escrever seu primeiro livro? Qual a sensação de ter seu primeiro
livro em mãos?
ANA STOPPA - Escrevo desde a
adolescência, época em que sequer imaginava publicar um livro. Entretanto, nos anos 80 quando comecei
a publicar esporadicamente artigos e poemas em jornais nasceu a
ideia de escrever o primeiro livro.
Com os poemas prontos decidi
oferecer a renda da edição para um projeto de cunho social. Assim nasceu em
1989 " Diagnóstico", meu primeiro livro. Duas edições
totalizando 2.000 exemplares com a renda totalmente revertida para o Projeto
Polio Plus do Rotary Internacional destinado a erradicar a paralisia infantil
da face da terra.
A sensação de uma imensurável felicidade pude sentir na noite de
lançamento, quando mostrei ao meu saudoso que mesmo adoentado esteve
presente.
No olhar dele banhado de lágrimas
pela emoção ao ver seu sobrenome estampado na capa, em seguida as lágrimas e a
forte emoção pude compreender que um novo caminho nascia em minha vida.
SMC - Qual o
público que você pretende atingir com o seu trabalho? Que mensagem você quer
transmitir para as pessoas?
ANA STOPPA - Escrevo para adultos e
crianças.
Acredito na esperança tudo é
possível quando nos propomos a seguir os objetivos.
Vejo o conhecimento libertador e a
importância dos valores morais, da solidariedade, da família, do
amor ao próximo, da simplicidade, do perdão e da compreensão como essenciais
para trilharmos o breve existir.
Penso também que não viemos a este mundo
apenas para viver a própria existência, não teria sentido.
Recebemos o dom da vida, para de alguma
forma fazermos algo pelo semelhante, a escrita é uma grande possibilidade, pois
através dos textos compartilhados podemos ser o alento, a esperança
ou a felicidade, dentre tantos sentimentos a tocar a alma do leitor.
Nesta direção pauto o caminhar na seara
das letras.
SMC - Fale-nos um pouco sobre seu livro “ O
Silêncio dos Porta-Retratos” ?
ANA STOPPA - Meu segundo livro, publicado
em 2012 nasceu do poema que deu o título à obra., ao observar
porta-retratos com as imagens estáticas, amareladas pelo tempo, das
pessoas queridas que se foram veio a imagem de o quão bom seria na magia da
inspiração libertá-las das molduras, dever-lhe a vida para viver o que
não foi vivido... Saudade...Sonhos...
A segunda edição está no prelo - uma
triagem limitada, capa dura, edição bilíngue, português/italiano.
SMC - Ana, você
estará lançando agora em setembro um livro bilingue “Mosaicos de Sabedoria” ou
“Mosaici di Saggezza”. Que temas você aborda neste livro?
ANA
STOPPA - Sim será lançado na cidade de Taranto, na Itália. O
projeto nasceu a partir de um encontro com poetas italianos do qual participei
em junho passado na cidade de Roma. Como recebi o convite para estar em
setembro em outro evento veio a ideia de lançar um livro bilíngue
português/italiano. Também pesou bastante o fato de minha família
ser de origem italiana, na obra presto homenagem póstuma aos meus antepassados,
o patriarca, ( meu bisavô paterno) Giacinto Stoppa que desembarcou no
Brasil aos 08 de junho de 1888. Neste livroque publico selecionei poemas
cujas mensagens são de esperança, coragem e alegria. O lançamento
no Brasil ocorrerá na Feira do Livro de Porto Alegre em outubro próximo.
SMC - Onde
podemos comprar os seus livros?
ANA STOPPA - Disponível no momento
" O Silêncio dos Porta Retratos", R$ 35,00 (os demais
ainda no prelo). Para adquirir: anamstoppa@hotmail.com
SMC - Escritora Ana Stoppa você, hoje,
participa de várias Academias literárias, na sua opinião, quais os principais
trabalhos que são desenvolvidos pelas Academias no Brasil?
ANA STOPPA - Quando somos acadêmicos correspondentes a
atuação limita-se ao envio regular de textos para publicar. No entanto
considero bastante válido pois é uma forma de divulgação do trabalho. Mas na
Academia Nacional do Portal do Poeta Brasileiro, onde ocupo a Cadeira n. 43,
temos atividades constantes, dentre elas a criação de núcleos de poetas
nas regiões dos respectivos acadêmicos. Participamos de movimentos
sociais, como caminhadas poéticas, realização de saraus, publicação de
antologias ou obras individuais, e a diretriz de nossa Presidente é a valorização
do poeta vivo.
SMC - Conte-nos
qual o principal objetivo do projeto
“Primavera Plante, o Planeta agradece”? Quais as principais atividades
desenvolvidas pelo projeto? Quem pode participar?
ANA STOPPA - Shirley, tenho três sites,
um deles www.ambientalistaanastoppa.org o qual tenho a honra de estar como link
no blog do Solar dos Poetas no Planeta Azul onde publico sobre meio ambiente.
Há seis anos desenvolvo um trabalho voluntário em prol do meio
ambiente na base, ou seja na comunidade estudantil do ensino fundamental e
médio através da realização de concursos de redação e cartazes e plantio de
árvores. è um trabalho pequeno, apresento os temas e as escolas segundo o
regulamento indicam um de cada classe para receber o Certificado de Honra ao
Mérito, entendo isso como essencial para desenvolver o civismo. Até o ano
passado a OAB Mauá participou apoiando. Neste ano o projeto sai com apoio da
ANLPPB e REFEMA. Será viabilizado por ocasião da primavera na cidade de Mauá/SP
com cerca de 10 escolas estaduais. Mas aqueles que quiserem aplicar o projeto
desde que mantenham o crédito da Autora está liberado.
SMC - Ana, quais
seus próximos projetos literários? Tens plano para publicação de novos livros?
ANA STOPPA - Assim que concluir o projeto
dos livros bilíngues trabalharei para a publicação de literatura infantil, algo
bem mais dispendioso, pois, temos que contar com o trabalho do ilustrador, o
que encarece a obra.
Além dos livros está em andamento um
projeto para a produção de uma peça infantil e a musicalização de poemas para o
mesmo público.
SMC - Quais as
melhorias que você citaria para o mercado literário no Brasil?
ANA
STOPPA - Um trabalho de valorização para a importância do hábito da
leitura na comunidade escolar. O mundo virtual mostra tudo em um simples
click mas estamos muito longe de descartar o livro convencional.
Entretanto não podemos fechar os olhos para a realidade e nesta esteira vejo
como uma grande possibilidade de expansão do mercado literário a produção de
livros eletrônicos, a exemplo dos jogos de computador, pois esta forma reduz o
custo possibilitando o acesso para maior número de leitores.
SMC - Pois bem,
estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação no projeto “Divulga
Escritor”, muito bom conhecer melhor a Escritora Ana Stoppa, que mensagem você
deixa para nossos leitores?
ANA STOPPA - Prezada Shirley
Cavalcante, parabenizo-a pela criação deste importante projeto, muito bem
elaborado por sinal, ao tempo em que agradeço pela oportunidade ímpar que me
foi concedida para aqui deixar registrado um pouco da minha
carreira literária.
Deixo como mensagem para todos os
queridos leitores a última que pedi para minha saudosa mãe, quando em janeiro
deste ano ao pedir-lhe uma mensagem de Ano Novo ela fitou-me
serenamente e disse-me: - É simples Ana Maria.....Perdoar.....Sempre!!!!
Mais que poesia, mais que inspiração,
mais do que livros, porque apenas conseguimos nos fazer entender nos versos se
estamos em paz, sob todos os aspectos.
Recebam todos o meu fraternal abraço.
Ana Stoppa.
Participe do projeto
Divulga Escritor
https://www.facebook.com/DivulgaEscritor´
Solar de Poetas
Grupo: https://www.facebook.com/groups/solardospoetas/?fref=ts
Solar de Poetas
Grupo: https://www.facebook.com/groups/solardospoetas/?fref=ts
Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC)
entrevista escritora Maria Teresa Almeida.
Maria Teresa de Jesus
Almeida Vaz Rodrigues nasceu em Trás-os-Montes, na aldeia de Lagoaça,
conselho de Freixo de espada à Cinta.
Estudou na Escola do Magistério Primário
de Vila Real e Instituto superior de Educação e Trabalho do Porto. Exerceu
a sua atividade profissional nos conselhos do Porto e Miranda do Douro. Dedicou a sua vida à causa da educação, ora no ensino, ora
na área da gestão e administração escolar, ao nível do 1º CEB.
Ao desligar-se da sua atividade
profissional encontrou, na poesia, naturalmente, um apelo, uma chama, um
caminho que percorre com indomável vontade. Nas palavras desafia o tempo,
solidifica os afetos, apura a sensibilidade e revive os estados de alma
que na sua vida foram chama, luz e caminho. A poesia, a pintura e a dança são
atividades que a apaixonam.
“É na educação o
investimento que considero prioritário. É desejável que as escolas e as
bibliotecas escolares continuem a desenvolver projetos, tendo em vista a
formação literária dos educandos e o gosto pela leitura.
Gostaria que em cada
localidade houvesse tertúlias, saraus, teatros com a participação de autores e
o envolvimento da comunidade...”
Boa Leitura!
SMC - Escritora Maria Teresa para nós é
um prazer tê-la conosco no projeto “Divulga Escritor’. Conte-nos o que a
motivou a ter o gosto pela escrita? Quando começou a escrever?
TERESA ALMEIDA - O meu voo nas palavras começou muito cedo através da leitura. A
leitura foi, de facto, a grande motivação. Pela leitura rasguei caminhos,
abri horizontes, viajei por espaços de enorme encantamento. O mundo abria-se
para mim de maneira surpreendente e percebi que a vida é a ideia que dela
fazemos. Penso que quem tem o prazer intenso de ler, acaba por sentir
necessidade de comunicar as suas próprias emoções, acaba por descobrir o prazer
de escrever. O que seria a vida sem emoção?
Creio que comecei a organizar a minha
afetividade às palavras no meu pequeno baú de recordações: as cartas dos
amigos, os postais ilustrados, as declarações de amor, os aerogramas...
Nesse mundo fechado eu sentia o encantamento e a evasão.
Encaminhar os meus alunos pelo mundo da leitura
e da escrita, ajudando-os a abrir janelas de mais claros rasgados e promissores
horizontes, foi uma experiência muito enriquecedora.
SMC - O que mais lhe inspira a escrever?
TERESA ALMEIDA - É a força do amor que me leva a escrever. O poema nasce
espontaneamente e nunca sei em que figurino se desenvolve.
Devo dizer que tenho um espírito otimista e
creio que a alegria e a esperança são perceptíveis nos meus escritos. Em
qualquer caso mal sucedido deixo sempre à mostra uma centelha de luz.
A natureza é uma inspiração permanente
com nuances poéticas incomensuráveis. Recordo-me do meu deslumbramento quando
em menina descia as arribas do Douro. Sentia que a poesia me rodeava, como se
uma felicidade espititual descesse, vinda não sei donde e de mim se apossasse.
SMC - Reparo que o seu blogue é
bilingue. Que importância tem a língua mirandesa na sua vida?
TERESA ALMEIDA - Tomei contacto com esta língua quando fui colocada como
professora numa aldeia em que o Mirandês se falava fluentemente (e ainda se fala)
- Aldeia Nova. Lembro-me de tomar nota dos vocábulos e pedir explicações aos
meus alunos e colegas. Sempre senti a sonoridade e o encanto desta língua. Ser
raiano, no planalto mirandês, é andar abraçado a três línguas: o Português, o
Castelhano e o Mirandês. A mistura é quase inevitável. Diversos fatores
se conjugaram para que o mirandês mantivesse a sua autenticidade e em 1998 a Língua Mirandesa (património linguístico
notável) foi oficializada na Assembleia de República.
Sinto necessidade e
gosto em escrever, também nesta língua, com a qual me sinto identificada,
procurando beber a sabedoria dos que, no berço, a mamaram.
É com este objetivo que integro o grupo de
blogueiros "Froles Mirandesas" onde se partilha e se vive esta
riquíssima e ancestral cultura.
SMC - Conte-nos como foi escrever
seu livro “Ousadia”? A quem você indica a leitura desta maravilhosa obra
literária?
TERESA ALMEIDA - Como o fogo precisa de rastilho, assim eu preciso de chama para
escrever e nesse primeiro livro verti as minhas emoções mais profundas,
desde os meus tempos de menina. Direi que a minha escrita tem um cunho sensível
e intimista.
Não posso deixar de referir que o feedback
de pessoas de família e de escritores que muito prezo foi decisivo para vencer
a timidez e ousar responder a um anúncio de concurso publicitado pela Corpus
Editora.
A capa do livro foi escolhida pela editora e
constituiu para mim uma enorme e bela surpresa porque me sugere musicalidade,
movimento, ritmo e alegria - creio que - sem falsas modéstias - naquele corpo
estou eu.
Sou aficionada das novas tecnologias mas não
me dispenso de andar acompanhada, folhear e sentir o livro da minha
preferência. Escrever um livro é um acto de amor.
Dedico a minha obra aos amantes da poesia,
aos que gostam de levantar os pés do chão, aos que vivem por amor e aos que
comigo se alegram.
5. Onde podemos comprar o seu
livro?
TERESA ALMEIDA - Online- http://www.worldartfriends.com/store/1385-maria-teresa-almeida-ousadia.html;
- Casa da Cultura de Miranda do Douro.
- Pelo correio, autografado;
o pedido pode ser feito por email:teresalmeida9@gmail.com
SMC - Como é o dia-a-dia da escritora
Maria Teresa? Conte-nos como concilia a escrita, a pintura e a dança?
TERESA ALMEIDA - A escrita, a pintura e a dança são grandes
paixões que cultivo, se interligam e me identificam nos meus escritos.
Desde os tempos no colégio da Imaculada Conceição -
em Lamego - que despertei para a arte, através da dança, do teatro e da musica.
De tal modo as sinto entrecruzadas que fiz o
lançamento do meu livro em simultâneo com uma exposição de pintura da minha autoria.
A ideia de movimento, enquanto arte, acompanha o pincel, o corpo e a
palavra.
Tendo trabalhado no nordeste transmontano sempre me
envolvi nas danças regionais que, para além de serem ensinadas nas escolas, têm
levado o nome e a cultura de Miranda do Douro a todos os continentes. Miranda
do Douro é uma terra musical, é palco das mais vivas emoções em lhaços de
pauliteiros, em danças mistas e cantares. Sinto a melodia quando danço, pinto
ou escrevo.
No grupo de danças dos professores do planalto mirandês,
do qual faço parte como membro da direcção, encontrei a alegria da camaradagem,
a suavidade, o ritmo e a alma do espírito mirandês. São lhaços que
poetizam os nossos passos.
Como refere Fernando Subtil: a dança, a pintura
e a poesia conjugam-se nela em rasgos de carácter e grandeza que dão expressão
e força ao seu sentir.
SMC - Quais são as suas referências literárias? Que autores
influenciaram em sua formação como escritora?
TERESA ALMEIDA - Sou de muitas leituras e de muitos autores. Há, no entanto,
alguns que passam a fazer parte de nós como se tratasse de um perfume íntimo.
Milan Kundera, por exemplo, levava-me com arte e leveza de página em página.
Eça de Queiroz, Alçada Batista, Gabriel Garcia Marques, Saramago, Patrik
Suskind, Lance Horner, Margueritte Duras, Miguel Cervantes. Miguel Torga, o
poeta do meu rio e dos meus montes e das minhas gentes: o meu poeta. Florbela
Espanca, Maria Teresa Horta, Fernando Pessoa, Natália Correia, Sophia de
Mello Breyner Andresen, Pablo Neruda e tantos outros. Gosto da forma com José
Rodrigues dos Santos lança luz sobre a passado e a atualidade. Gosto da forma
como Amadeu Ferreira nos leva ao coração do planalto mirandês.
A Biblioteca itinerante Gulbenkian foi, na
aldeia, a luz da minha adolescência. No Porto, nas feiras do livro, perdia-me.
O Círculo de leitores também me acompanhou. Pelos jornais comecei a ver as
publicações, as críticas e ia sempre adquirindo o que mais se identificava com
o meu gosto.
Na minha escrita há, como é óbvio, uma
mistura de influências, mas ouso entregar-me inteira.
SMC - De que forma você, hoje, divulga o
seu trabalho?
TERESA ALMEIDA - A apresentação pública do livro é, desde logo, o primeiro
momento marcante. Divulguei trabalhos meus no Agrupamento de Escolas de
Miranda do Douro, tendo integrado o programa da semana de leitura. Gosto de
deixar o meu livro e as antologias em que participo nas bibliotecas do
agrupamento e na biblioteca municipal.
Participo, com prazer, em saraus e tertúlias
de poesia. Já participei em concursos como o Poetry Slam. Sou muito grata aos
escritores que me abriram a portas do Porto poético, incluindo as de Vila nova
de Gaia e Matosinhos..
Publico na minha página de facebook, no meu
blogue e em grupos poéticos.
Também já participei em seis antologias.
Para além de ser uma boa forma de divulgarmos o nosso trabalho, temos a
oportunidade de conhecer outros autores, percebemos melhor a relação
entre o autor e o editor e as diversas formas de trabalho das editoras.
A minha primeira publicação foi na Antologia
"Poetas Luso-Brasileiros (editora Sapere - Rio de Janeiro).
Também gosto de trocar livros com outros
autores. É a prenda que me dá mais gozo oferecer.
Sou, também, membro da Associação Portuguesa
de Poetas.
SMC- Escritora Maria Teresa, quais os seus
principais objetivos como escritora? Pretende publicar novos livros?
TERESA ALMEIDA - Sem dúvida. Pretendo continuar a trabalhar a palavra e a suas
inesgotáveis potencialidades, como se elas pudesse chispar feitas
estrelas. Temos direito ao nosso pedaço de céu.
Sinto-me integrada neste mundo fascinante e
tenho material para um novo livro, mas procuro a melhor maneira de o publicar.
Gostaria que a minha escrita fosse uma
provocação e um envolvimento.
Uma provocação que despertasse o desejo e a inquietude
e a vontade de escrever, porque cada olhar é único e há sempre novos e
extraordinários caminhos.
Um envolvimento no mundo dos afetos,
na alegria de viver, no sentido estético e profundo da palavra.
SMC - Quais as melhorias que você
citaria para o mercado literário em Portugal?
TERESA ALMEIDA - É na educação o investimento que considero prioritário. É
desejável que as escolas e as bibliotecas escolares continuem a desenvolver
projetos, tendo em vista a formação literária dos educandos e o gosto pela
leitura.
Gostaria que em cada localidade houvesse
tertúlias, saraus, teatros com a participação de autores e o envolvimento da
comunidade. Que os novos autores tivessem visibilidade através dos
média. Que as editoras procurassem divulgar, com mais eficácia, as obras dos
novos autores. Que se Intensificasse o intercâmbio entre autores de
vários países - como, de resto, se começa já a praticar em alguns grupos
poéticos..
Gosto de divulgar o trabalho de autores
cujas obras valorizo, tendo já feito apresentações de alguns livros na minha
cidade, cidade que continua a valorizar e a promover a cultura.
"Divulga Escritor" é um voo
oceânico que se insere bem nesta rúbrica.
SMC - Pois bem, estamos chegando ao
fim da entrevista, agradecemos sua participação no projeto “Divulga Escritor”,
muito bom conhecer melhor a escritora Maria Teresa Almeida, que mensagem você
deixa para nossos leitores?
TERESA ALMEIDA - Agradeço a oportunidade e o prazer que tive em refletir convosco
sobre a minha escrita. Uma autoanálise leva-nos a questionarmo-nos e a
procurarmos ir cada vez mais longe.
A poesia é, para mim, um desafio, do qual
não sei sair. A minha perceção, o meu encontro com o universo, a minha
forma de me encantar, a fidelidade a mim mesma, mais pura do que a que consigo
controlar, o meu traje de gala, como refere Alfredo Cameirão. Como se a
minha alma se vestisse de madrugada e a palavra nascesse.
Ler é um dos caminhos para o enriquecimento
e satisfação pessoal, com reflexos no progresso e no desenvolvimento do país.
A leitura e a escrita poderão
proporcionar-nos momentos de intenso prazer e ser verdadeiros
instrumentos ao serviço da defesa dos valores humanos.
Participe do Projeto Divulga Escritor
https://www.facebook.com/DivulgaEscritor
Solar de Poetas
https://www.facebook.com/groups/solardospoetas/402367319867118/?notif_t=group_comment_reply
Solar de Poetas
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Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC) entrevista escritora Adriana Vargas
Adriana Vargas, formada em Direito pela UCDB, abandonou a carreira jurídica
para se dedicar à escrita. Escreve desde os sete anos de idade e teve
participações com menções honrosas em diversos concursos literários. É autora
de romances sobrenaturais: O oitavo pecado, O voo da estirpe, O segredo de Eva,
Vozes do Silêncio, Túnel do Tempo, Lilith, meu amor da escuridão e Inocence.
Coordenadora do Clube dos Novos Autores e autora do projeto Letras brasileiras.
Agente Literária e assessora da Editora Modo; Beta Reader da Studio Editorial.
Ganhou o prêmio INTERARTE 2012 com seu romance O Oitavo Pecado.
“Abandonem o modismo! Deixem esta bandeira! Vamos juntos descobrir talentos
que ainda não conhecemos. Vamos criar o nosso próprio gosto de literatura, e
não permitir que a mídia ou o mercantilismo faça isso para nós.”
Boa Leitura!
SMC – Escritora Adriana Vargas para nós é um prazer tê-la conosco no
projeto Divulga Escritor. Conte-nos em que momento decidiu publicar seu
primeiro livro? O que a motivou a publicar?
ADRIANA VARGAS – Olá, prazer em estar prestando esta entrevista a
vocês. O momento em que decidi tirar meu texto da gaveta foi quando
estava disposta a abandonar a carreira jurídica para me entregar de corpo e
alma para meu maior legado – a escrita. O fator que mais me levou a crer que
havia chegado o momento foi a angústia em ser lida; de provar a mim mesma de
que minha intuição literária estava certa. Eu escutei o chamado do meu eu
interior para esta estrada e aqui estou.
SMC – Qual o público que você pretende atingir com o seu trabalho? Que
mensagem você quer transmitir para as pessoas através de seus escritos?
ADRIANA VARGAS – eu já tenho um público cativo, que ao decidir ler
meus livros, compram todos os que já estão publicados, e continuam comprando os
que vão lançando. Este público não tem denominação, creio que se identificam
apenas com meu trabalho, e em sua maioria são pessoas adultas ou jovens
adultos. Não escrevo para adolescentes, mas estou tentando escrever algo para
este público na linguagem gótica.
SMC – De que forma você, hoje, divulga o seu trabalho?
ADRIANA VARGAS – Divulgo meu trabalho na forma de ação criativa. Não
sigo um padrão, o que for me dando vontade, faço. Gosto muito de divulgação
pela internet, pois quase não vou a eventos, a não ser, os imperdíveis como as
bienais. Moro afastada dos grandes centros e meu trabalho não me permite
ausência por muito tempo, por isso aproveito tudo que tenho em mãos, e mais
recentemente fundei uma campanha que está dando resultados muito positivos que
é – compre um livro diretamente com seu autor. Esta campanha tem por finalidade
retirar os 40,50 e 60% das vendas de nossos livros das mãos das livrarias e
aproximação do público leitor com o escritor. As pessoas não adotam, porque
preferem o status ainda e o anonimato. Eu adoto porque gosto deste contato e
foi através dele que consegui hoje tudo que tenho no mundo literário.
SMC – Escritora Adriana Vargas, você hoje tem vários livros publicados,
conte-nos qual o livro que demorou mais tempo para ser escrito e publicado? Que
temas você aborda neste livro?
ADRIANA VARGAS – Foi O Voo da Estirpe. Foi o primeiro livro que
escrevi e o que mais escondi debaixo do colchão. Eu não me sentia segura com a
obra, primeiramente porque a escrevi para mim, para um momento trágico que eu
vivia, paralisada por uma AVC. Segundo, porque a linguagem é tão solta, que se
tornou até “libertina”, e terceiro porque a maioria das pessoas que leem o
livro não entendem o que ele quer transmitir, e creio que isso acontece justamente
pelo fato de minha ânsia em tê-lo somente para mim no momento em que mais
precisei de alguma ajuda, uma força, um amparo. Porém, ao publicar, foi um
sucesso com resenha até mesmo no blog da MTV. Demorei muito para escrevê-lo
devido à dificuldade emocional que tive para atravessá-lo, com medo da vida e
da morte, já que ele encara ambos de frente, sem modéstia e preconceito.
SMC – Qual o livro que demorou menos tempo para ser escrito e publicado? O
que a motivou a escrever de forma mais intensa que os demais livros escritos?
Que temas você aborda neste livro?
ADRIANA VARGAS – O Segredo de Eva foi escrito num final de semana. O
motivo de sua intensidade foi a descrição do sentimento que estava vivendo
naquele momento – friso: não é uma autobiografia, pois os personagens passam
longe de minha história, mas o sentimento gerado no livro, a ânsia, o
desespero, a dor, a decepção, o tesão, a paixão – tudo isso era ingrediente do
que estava vivendo, amando loucamente alguém que tinha rompido naquele exato final
de semana muito frio e angustiante. Fiz o chocolate quente, em lágrimas, me
sentei de frente ao computador e só saí dele quando escrevi a última linha –
sem dormir até terminar o livro. Quando acabei, chorei muito por várias horas e
dormi por dois dias. Esgotei-me. Fiz questão de fazer deste ex-relacionamento,
um marco em minha vida através da escrita deste livro.
SMC – Quais seus próximos projetos literários?
ADRIANA VARGAS – Como havia citado, ainda não tenho um público
juvenil, e estou escrevendo uma obra gótica, com o cenário sombrio,
linguagem e clãs característicos, vamos ver no que dará. Paralelamente,
estou me dedicando a coletânea de pequenas histórias dos personagens de meus
livros publicados. Estou gostando bastante deste trabalho, pois me sinto construindo
um elo muito forte com meus personagens, e gostando bastante do fato de meus
leitores já estarem na expectativa para ler um pouco mais sobre aqueles que
lhes cativou.
SMC – Você estará lançando um novo livro na Bienal Internacional do Rio de
Janeiro? Qual o dia em que podemos encontrá-la na Bienal?
ADRIANA VARGAS – Estarei lá do dia 28 de agosto a 09 de Setembro no
Estande. Porém, meu lançamento será dia 08 de Setembro às 18 horas.
SMC – Onde podemos comprar os seus livros?
ADRIANA VARGAS – Meus livros podem ser encontrados, principalmente,
nesses links:
e
Email – adrianavargas.ocadv@gmail.com
SMC – Que dica você dá para as pessoas que estão iniciando carreira como
escritor?
ADRIANA VARGAS – não esperem nada cair do céu. Acreditar que uma
editora fará por você, aquilo que você não fará é decepção na certa. Estamos na
era do autor independente em todos os sentidos. Corra atrás do seu sucesso,
porque isso é sua obrigação acima de todos os seus direitos.
SMC – Quais as melhorias que você citaria para o mercado literário no
Brasil?
ADRIANA VARGAS – Menor percentual nas vendas de nossos livros para as
livrarias; maior experimento dos blogs literários comprando nossos livros para
realizar promoções em seus sites, ao invés de nós, escritores, termos que doar
nossos livros para eles comprarem os estrangeiros; Escritores serem mais
independentes quanto à divulgação e vendas de seus livros; Editoras adotarem um
ideal para sua empresa, que deveria ser menos empresarial, e mais
nacionalistas; que a literatura deixasse de ser vista como um
negócio gerador de dinheiro, e passasse a ser mais uma necessidade cultural
emergente.
SMC – Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua
participação no projeto Divulga Escritor, muito bom conhecer melhor a Escritora
Adriana Vargas, que mensagem você deixa para nossos leitores?
ADRIANA VARGAS – Abandonem o modismo! Deixem esta bandeira! Vamos
juntos descobrir talentos que ainda não conhecemos. Vamos criar o nosso próprio
gosto de literatura, e não permitir que a mídia ou o mercantilismo faça isso
para nós.
Participe do
projeto Divulga Escritor
Solar de Poetas
Jornalista
Shirley M. Cavalcante (SMC) entrevista escritora Madame Ametista
Damaris Freitas Cavalcante nasceu em Recife,
começou sua carreira profissional literária aos 18 anos de idade com sua
primeira antologia em 2009. Hoje já tem 4 antologias publicadas e este ano
publicou seu primeiro livro solo. Já participou da Sexta e Sétima Edições da
Recitata do Festival Recifense de Literatura em 2011 e 2012. É membro da
Sociedade dos Poetas Vivos de Olinda, já teve participações especiais em
eventos como a Segunda Mostra de Propaganda, o evento do Dia Mundial da Água e
o evento Jaboatão Cultural todos realizados na Faculdade Guararapes entre
fevereiro de 2012 e junho de 2013. Fez um comercial especificamente para
divulgar e vender o seu livro solo. Criou sua Fan Page Iniciativa Cultural e
completou 4 anos de carreira no dia 9 de julho de 2013.
“A Literatura precisa ser levada a
sério, os autores não podem desistir diante das dificuldades, se as editoras
não dão tanto apoio como os autores realmente precisam, sigam o meu exemplo, eu
não desisti, publiquei o meu livro sem editora, num formato independente, fui
competente e agora estou colhendo os meus frutos e meus lucros com a
literatura.”
Boa Leitura!
SMC - Escritora Damaris Freitas Cavalcante, para
nós é um prazer tê-la conosco no projeto Divulga Escritor, você hoje usa como
nome artístico Madame Ametista, como foi a escolha deste nome?
MADAME AMETISTA - Shirley eu agradeço imensamente a Deus e ao Projeto
Divulga Escritor pela oportunidade. Depois que completei 4 anos de carreira no
dia 09/07/2013, essa já é a segunda entrevista em que participo. Respondendo à
sua pergunta: Eu compus um poema que fala sobre mim chamado Auto Linguagem,
esse poema está publicado na minha quarta Antologia - X Antologia da Sociedade
dos Poetas Vivos de Olinda, onde sou membro - o último verso do poema fala que
eu sou uma ametista, ou seja, um pedra preciosa, então depois que recitei esse
poema na Sexta Recitata do Festival Recifense de Literatura, começaram a me
chamar de Ametista, então criei o meu nome artístico = Madame Ametista.
SMC - O que a motivou a escrever?
MADAME AMETISTA - O meu precioso
talento me motivou a escrever. Nunca pensei em desistir do meu talento. A literatura
é o meu negócio e em 4 anos de carreira profissional literária, eu já tenho 4
Antologias e 1 livro solo publicados. E graças a Deus tenho vendido bastante o
meu livro solo e ele tem sido muito bem aceito!
SMC - Quais são as suas referências literárias? Por
que eles se tornaram uma referência para você?
MADAME AMETISTA - Uma das minhas
referências literárias que já faleceram é Cecília Meirelles, uma referência que
ainda vive é Ariano Suassuna, pois marcaram a história da literatura; por causa
da simplicidade que utilizavam em suas obras e por causa da proximidade com a
realidade encontrada em seus escritos que proporcionam uma beleza natural às
suas artes.
SMC - Qual o público que você pretende atingir com
o seu trabalho? Que mensagem você quer transmitir para as pessoas?
MADAME AMETISTA - O meu público é
aquele que gosta de ler e que lê poesia, no Brasil, 38% da população lê poesia,
entre esses 38% há adolescentes, jovens, adultos e idosos. Eu transmito
para os leitores a importância de desenvolver o meu talento, mas também a
relevância do ato de pensar, pois tudo que escrevo tem incluídos os meus
pensamentos, além dos meus sentimentos.
SMC - De que forma você, hoje, divulga o seu
trabalho?
MADAME AMETISTA - Eu uso a internet
para divulgar o meu livro e é pela internet que eu tenho conseguido muitos
leitores para comprarem o livro. Eu criei recentemente a minha Fan Page no
Facebook chamada INICIATIVA CULTURAL http://www.facebook.com/pages/Iniciativa-Cultural/349309638528545 onde coloco todas as minhas novidades e onde consigo realizar muitas
vendas. Fiz um comercial para divulgar e vender o livro que está na minha
página, é uma das minhas publicações de maior sucesso.
SMC - Que temas você aborda em seu livro:
LITERATURA FILOSÓFICA – POEMAS? Este é seu primeiro livro solo?
MADAME AMETISTA - Este é o meu primeiro
livro solo. Ele foi projetado num formato independente, é um projeto todo
independente e sustentável, o livro foi escrito em papel reciclado e tem lindas
embalagens projetadas por mim mesma, ecologicamente corretas, confeccionadas em
tecido na cor salmão e com detalhes em croché. A embalagem feminina é a que tem
detalhes verdes e a masculina é a que tem detalhes azuis. Os temas encontrados
no meu livro são temas cotidianos como o ciúme, a hipocrisia, a cultura, o
nosso retrato social, a felicidade, entre outros.
SMC - Onde podemos comprar os seus livros?
MADAME AMETISTA - O meu primeiro livro
solo, os leitores podem comprar pela internet, ou seja, falando comigo pela
minha Fan Page ou pelo meu e-mail madameametista@gmail.com, depositando o valor do
livro e do frete na conta do banco e eu mando o livro pelo correio ao seu
devido destino com autógrafo e dedicatória.
SMC - Quais seus próximos projetos literários? Pensas em publicar novos
livros?
MADAME AMETISTA - Quero sempre
participar de novas antologias e publicar novos livros solo. Aguardem sempre
muitas surpresas da Madame Ametista, pois busco novos desafios e
novas conquistas. Sempre estarei disponível à novas entrevistas virtuais
ou pessoais e à novas entrevistas em novas mídias.
SMC - Quais as melhorias que você citaria para o mercado literário
no Brasil?
MADAME AMETISTA - As editoras poderiam
conseguir o barateamento dos custos da edição de livros, fazendo parcerias com
outras editoras e beneficiando muito mais os autores, ou autores poderiam
desistir das editoras e se tornarem autores independentes, pois com a demanda
das editoras caindo, elas poderão abaixar os seus preços tão altos.
SMC - Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua
participação no projeto Divulga Escritor, muito bom conhecer melhor a Escritora
Madame Ametista , que mensagem você deixa para nossos leitores?
MADAME AMETISTA - A Literatura precisa
ser levada a sério, os autores não podem desistir diante das dificuldades, se
as editoras não dão tanto apoio como os autores realmente precisam, sigam o meu
exemplo, eu não desisti, publiquei o meu livro sem editora, num formato
independente, fui competente e agora estou colhendo os meus frutos e meus
lucros com a literatura. A literatura é um negócio, além de ser arte, mas para
se conseguir bons resultados, a literatura precisa ser um pouco esquecida como
arte e ser mais vista como um negócio que pode dar bons lucros. Um abraço a todos
que terão acesso a essa entrevista!
Participe do projeto Divulga Escritor
Em entrevista exclusiva ao
projeto Divulga Escritor, o Escritor, ator e músico, Joel Lira conta-nos um
pouco sobre sua trajetória literária interligadas com a música e o teatro.
“
Veja-se o teatro a musica e a poesia o que fez de mim o que hoje sou: Um
Homem!”
“Existe
uma profunda relação entre mim com a musica, com o teatro e com a poesia. Não
consigo separar ambas da minha vida cultural e artistica! Fazem parte da minha
existência!”
Boa Leitura!
SMC - Escritor, ator, músico, Joel Lira, para nós é
uma honra tê-lo conosco no projeto Divulga Escritor, conte-nos, o que o motivou
a escrever?
JOEL LIRA – Em criança,
antes de ingressar na Escola Primária, um dos meus passatempos preferidos era
esquartilhar com uma pequena tesoura de costura ou, lâmina de barbear do meu
pai as letras maisculas dos jornais. Com alguma habilidade e engenho lá
conseguia fazer passar o tempo com uma das minhas brincadeiras preferidas.
Cortar letras de jornais. Depois do male feito (jornais cortados) levava nas
orelhas do meu avô por ter cortado o jornal…. E da minha mãe o respectivo
raspanete!
Penso que tudo aconteceu
em 1952, data do meu ingresso escolar. Mais tarde, em 1964 por ai nessa altura,
já com 18 anos de idade o gosto pelas letras
sempre me acompanharam em ambientes familiares: - Veja-se o teatro a musica e a poesia o que
fez de mim o que hoje sou: Um Homem!
SMC - Que temas você aborta em sua escrita?
JOEL LIRA – Por norma
abordo todos os temas que a vida social me apresenta no dia a dia.
Ou seja os de carecter
politico, familiar e amoroso. Em muitos casos denuncias que a todos nós nos
afligem e nos incomodam!
Sou um pensaador,
também!
SMC - Qual o público que você pretende atingir com o
seu trabalho? Que mensagem você quer transmitir para as pessoas?
JOEL LIRA – O público
para mim todo ele tem face, tem nome e quase todos os que me seguem gostam do
que escrevo, muitas das vezes revendo-se nas mensagens poeticas deixadas nos
meus livros ou atraves do Solar dos Poetas, ou mesmo em outros locais da
comunicação social.
SMC - Escritor Joel Lira, acompanhamos um pouco seu
histórico literário, vimos que seu primeiro livro foi publicado em 1976 com 2ª
Edição em 2006, percebemos que passou um tempo sem publicar. Qual o principal
motivo deste intervalo e o que o levou a publicar novos livros?
JOEL LIRA – O meu primeiro livro foi editado por mim
proprio em 1976, depois, em 2ª edição em 2006 ( O Despertar para a Vida . Dizer-se que passou muito tempo sem que
tivesse escrito mais nenhum, informo que não é verdade dize-lo. Pela Parceria
A.M. Pereira, editei o meu 2ª livro ( O
Despertar para a Vida Nr 2 ), em 1979, com 2º edição em 2006. Depois em
2003 a editora Margens, editou o meu 3º livro “ Sombras do meu Sentir )
com 2ª edição em 2006. Depois fiz uma paragem nas edições literárias entre 1976
e 2003, embora nunca deixando de escrever.
SMC - Conte-nos, qual o objetivo do seu livro “O
Fogo das Palavras”?
JOEL LIRA – No que
respeita ao meu 4º Livro “ O Fogo das
Palavras “ – editado em 2006, foi o
de mostrar aos meus novos leitores o inicio dos meus sonetos alexandrinos,
poesia solta ( visões poéticas ) e quadras populares! Pequenos ensaios….
Trata-se de um livro de poesia com 150 paginas!
SMC - O que diferencia seu livro “Poesia ao
Vento” do seu livro “Inquietações”?
JOEL LIRA – Existem duas
diferenças literárias profundas nos livros citados: “Poesia ao Vento“- 5º
livro - editado em Abril de 2012 é um livro composto unicamente por sonetos e
divididos em IV partes – “ Sonetos (
bilhetes postais sobre Lisboa ); ventos que gritam; ventos de amor e outros
ventos “. O “ Inquietações “ 6º livro –
editado em Maio deste ano ( 2013 ), ambos pela Lua de Marfim, Editora – contém
poesia livre, clara, direta, cujo ambito social é por demais evidente. Não se
trata apenas de um estrondoso grito social mas tambem com espirito sentimental,
apanagio de todos os poetas mensageiros!
SMC - Onde podemos comprar os seus livros?
JOEL
LIRA - Todos os meus livros podem ser comprados directament atraves do meu
email: joellira@live.com ou pelo facebook joel.a.lira@facebook.com
SMC - Você hoje trabalha com teatro, música,
poesia. Que ligação você destaca entre o teatro, a música e a poesia?
JOEL LIRA – Existe uma
profunda relação entre mim com a musica, com o teatro e com a poesia. Não
consigo separar ambas da minha vida cultural e artistica! Fazem parte da minha existência!
No teatro faço passar as
mensagens ao vivo das minhas 12 peças inéditas, onde nalgumas represento. Sou
ator, encenador, escritor e ensaiador. Enfim, o dito faz tudo…. Ou o homem dos
sete oficios…
Na musica, na maioria
dos casos como autoditata, relaxo os meus sentires com o piano ou orgão desde
criança!
Na poesia, é o meu
expoente máximo e dominador comum nas artes literárias!
SMC - Escritor Joel Lira, quais são seus próximos
projetos literários? Eles estão interligados com a música e o teatro?
JOEL LIRA – Tenho em
carteira cerca de 150 sonetos e muitos textos poéticos, para alem de imensos “pensamentos”
e pensar em publicá-los/ editá-los ou coisa parecida, neste momento está fora
de questão! Tanto a musica, como o teatro e agora no caso a poesia, são vistos
como filhos bastardos… “ Se tiveres um
bom padrinho não levas no focinho” caso
contrario morres à fome.
SMC - Quais as melhorias que você citaria para o mercado
literário em Portugal?
JOEL LIRA – Mas que
pergunta tão cheia de chama e de oportunidade!
Hoje em dia cada vez mais vai havendo Editoras
sempre prontas para “darem” a mão a quem escreve. Prontas para o negócio, todas
com belissimas intenções. Tem piada, até o inferno está cheinha delas… e quando
se entra nele queimamo-nos!
As editoras não
projectam capaz e condignamente os seus autores! Praticamente são os autores
que promovem os seus livros, apresentam
nos mais variados pontos do pais e são eles que desembolsam os seus elevados
custos sem que as Editoras
comparticipem!
Quantos poetas vão às
livrarias apresentar os seus livros? Quantos vão a feiras ou exposições a convite das Editoras?
SMC - Pois bem, estamos chegando ao fim da
entrevista, agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor, muito bom
conhecer melhor o Escritor Joel Lira, que mensagem você deixa para nossos
leitores?
JOEL LIRA – Por último
quero agradecer penhoradamente todo o carinho que o projeto Divulga Escritor
tem dado até aqui aos seus autores e faço votos para que ele continue a
projetar e apoiar o nosso mundo poético!
Bem hajam todos os que
dão do seu melhor à causa literária sem beneficio proprio!
Participe do projeto
Divulga Escritor
Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC)
entrevista escritora Telma Estevão
Telma Luísa Simões Estêvão Guerreiro, Portuguesa nascida e
residente no Algarve mais precisamente em Silves. Casada, tem uma filha. Fez o
Terceiro Curso do 12º ano de escolaridade (Línguas e Humanidades). Formou-se em
vários cursos, de formação profissional, tais como: Auxiliar de educação
educativa, Animadora juvenil, Administração das organizações, controle de
gestão, higiene e segurança no trabalho, comportamentos do consumidor e
merchandising. Passou por vários empregos: instituição particular de
solidariedade social (Infantário-Instituição amigo dos pequeninos), ACES do
Barlavento (centro de saúde de Silves e Armação de Pêra), Alicoop (cooperativa
de produtos alimentares do Algarve, c.r.l), trabalha actualmente na N & F
(comercio distribuição alimentar). Esta ligada a vários grupos de poesia onde
diariamente partilha seu trabalho.
“ se
gostam de escrever e têm algo escrito numa gaveta, partilhem, não desistem dos
vossos sonhos, pois no meu caso quando comecei a escrever foi por brincadeira e
agora não consigo parar. Os tempos estão a mudar, há muitos grupos de poesia a
dar-vos a mão na divulgação.”
Boa Leitura!
SMC - Escritora Telma Estevão é
um prazer tê-la conosco no Projeto Divulga Escritor, conte-nos quando começou a
escrever poesias? Como surgiu seu gosto pela escrita?
TELMA ESTEVÃO - O meu contacto mais íntimo com
a poesia deu-se há cerca de sensivelmente três anos. A empresa para a qual trabalhava e era
accionista entrou em insolvência, fiquei desempregada e com mais
disponibilidade.
Foi nesta altura que tudo aconteceu, comecei a
ler poesia e a senti-la como nunca tinha sentido, decidi brincar com as
palavras e publicar no meu grupo “Palavras” alguns dos meus poemas.
Sempre
gostei de histórias, os meus avos contavam-me imensas e eu absorvia todas com
muito entusiasmo. Desde cedo comecei a ter gosto pela leitura, principalmente
romances. Quando era mais nova gostava de inventar e escrever pequenas peças de
teatro com várias personagens.
O meu
gosto pela escrita surge sempre que tenho necessidade de me exprimir, de
transmitir o que vagueia na minha alma, gosto de partilhar sentimentos e
fantasias. Quando me apaixonei verdadeiramente pela poesia nunca mais consegui
parar de escrever. Para mim a escrita funciona como uma terapia, um balsamo
para a alma.
SMC - Em que momento decidiu
publicar seu primeiro livro? Como foi o momento em que esteve com seu primeiro
livro em mãos?
TELMA ESTEVÃO - Foi tudo muito rápido. Todos os
dias escrevia um poema e partilhava no meu mural e no meu grupo”Palavras”.
Os meus poemas começaram a receber vários
elogios, alguns membros do grupo começaram a incentivar-me, assim como a minha
família, para publicar um livro. Pesquisei algumas editoras, para as quais
enviei os poemas. Acabei por escolher a editora Lua de Marfim para me ajudar
nesta nova etapa da minha vida e assim publiquei o primeiro livro. Quando
toquei pela primeira vez neste livro, senti um grande orgulho no meu trabalho, foi
um sonho concretizado que foi recompensado com a sua publicação. Muitas pessoas
quiseram adquirir o livro e fico muito contente com o facto de saber que as
minhas palavras conseguiram despertar muitas emoções nos leitores.
SMC - Quais são as suas referências literárias?
Que autores influenciaram em sua formação como escritora?
TELMA
ESTEVÃO - Há livros que me continuam a assinalar e a deliciar: Citações e
pensamentos de Florbela Espanca
”Ama-se quem se ama e não quem se quer amar”
O livro do Desassossego de Fernando pessoa e o Diário Inédito de Virgílio Ferreira, entre outros. Poemas marcantes: “Eu…”de Florbela Espanca e “Pedra Filosofal” de António Gedeão.
O livro do Desassossego de Fernando pessoa e o Diário Inédito de Virgílio Ferreira, entre outros. Poemas marcantes: “Eu…”de Florbela Espanca e “Pedra Filosofal” de António Gedeão.
Tenho poetas que me marcam de uma forma acentuada e quase
diária, tais como Florbela Espanca, Fernando pessoa, Pablo Neruda, Clarice
Lispector, Virgilio Ferreira entre outros, mas gosto de variadas leituras como
por exemplo José Rodrigues dos Santos, Dan Brown, José Luís Peixoto. A leitura
estimula-me e tudo o que leio de uma maneira ou outra influencia-me, leio para
aprender.
SMC - Você hoje tem dois livros
publicados “Palavras” e “O respirar da alma”,
ambos de poesia, quais os temas que você aborda através de suas poesias em seus
livros?
TELMA ESTEVÃO - Na minha poesia há um fio
condutor que é o afago, o corpo, a alma, o amor, o meu eu, os meus silêncios,
as minhas saudades, ternura, perda, dor e alguma sensualidade. Escrevo os meus
sonhos, sou o eco das vossas alegrias, tristezas, amores, tudo o que escrevo
tem alguma ficção mas também tem reflexos de mim, do que sinto e do que sou.
Os meus livros falam sempre do amor, apesar de
muitos acharem que este tema está gasto, eu discordo pois o amor envolve muitos
sentimentos e muitas formas de o viver, sentir e falar nele.
Muitas das vezes, quando preciso de alguma
força escrevo e despejo emoções para a folha. Gosto de escrever poesia livre e
de usar metáforas para embelezar o que sinto, escrevo numa linguagem simples,
qualquer um se pode envolver no mundo do sonho e fantasia e identificar-se em
muitos dos meus poemas ou sentir como suas as emoções transmitidas.
Espero que os meus livros tenham o poder de vos
fazer gostar um pouco de poesia. É um livro de afetos com ritmo e alguma
musicalidade.
SMC - De que forma você, hoje,
divulga o seu trabalho?
TELMA ESTEVÃO - O meu trabalho é divulgado através do meu grupo de poesia no facebook
“Palavras” do qual sou administradora em que actualmente tem cerca de 2.100
membros e em mais outros 30 grupos dos quais sou membro activo. É nestes grupos
de poesia que divulgo diariamente o meu trabalho.
O meu trabalho é também divulgado em varias
rádios, na rádio do Horizontes da poesia, na the young fm e ainda através de um
jornal regional “Terra Ruiva”.
SMC - Escritora Telma, soube que
esta vindo um novo livro, já temos um título? Conte-nos quais seus novos
projetos como escritora?
TELMA ESTEVÃO - Pretendo editar no ano de 2014
o terceiro livro de poesia, que terá como titulo: ”Sob este céu azul, esta
distância “.
Estou a pensar abraçar seriamente o desafio de
escrever um romance, feito pelo meu editor.
SMC - Onde podemos comprar os seus livros?
TELMA ESTEVÃO - O primeiro livro está disponível na editora lua de
marfim e o segundo na Arandis editora. Para a aquisição dos mesmos poderão
também contactar-me através do meu email telmag788@gmail.com
SMC - Você criou o Grupo
Palavras no Facebook, como foi que surgiu a ideia de criar um grupo Literário?
Quem pode participar?
TELMA ESTEVÃO - Ideia de criar um grupo literário
surgiu no momento que tive necessidade de escrever e dar a conhecer o que
escrevia. Senti necessidade de formar um grupo em que a poesia fosse a
literatura predominante.
Este
grupo é público, portanto quem quiser fazer parte do mesmo, pode juntar-se a
nós e enriquecer-nos com as suas poesias. Qualquer membro pode partilhar
qualquer tipo de literatura, criticar comentar ou simplesmente por um “gosto”.
SMC - Quais os principais projetos/objetivos do
Grupo “Palavras”?
TELMA ESTEVÃO - O principal objectivo deste
grupo é divulgar poesia para que todos aqueles que gostam de ler ou escrever,
possam ter acesso a um espaço para partilhar ou dar as suas opiniões. Deste
modo, é possível em conjunto, todos evoluirmos perante críticas construtivas,
continuarmos sempre a melhorar a nossa poesia e para os outros que apenas
passam por este grupo para dar uma vista de olhos, espero que continuem a
gostar do que lêem.
SMC - Quais as melhorias que você citaria para o
mercado literário em Portugal?
TELMA ESTEVÃO - As melhorias para o mercado
literário sem dúvida serão a divulgação dos poetas e dos autores, através das
rádios, dos grupos de poesia, intercâmbio entre países, tertúlias, convívios.
SMC - Pois bem, estamos chegando
ao fim da entrevista, agradecemos sua participação no Projeto Divulga Escritor,
muito bom conhecer melhor a escritora Telma Estevão, que mensagem você deixa
para nossos leitores?
TELMA ESTEVÃO - Deixo aqui uma mensagem a todos
os amantes da escrita, se gostam de escrever e têm algo escrito numa gaveta,
partilhem, não desistem dos vossos sonhos, pois no meu caso quando comecei a
escrever foi por brincadeira e agora não consigo parar. Os tempos estão a
mudar, há muitos grupos de poesia a dar-vos a mão na divulgação.
Participe do
projeto Divulga Escritor
Fernando Figueirinhas é formado
em Administrador de Empresas. Escritor, Poeta e Diretor (realizador). Nasceu no
Porto, Portugal, em 1952, e veio para o Brasil em 1976, onde se fixou. Interessado em questões perenes de cunho
filosófico, que tratam da problemática humana em vários de seus aspectos, como
o homem perante o mundo e si mesmo, vale-se da ética, da estética e de
princípios fundamentados nos valores universais em favor de um mundo mais justo
e digno.
Realiza vários documentários sobre arte e
outros assuntos polêmicos, cuja complexidade e profundidade devidamente
orientadas, defendem com muita intensidade a tese-proposta da questão colocada.
Dirigiu e produziu: A Ponta do Iceberg, A Outra Dimensão, Esquecidos na Noite,
A Tríada da Cognição, Manlio Moretto, Egas Francisco, Gente sem Nome, Evasão e
Sonho, Razão de Ser, Pedras que Falam, e Aldo Cardarelli, entre outros.
Preocupado com as grandes questões que o mundo
contemporâneo propõe, idealiza o Projeto Cultural Abertura, dedicando-se à
administração do projeto, a escrever e à direção e produção de documentários
filmados, e também, à produção e manutenção dos websites que mantém na
Internet.
Ultimamente, atento à realidade do atual
momento, vem-se dedicando à escrita ininterrupta de vários textos, poemas e
pensamentos, chegando a escrever quinze textos por dia.
Publicou, entre outros, os
seguintes livros: Manlio Moretto, Palavras de Imagens, A Urgência da Mudança,
Palavras Nascem e Pintores Inéditos.
“Não nasci para ser escritor, ou cineasta, muito menos para
ser poeta – tudo aconteceu sem que eu me apercebesse, como resultado do mundo
que encontrei.”
Boa Leitura!
Participe do Projeto Divulga Escritor
SMC - Escritor Fernando
Figueirinhas para nós é uma honra ter você conosco no projeto Divulga Escritor.
Conte-nos quando começou seu gosto pela escrita? Em que momento decidiu
publicar seu primeiro livro?
FERNANDO
FIGUEIRINHAS - Obrigado, Shirley, por esta oportunidade. O meu gosto pela
leitura começou muito cedo, ainda na infância. Meu pai, avô e bisavô eram
livreiros e editores, proprietários da Liv. Ed. Figueirinhas. Meu bisavô,
António Figueirinhas, formado em Teologia, jornalista, fundador da citada
livraria-editora e dos jornais: O Lafões,
O Porto, O Meu Jornal, e colaborador de outros tantos. Foi também um
importante pedagogo e incentivador da educação em Portugal no final do Séc. XIX
e início do Séc. XX, tendo trabalhado até sua morte, em 1945, aos 80 anos de
idade, e fundado vários colégios, dos quais o mais importante foi o Colégio Viriato, em Oliveira de Frades, e,
posteriormente, transferido para Viseu; além de proeminente escritor de livros
didáticos. Em casa de meus pais e avós havia uma grande biblioteca, aliás, em
vários lugares diferentes daquela casa, cujo forro das paredes era revestido por
prateleiras repletas de livros. Portanto, acto contínuo, desde cedo comecei a
escrever, mas apenas mantinha correspondência com alguns poucos amigos de meu
pai, sobretudo, colecionadores de selos e postais; e mais tarde, com namoradas,
cujas centenas de cartas ainda conservo – não só as recebidas como também
algumas cópias das enviadas, às quais, por amizade, creio, me atribuem um
hipotético dom para a escrita. O meu
primeiro livro publicado surgiu inesperadamente, quando percebi que tinha em
mãos o maior acervo de Paisagens Brasileiras realizadas em croquis de campo, ao
longo de 50 anos, pelo engenheiro e paisagista Manlio Moretto – era um
patrimônio muito rico e vasto que merecia ser publicado.
SMC - O que mais lhe inspira a
escrever?
FERNANDO
FIGUEIRINHAS - O que mais me inspira a
escrever é a constatação do caos em que o mundo vive; a falta de oportunidades
de trabalho e as péssimas condições de vida – chegando aos limites da
sobrevivência, ou nem isso, da pobreza extrema, digo - de milhões de pessoas no
mundo; por um lado, e, por outro, a desmotivação da quase totalidade das
pessoas pela reflexão sobre os motivos que levam a esta apatia generalizada e
permanente caos, cuja resultante encontra no niilismo sua razão. E, ainda, a
falta duma educação orientada para uma consciência reflexiva, e,
consequentemente, desvinculada de compromisso individual e colectivo. Quanto à
poesia, é o encanto com o achado ao acaso, às vezes, em apenas uma palavra. O poema sai rápido, não mais que uns 15
minutos, e por vezes chegam a 12 por dia.
A poesia também foi um achado muito interessante e meramente casual na
minha vida, que em muito facilitou a abordagem de temas profundos e intensos,
sem, todavia, exigir rigor científico, suscitando o interesse por parte do
leitor. Fazem apenas dois anos a que me dedico à poesia, com um total de mil e
quatrocentos poemas até este momento.
SMC - Fernando, conte-nos, você
quem escreve os textos dos documentários que você produz? Como funciona a produção
dos vídeos?
FERNANDO
FIGUEIRINHAS - Sim, sou eu quem escreve os roteiros e textos dos documentários
que produzo. Não nasci para ser escritor, ou cineasta, muito menos para ser
poeta – tudo aconteceu sem que eu me apercebesse, como resultado do mundo que
encontrei. Senti que precisava fazer algo a esse respeito, e como não tinha
recursos financeiros nem formação específica, resolvi ir fazendo, intuitivamente. A
produção dos documentários funciona da seguinte maneira: tenho em mente uma
determinada ideia; penso-a, estudo-a, escrevo-a, convido pessoas que
reconhecidamente entendem daquele assunto e de relevada importância cultural; contrato
uma equipe para a produção e assim realizo o documentário. Sempre achei muito importante
e determinante saber-se exactamente o que se quer para se conseguir fazer
alguma coisa. Depois é só encontrar os meios tendo em vista o fim que se
procura.
SMC - Você é idealizador do
Projeto Cultural Abertura. Qual o objetivo do projeto? Quem pode participar?
Como a pessoa faz para ter mais informações sobre o projeto?
FERNANDO
FIGUEIRINHAS - O Projeto Cultural Abertura (Associação Cultural Abertura) tem
como objetivo principal a promoção da dignidade humana, cujo valor mais alto é
o próprio homem em todas as suas dimensões. A ética e a reflexão conscienciosa
sobre os diferentes aspectos que compõem a esfera das relações humanas são os
meios utilizados para se atingir este objetivo. Todas as pessoas interessadas
neste ideal podem participar e são muito bem-vindas. Para informações mais
detalhadas basta acessar o site do projeto: WWW.projetoabertura.org
SMC - Qual o público que você
pretende atingir com o seu trabalho? Que mensagem você quer transmitir para as
pessoas?
FERNANDO
FIGUEIRINHAS - Conforme disse acima, pretendemos atingir todas as pessoas
interessadas no ideal do Projeto Abertura. A mensagem que gostaríamos de deixar
é simples e contundente: há que se libertar do egoísmo e do individualismo que
toma conta do mundo, como resultado da ausência de valores e sentido da vida.
SMC - Fale-nos sobre seu livro “A
Urgência da Mudança”?
FERNANDO
FIGUEIRINHAS - O livro A Urgência da Mudança, cujo título original era Mudar o
Poder, reúne uma série de textos de fundamental importância no contexto do
Projeto Abertura, e de algumas questões, também muito importantes, para a crise
em Portugal. Trata-se de um livro, creio, bastante equilibrado e eclético nos
temas abordados, intercalados por poemas sobre os clássicos temas do amor, da
saudade e do pasmo encontrado na contemplação da paisagem humana e suas
ambiguidades.
SMC - Além
de “A Urgência da Mudança”, você
publicou, entre outros, os seguintes livros: “Manlio Moretto”, “Palavras de
Imagens”, “Palavras Nascem” e “Pintores Inéditos”, de forma resumida o que
diferencia um livro do outro.
FERNANDO
FIGUEIRINHAS - O livro Manlio Moretto é uma compilação de algumas obras iconográficas
deste pintor, e textos sobre arte pictórica; Palavras de Imagens é formado por
todos os textos de filmes por mim realizados até àquela altura; Palavras Nascem
é constituído por 65 poemas selecionados; e, Pintores Inéditos ( no prelo) é um
resgate de memória da pintura Neoclássica de alguns dos melhores pintores do
Século XX no Brasil. Além disso, contém um resumo da História da Pintura no
Brasil e um capítulo onde se explana sobre a Arte e o Belo artístico, bem como
uma análise sobre a interpretação dos
rumos da pintura a nível mundial – capítulo este que justificou sua realização.
SMC - Onde podemos comprar os
seus livros? (Se possível deixe um endereço de email para contato)
FERNANDO
FIGUEIRINHAS - Os meus livros podem ser comprados em algumas livrarias e pelos
links de compra das respectivas editoras, nomeadamente: Arte & Ciência, Lua
de Marfim, Corpos e Chiado. Também se podem achar através do Google, procurando
por “Fernando Figueirinhas”. Meu email: fernandofigueirinhas@hotmail.com
SMC - Que dica você dar para as
pessoas que estão iniciando carreira como escritor?
FERNANDO
FIGUEIRINHAS - Leia; estude e pense antes de escrever. Procure imprimir sempre,
em seus textos, uma conotação universal e perene, quando possível. Quanto à
metodologia de trabalho, cada um tem a sua; eu prefiro a seguinte, sobretudo em
se tratando de um romance ou poesia: escreva rápido, no embalo do sentimento, e
depois corrija os erros de lógica e outros que eventualmente possa encontrar.
Procure não mexer muito naquilo que escreveu, pois o texto tem de estar pronto logo no esboço.
SMC - Quais as melhorias que você
citaria para o mercado literário no Brasil?
FERNANDO
FIGUEIRINHAS - Não sei responder a essa questão, teria de estudá-la e ser um
profissional da área. Apenas posso falar do ponto de vista da iniciativa
editorial; isto é, dos critérios a serem levados em conta por parte dos
editores em relação à obra que lhes chega às mãos. Quero crer que um bom editor
tem de ser fiel a uma determinada linha editorial e produzir com rigor e
requinte todo o projeto (gráfico e editorial) do livro. Além disso, deve saber
estabelecer uma perfeita correlação entre o valor literário de uma obra, o
interesse do assunto e sua viabilidade comercial – não basta publicar, é
preciso divulgar.
SMC - Pois bem, estamos
chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação no projeto Divulga
Escritor, muito bom conhecer melhor o Escritor Fernando Figueirinhas, que
mensagem você deixa para nossos leitores?
FERNANDO
FIGUEIRINHAS - Nada mais a acrescentar. Resta-me agradecer-lhe, sobremaneira, a
atenção e o interesse pela minha obra. Desejo-lhe muito sucesso nesta difícil
arte de divulgação e incentivo à cultura. Muito obrigado.
Participe do Projeto Divulga Escritor
Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC)
entrevista escritora Maria Morais de Sá
EXTRA, EXTRA!
VAMOS COMEMORAR! TODOS SÃO CONVIDADOS A PARTICIPAR DO LANÇAMENTO DE LIVRO NO SOLAR DE POETAS!
Maria José Morais de Sá, mais conhecida por Maria Morais de Sá, comentadora no Solar de Poetas, nascida em Massarelos na cidade do Porto em Portugal. Irá fazer o lançamento do primeiro livro dia 27 de Julho de 2013.
Escreve mais sobre seus sentimentos e devaneios, mas, também sobre tudo o que a rodeia! Sobretudo a Natureza o sol a lua as estrelas envolvendo-se em um mundo sonhador e mágico!
Página onde publica seus poemas
https://www.facebook.com/SonetosRimasPoemasEPensamentos
“Gosto de ler mas sobretudo de escrever!
E para mim escrever meus devaneios desde muito jovem foi uma forma de desabafar meus sentimentos!
Procurei na escrita a amiga que nunca tive!
A amiga que só diz o que eu lhe digo e a que guarda segredos!
Foi muitas vezes a escrita o ombro de alguém muito perto,
o amor que nunca tive,
o sonho que ainda não realizei,
a fantasia de nunca ter crescido.
É meu desabafo e meu afago muitas vezes!”
Boa Leitura!
SMC - Escritora Maria Morais de Sá, para nós é um prazer tê-la conosco no projeto Divulga Escritor, você nos contou nos bastidores da Divulga Escritor que a escrita é sua melhor amiga, conte-nos quando começou seu gosto pela escrita? De que forma vem sendo esta relação entre você e a escrita?
MARIA MORAIS DE SÁ - Queria agradecer a oportunidade e acima de tudo louvar a vossa forma de divulgação de escritores portugueses e parabenizar esta vossa iniciativa.
A escrita é para mim um lavar de alma.
São as minhas lágrimas, os meus sorrisos, as minhas noites e os meus dias!
Talvez seja a amiga em quem eu deposito os meus segredos que por vezes escondo e descubro com minhas próprias palavras!
Desde cedo, ou seja, pela escola primária, tinha o gosto de contar e inventar histórias, por vezes entoadas com pequenas rimas e frases líricas sempre acompanhadas com desenhos ou rabiscos, que hoje entendo serem já naquela altura os meus devaneios!
Por vezes escondia os poemas e noutras ocasiões rasgáva-os para ninguém os ler e só à pouco tempo libertei da gaveta tudo o que em mim tinha guardado e foi atráves do facebook, com a ajuda de amigos escritores que comecei a libertar-me.
SMC - Qual o público que você pretende atingir com o seu trabalho? Que mensagem você quer transmitir para as pessoas?
MARIA MORAIS DE SÁ - Não tenho faixa etária, mas os meus poemas não são para leitores infantis!
Creio serem mais para quem gosta de ler sobre a ternura, sonhos e pensamentos!
SMC - Quem é a escritora Maria José Morais? Quais seus principais hobbies?
MARIA MORAIS DE SÁ - Modestamente uma mulher como muitas!
Mãe de dois lindos filhos!
Neste momento desempregada mas uma lutadora!
Tento seguir os meus princípios e ideiais!
Sonhadora, mas também determinada!
Gosto de ler, passear ao ar livre, fazer peças de bijouteria, trabalhos manuais!
SMC - De que forma você, hoje, divulga o seu trabalho?
MARIA MORAIS DE SÁ - Pela internet, especialmente pelo facebook.
SMC - Que temas você aborda em seu livro “Meu sol, Meu poema”?
MARIA MORAIS DE SÁ - Falo essencialmente sobre mim, sobre meu estado de espirito.
Falo dos dias em que sofro desgostos ou alegrias!
Sobre a minha capacidade de ultrapassar os maus momentos e ser feliz com cada minuto de alegria!
SMC - Conte-nos como vai ser o lançamento do seu livro? Como se sente ao ter seu primeiro livro publicado?
MARIA MORAIS DE SÁ - Meu livro vai ser lançado na Junta de Freguesia na cidade de Ermesinde que me viu crescer e onde vive desde sempre a minha familia e amigos de longa data.
SMC - Que dificuldades você encontra para a publicação de livros? O que você acredita que deve ser feito para amenizar estas dificuldades?
MARIA MORAIS DE SÁ - A falta de poder econômico que existe a nível global e também por parte do ministério da cultura que por sua vez não ajuda a que se criem condições para que a leitura e a escrita possam ser mais viabilizadas.
Deveria existir mais apoio por parte do Governo para haver mais facilidade de divulgação de autores.
SMC - Onde podemos comprar seu livro?
MARIA MORAIS DE SÁ - Através do meu email verderocho@hotmail.com ou através da editora geral@versbrava.pt
SMC - Conte-nos quais seus próximos projetos literários? Pretendes publicar novos livros?
MARIA MORAIS DE SÁ - Continuar com poesia dentro da mesma linha, embora tenha já iniciado um pequeno livro que será um projeto para um data ainda indefinida.
SMC - Quais as melhorias que você citaria para o mercado literário em Portugal?
MARIA MORAIS DE SÁ - Um melhor poder económico a todos os níveis.
SMC - Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação, muito bom conhecer melhor a Escritora Maria Morais de Sá, que mensagem você deixa para nossos leitores?
MARIA MORAIS DE SÁ - Que a leitura é o alimento dos sentimentos e o registo do que somos como escritores mas também como leitores!
Participe do projeto Divulga Escritor
https://www.facebook.com/DivulgaEscritor
EXTRA, EXTRA!
VAMOS COMEMORAR! TODOS SÃO CONVIDADOS A PARTICIPAR DO LANÇAMENTO DE LIVRO NO SOLAR DE POETAS!
Maria José Morais de Sá, mais conhecida por Maria Morais de Sá, comentadora no Solar de Poetas, nascida em Massarelos na cidade do Porto em Portugal. Irá fazer o lançamento do primeiro livro dia 27 de Julho de 2013.
Escreve mais sobre seus sentimentos e devaneios, mas, também sobre tudo o que a rodeia! Sobretudo a Natureza o sol a lua as estrelas envolvendo-se em um mundo sonhador e mágico!
Página onde publica seus poemas
https://www.facebook.com/
“Gosto de ler mas sobretudo de escrever!
E para mim escrever meus devaneios desde muito jovem foi uma forma de desabafar meus sentimentos!
Procurei na escrita a amiga que nunca tive!
A amiga que só diz o que eu lhe digo e a que guarda segredos!
Foi muitas vezes a escrita o ombro de alguém muito perto,
o amor que nunca tive,
o sonho que ainda não realizei,
a fantasia de nunca ter crescido.
É meu desabafo e meu afago muitas vezes!”
Boa Leitura!
SMC - Escritora Maria Morais de Sá, para nós é um prazer tê-la conosco no projeto Divulga Escritor, você nos contou nos bastidores da Divulga Escritor que a escrita é sua melhor amiga, conte-nos quando começou seu gosto pela escrita? De que forma vem sendo esta relação entre você e a escrita?
MARIA MORAIS DE SÁ - Queria agradecer a oportunidade e acima de tudo louvar a vossa forma de divulgação de escritores portugueses e parabenizar esta vossa iniciativa.
A escrita é para mim um lavar de alma.
São as minhas lágrimas, os meus sorrisos, as minhas noites e os meus dias!
Talvez seja a amiga em quem eu deposito os meus segredos que por vezes escondo e descubro com minhas próprias palavras!
Desde cedo, ou seja, pela escola primária, tinha o gosto de contar e inventar histórias, por vezes entoadas com pequenas rimas e frases líricas sempre acompanhadas com desenhos ou rabiscos, que hoje entendo serem já naquela altura os meus devaneios!
Por vezes escondia os poemas e noutras ocasiões rasgáva-os para ninguém os ler e só à pouco tempo libertei da gaveta tudo o que em mim tinha guardado e foi atráves do facebook, com a ajuda de amigos escritores que comecei a libertar-me.
SMC - Qual o público que você pretende atingir com o seu trabalho? Que mensagem você quer transmitir para as pessoas?
MARIA MORAIS DE SÁ - Não tenho faixa etária, mas os meus poemas não são para leitores infantis!
Creio serem mais para quem gosta de ler sobre a ternura, sonhos e pensamentos!
SMC - Quem é a escritora Maria José Morais? Quais seus principais hobbies?
MARIA MORAIS DE SÁ - Modestamente uma mulher como muitas!
Mãe de dois lindos filhos!
Neste momento desempregada mas uma lutadora!
Tento seguir os meus princípios e ideiais!
Sonhadora, mas também determinada!
Gosto de ler, passear ao ar livre, fazer peças de bijouteria, trabalhos manuais!
SMC - De que forma você, hoje, divulga o seu trabalho?
MARIA MORAIS DE SÁ - Pela internet, especialmente pelo facebook.
SMC - Que temas você aborda em seu livro “Meu sol, Meu poema”?
MARIA MORAIS DE SÁ - Falo essencialmente sobre mim, sobre meu estado de espirito.
Falo dos dias em que sofro desgostos ou alegrias!
Sobre a minha capacidade de ultrapassar os maus momentos e ser feliz com cada minuto de alegria!
SMC - Conte-nos como vai ser o lançamento do seu livro? Como se sente ao ter seu primeiro livro publicado?
MARIA MORAIS DE SÁ - Meu livro vai ser lançado na Junta de Freguesia na cidade de Ermesinde que me viu crescer e onde vive desde sempre a minha familia e amigos de longa data.
SMC - Que dificuldades você encontra para a publicação de livros? O que você acredita que deve ser feito para amenizar estas dificuldades?
MARIA MORAIS DE SÁ - A falta de poder econômico que existe a nível global e também por parte do ministério da cultura que por sua vez não ajuda a que se criem condições para que a leitura e a escrita possam ser mais viabilizadas.
Deveria existir mais apoio por parte do Governo para haver mais facilidade de divulgação de autores.
SMC - Onde podemos comprar seu livro?
MARIA MORAIS DE SÁ - Através do meu email verderocho@hotmail.com ou através da editora geral@versbrava.pt
SMC - Conte-nos quais seus próximos projetos literários? Pretendes publicar novos livros?
MARIA MORAIS DE SÁ - Continuar com poesia dentro da mesma linha, embora tenha já iniciado um pequeno livro que será um projeto para um data ainda indefinida.
SMC - Quais as melhorias que você citaria para o mercado literário em Portugal?
MARIA MORAIS DE SÁ - Um melhor poder económico a todos os níveis.
SMC - Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação, muito bom conhecer melhor a Escritora Maria Morais de Sá, que mensagem você deixa para nossos leitores?
MARIA MORAIS DE SÁ - Que a leitura é o alimento dos sentimentos e o registo do que somos como escritores mas também como leitores!
Participe do projeto Divulga Escritor
https://www.facebook.com/
Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC)
entrevista escritor José Carlos Moutinho
José Carlos Moutinho nasceu no Sobralinho, Vila Franca de Xira, em Junho de 1944.
Com 13 anos partiu para Angola, aonde concluiu os seus estudos secundários.
Em 1973, saiu de Angola, para o Brasil, de onde veio definitivamente para Portugal em 1980. Foi Delegado de Informação Médica. Nos últimos anos, Empresário na área da restauração. Está aposentado. É membro dos “Confrades da poesia”, “Horizontes da Poesia”, “Luso-Poemas”, “Varanda das Estrelícias”, “Academia Virtual Sala dos poetas e escritores”- Brasil
É presença regular em vários locais de tertúlias poéticas:
É membro da ACLAL (Academia de letras e artes plásticas lusófonas)
O seu blog de poemas:
http://zemoutinho.blogspot.com/
“Não deixem de ler e apoiar a literatura, sem vós, a nossa mensagem em forma de palavras poéticas, não passará, e sem a literatura, em especial a poesia, o mundo será menos culto e menos sensível aos sentires da alma.”
Boa Leitura!
SMC - Escritor José Carlos Moutinho, é um prazer tê-lo conosco no projeto Divulga Escritor, conte-nos quando decidiu publicar seu primeiro livro? O que o motivou a publicação?
JOSE CARLOS MOUTINHO - É com muita satisfação e uma pontinha de orgulho sentir o interesse da parte de ilustre figura do jornalismo, como é o caso de Shirley M.. Cavalcante, por tal facto, os meus agradecimentos e passo a responder: A oportunidade de publicar o meu primeiro livro, surgiu do improvável. Na verdade, nunca me ocorrera, nem vagamente que um dia teria um livro editado. E aconteceu, quase como por brincadeira, com amigos do Facebook, quando eu respondia com versos, especificamente quadras rimadas ao que os outros me enviavam. Aos poucos fui ganhando coragem e atrevendo-me a tornar essa minha poesia pública, através dessa Rede Social. A aprovação por parte dos amigos e, muito especialmente pelos poetas, alguns já consagrados, levaram-me a um incentivo tão profícuo, que me levou corajosamente à edição do meu primeiro livro “Cais da Alma”, que felizmente teve enorme sucesso.
SMC - Quais, escritores, são as suas referências literárias? Por que eles se tornaram uma referência para você?
JOSE CARLOS MOUTINHO - Devo admitir, sem qualquer veleidade de presunção, que jamais me referenciei em alguém para me levar a criar a minha própria e genuína poesia. Obviamente e, muito em especial nos meus tempos de jovem, li bastante e de quem sou admirador, Fernando Pessoa, Luis Vaz de Camões, Florbela Espanca, Manuel Bandeira, na área da poesia. Em prosa, sempre gostei muito de Eça de Queiroz, Alves Redol, Aquilino Ribeiro, Miguel Torga, Camilo Castelo Branco, Ernest Hemingway, Leon Tolstoi, Erich Maria Remark, Érico Veríssimo, Carlos Drummond de Andrade, Jorge Amado.
SMC - Qual o público que você pretende atingir com o seu trabalho? Que mensagem você quer transmitir para as pessoas?
JOSE CARLOS MOUTINHO - Não tenho em mente um público específico para que me leiam. Dirijo a minha escrita para todos, que tenham o gosto pela poesia. Afinal o que eu escrevo, não é para mim. Se o fosse, tudo o que eu criasse, ficaria a amarelecer no fundo de uma gaveta. Quero chegar o mais longe possível. Sendo imodesto e neste caso, assumo-me como tal, gostaria que a minha poesia se eternizasse, para além de mim.
SMC - Conte-nos, quais os principais hobbies do escritor José Carlos Moutinho?
JOSE CARLOS MOUTINHO - Quando havia tempo para se viver, como se o amanhã fosse hoje, frequentava muito o cinema. Sou fã da 7ª arte. Lia muito, porque vivi os meus tempos de passagem da adolescência para a maturidade em Angola e como lá não havia, na época, Televisão, os passatempos eram, praia, cinema, música e leitura.
Actualmente o meu hobby para além da escrita é a fotografia.
SMC - Que temas abordas em seu romance “Angola, do Tejo ao Kwanza”? Em quanto tempo você escreveu este livro?
JOSE CARLOS MOUTINHO - “Angola do Tejo ao Kwanza”, é um pequeno romance, que retrata o mais fielmente possivel, as minhas vivências em Angola, para onde fui viver com 13 anos de idade. Eu senti a necessidade de entrar por caminhos da prosa e, por curiosidade, na tentativa de o conseguir, iniciei a escrita desse livro e como já haviam muitas páginas escritas, decidi não desistir e continuei até terminar. Escrevi-o em 15 dias.
SMC - Você, hoje, tem 3 livros de poesia publicados, “Cais da Alma” “Da inquietude das palavras” e “Cantos da eternidade”, conte-nos, o que diferencia um livro do outro?
JOSE CARLOS MOUTINHO - Respondendo a essa difícil pergunta, apraz-me unicamente dizer o seguinte: “Cais da Alma” o meu primeiro livro de poesia contém a pureza, quase ingénua do meu sentir, aonde se abrigam os momentos mais importantes da minha vida, em carinhosas palavras, abraçadas pela poesia. Os seguintes livros, serão um aperfeiçoamento, que o tempo e a prática me foram dando e ensinando. Digamos que contêm uma poesia mais elaborada, sem contudo deixarem de ter toda a emoção da alma. Referencio o meu último livro “Cantos da eternidade “ que é o ninho aonde se aconchegam poemas de amor, especificamente de amor. Amor sofrido, feliz...enfim Amor.
SMC - Onde podemos comprar os seus livros?
JOSE CARLOS MOUTINHO - Os meus livros encontram-se em algumas livrarias pelo país. Podem ser encontrados online nas Livraria Bertrand e Wook.
Ou pedidos a mim próprio, que os enviarei com todo o gosto, desde que encaminhem o pedido para este meu email:
zemoutinho@hotmail.com
SMC - Quais seus próximos projetos literários? Pretendes publicar novos livros?
JOSE CARLOS MOUTINHO - Tenho em fase de conclusão um romance, que será no fundo a continuidade do “Angola do Tejo ao Kwanza”, que desta vez, contará as minhas vivências por Angola, Brasil e Portugal.
Tenho imensos poemas, que poderiam proporcionar a edição de pelo menos mais 3 livros. Todavia, porque o momento econômico não é propício, ficarão a aguardar melhores oportunidades.
Gostaria muito editar no Brasil, país a que me liga grande afectividade, por lá ter vivido alguns anos e aonde nasceu a minha filha.
SMC - Quais as melhorias que você citaria para o mercado literário em Portugal?
JOSE CARLOS MOUTINHO - Tornar os livros mais acessiveis em termos de preços, maior divulgação dos pequenos e desconhecidos autores portugueses, que perdem em detrimento dos estrangeiros.
SMC - Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor, muito bom conhecer melhor o Escritor José Carlos Moutinho, que mensagem você deixa para nossos leitores?
JOSE CARLOS MOUTINHO - Deixo uma mensagem simples, como simples é a minha pessoa:
Não deixem de ler e apoiar a literatura, sem vós, a nossa mensagem em forma de palavras poéticas, não passará, e sem a literatura, em especial a poesia, o mundo será menos culto e menos sensível aos sentires da alma.
Participe do projeto Divulga Escritor
https://www.facebook.com/DivulgaEscritor
José Carlos Moutinho nasceu no Sobralinho, Vila Franca de Xira, em Junho de 1944.
Com 13 anos partiu para Angola, aonde concluiu os seus estudos secundários.
Em 1973, saiu de Angola, para o Brasil, de onde veio definitivamente para Portugal em 1980. Foi Delegado de Informação Médica. Nos últimos anos, Empresário na área da restauração. Está aposentado. É membro dos “Confrades da poesia”, “Horizontes da Poesia”, “Luso-Poemas”, “Varanda das Estrelícias”, “Academia Virtual Sala dos poetas e escritores”- Brasil
É presença regular em vários locais de tertúlias poéticas:
É membro da ACLAL (Academia de letras e artes plásticas lusófonas)
O seu blog de poemas:
http://
“Não deixem de ler e apoiar a literatura, sem vós, a nossa mensagem em forma de palavras poéticas, não passará, e sem a literatura, em especial a poesia, o mundo será menos culto e menos sensível aos sentires da alma.”
Boa Leitura!
SMC - Escritor José Carlos Moutinho, é um prazer tê-lo conosco no projeto Divulga Escritor, conte-nos quando decidiu publicar seu primeiro livro? O que o motivou a publicação?
JOSE CARLOS MOUTINHO - É com muita satisfação e uma pontinha de orgulho sentir o interesse da parte de ilustre figura do jornalismo, como é o caso de Shirley M.. Cavalcante, por tal facto, os meus agradecimentos e passo a responder: A oportunidade de publicar o meu primeiro livro, surgiu do improvável. Na verdade, nunca me ocorrera, nem vagamente que um dia teria um livro editado. E aconteceu, quase como por brincadeira, com amigos do Facebook, quando eu respondia com versos, especificamente quadras rimadas ao que os outros me enviavam. Aos poucos fui ganhando coragem e atrevendo-me a tornar essa minha poesia pública, através dessa Rede Social. A aprovação por parte dos amigos e, muito especialmente pelos poetas, alguns já consagrados, levaram-me a um incentivo tão profícuo, que me levou corajosamente à edição do meu primeiro livro “Cais da Alma”, que felizmente teve enorme sucesso.
SMC - Quais, escritores, são as suas referências literárias? Por que eles se tornaram uma referência para você?
JOSE CARLOS MOUTINHO - Devo admitir, sem qualquer veleidade de presunção, que jamais me referenciei em alguém para me levar a criar a minha própria e genuína poesia. Obviamente e, muito em especial nos meus tempos de jovem, li bastante e de quem sou admirador, Fernando Pessoa, Luis Vaz de Camões, Florbela Espanca, Manuel Bandeira, na área da poesia. Em prosa, sempre gostei muito de Eça de Queiroz, Alves Redol, Aquilino Ribeiro, Miguel Torga, Camilo Castelo Branco, Ernest Hemingway, Leon Tolstoi, Erich Maria Remark, Érico Veríssimo, Carlos Drummond de Andrade, Jorge Amado.
SMC - Qual o público que você pretende atingir com o seu trabalho? Que mensagem você quer transmitir para as pessoas?
JOSE CARLOS MOUTINHO - Não tenho em mente um público específico para que me leiam. Dirijo a minha escrita para todos, que tenham o gosto pela poesia. Afinal o que eu escrevo, não é para mim. Se o fosse, tudo o que eu criasse, ficaria a amarelecer no fundo de uma gaveta. Quero chegar o mais longe possível. Sendo imodesto e neste caso, assumo-me como tal, gostaria que a minha poesia se eternizasse, para além de mim.
SMC - Conte-nos, quais os principais hobbies do escritor José Carlos Moutinho?
JOSE CARLOS MOUTINHO - Quando havia tempo para se viver, como se o amanhã fosse hoje, frequentava muito o cinema. Sou fã da 7ª arte. Lia muito, porque vivi os meus tempos de passagem da adolescência para a maturidade em Angola e como lá não havia, na época, Televisão, os passatempos eram, praia, cinema, música e leitura.
Actualmente o meu hobby para além da escrita é a fotografia.
SMC - Que temas abordas em seu romance “Angola, do Tejo ao Kwanza”? Em quanto tempo você escreveu este livro?
JOSE CARLOS MOUTINHO - “Angola do Tejo ao Kwanza”, é um pequeno romance, que retrata o mais fielmente possivel, as minhas vivências em Angola, para onde fui viver com 13 anos de idade. Eu senti a necessidade de entrar por caminhos da prosa e, por curiosidade, na tentativa de o conseguir, iniciei a escrita desse livro e como já haviam muitas páginas escritas, decidi não desistir e continuei até terminar. Escrevi-o em 15 dias.
SMC - Você, hoje, tem 3 livros de poesia publicados, “Cais da Alma” “Da inquietude das palavras” e “Cantos da eternidade”, conte-nos, o que diferencia um livro do outro?
JOSE CARLOS MOUTINHO - Respondendo a essa difícil pergunta, apraz-me unicamente dizer o seguinte: “Cais da Alma” o meu primeiro livro de poesia contém a pureza, quase ingénua do meu sentir, aonde se abrigam os momentos mais importantes da minha vida, em carinhosas palavras, abraçadas pela poesia. Os seguintes livros, serão um aperfeiçoamento, que o tempo e a prática me foram dando e ensinando. Digamos que contêm uma poesia mais elaborada, sem contudo deixarem de ter toda a emoção da alma. Referencio o meu último livro “Cantos da eternidade “ que é o ninho aonde se aconchegam poemas de amor, especificamente de amor. Amor sofrido, feliz...enfim Amor.
SMC - Onde podemos comprar os seus livros?
JOSE CARLOS MOUTINHO - Os meus livros encontram-se em algumas livrarias pelo país. Podem ser encontrados online nas Livraria Bertrand e Wook.
Ou pedidos a mim próprio, que os enviarei com todo o gosto, desde que encaminhem o pedido para este meu email:
zemoutinho@hotmail.com
SMC - Quais seus próximos projetos literários? Pretendes publicar novos livros?
JOSE CARLOS MOUTINHO - Tenho em fase de conclusão um romance, que será no fundo a continuidade do “Angola do Tejo ao Kwanza”, que desta vez, contará as minhas vivências por Angola, Brasil e Portugal.
Tenho imensos poemas, que poderiam proporcionar a edição de pelo menos mais 3 livros. Todavia, porque o momento econômico não é propício, ficarão a aguardar melhores oportunidades.
Gostaria muito editar no Brasil, país a que me liga grande afectividade, por lá ter vivido alguns anos e aonde nasceu a minha filha.
SMC - Quais as melhorias que você citaria para o mercado literário em Portugal?
JOSE CARLOS MOUTINHO - Tornar os livros mais acessiveis em termos de preços, maior divulgação dos pequenos e desconhecidos autores portugueses, que perdem em detrimento dos estrangeiros.
SMC - Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor, muito bom conhecer melhor o Escritor José Carlos Moutinho, que mensagem você deixa para nossos leitores?
JOSE CARLOS MOUTINHO - Deixo uma mensagem simples, como simples é a minha pessoa:
Não deixem de ler e apoiar a literatura, sem vós, a nossa mensagem em forma de palavras poéticas, não passará, e sem a literatura, em especial a poesia, o mundo será menos culto e menos sensível aos sentires da alma.
Participe do projeto Divulga Escritor
https://www.facebook.com/
Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC) entrevista escritora Ilda Ruivo
Ilda Ruivo nasceu em Abrantes no distrito de
Santarém, em Portugal.
Foi para Angola, com seus pais, onde passou a
infância e parte da juventude, tendo regressado a Portugal, após o 25 de Abril
de 1974. Recentemente iniciou-se na escrita, pela qual nutre uma grande paixão,
desde os tempos de escola, nas áreas temáticas de poesia e romance. Inspira-se
muitas vezes, na sua vivência em Angola, para escrever, o que lhe vai na alma. Entrou
como co-autora na Antologia Parte I de “Nós Poetas Editamos” já editada, tendo
sido também seleccionada para a Parte II e Parte III, a editar. Escreve poemas
que publica no facebook, tanto na sua página, como noutras e também em blogs.
Alguns desses poemas, são sobre Angola, País que adora e lhe deixa muitas
saudades.
É comentadora da página “Solar de Poetas”.
“Em Portugal existe uma riqueza literária muito
grande que precisa ser mais apoiada e mais divulgada, com mais iniciativas. A
falta desta divulgação e de apoios financeiros leva a que muitas vezes, boa
literatura e bons escritores fiquem pelo caminho…”
Boa Leitura!
SMC - Escritora
Ilda Ruivo é um prazer tê-la conosco no projeto Divulga Escritor, conte-nos,
quando começou a escrever? De onde veio o incentivo para seus escritos?
ILDA RUIVO - Olá Shirley
Cavalcante!
O prazer é todo meu estar
aqui no “Divulga Escritor” com a Shirley. Quero desde já agradecer o convite
para participar neste projecto, a si, mas, também a toda a equipe do Solar de
Poetas, pelas iniciativas que têm, no sentido de apoiarem cada vez mais e
melhor, todos os que, daquele espaço fazem parte. A minha gratidão vai também
para o Poeta José Sepúlveda e Poetisa Helena Santos, por todo o apoio e
incentivo que me deram na realização desta entrevista.
Em relação à sua
pergunta, direi que comecei a ter gosto pela escrita, ainda criança, quando na
escola, os professores mandavam fazer as chamadas “redacções” e achavam que eu
tinha muito jeito, umas vezes “verdades contadas” outras “inventadas” mas na
verdade era sempre chamada a lê-las na aula para os meus colegas. Depois já no
secundário (Liceu) os professores de Português também achavam que eu tinha uma
certa inclinação para a escrita e também para a declamar, por exemplo Camões, Fernando
Pessoa etc… Por isso, a minha iniciação e incentivos passam um pouco por
aí.
SMC - Que temas você aborda em sua escrita?
ILDA
RUIVO - Eu gosto de escrever poesia e romance, estou a escrever um, mas não sei
quando ficará pronto, poesia é o que escrevo mais, abordando qualquer tema
desde o amor, amizade, saudade, tristeza, natureza, ambiente, enfim… muitas
vezes vejo uma notícia ou uma imagem sobre determinado tema e penso: “Isto vai
dar para fazer um poema” ou para um “pensamento”. Mas há uma coisa que eu
pretendo com aquilo que escrevo, que é atingir todas as pessoas, ou seja,
escrevo de uma forma simples e compreensível, de forma que todos entendam as
mensagens que quero transmitir.
SMC - Você passou boa parte da sua infância e adolescência em Angola.
Esta experiência com a África influencia, hoje, em seus escritos? O que mais
lhe inspira a escrever?
ILDA
RUIVO - África está sempre presente em mim. E hoje, já passados trinta e tal
anos, ainda a minha escrita vai sempre “ter” àquela “terra”, àquele “mar”, ao
cheiro a “terra molhada” às “acácias em flor, às “rosas de porcelana”… Tanto
que, por vezes, sinto ter a necessidade de fazer um esforço e desviar os
pensamentos, quando quero fazer outros poemas, não dirigidos a África,
principalmente a Luanda/Angola! Mas tenho muitos, muitos mesmo, que um dia,
quem sabe, publicarei um livro só sobre aquele lindo País, que me deixa muita
saudade!
SMC - Quais, escritores, são as
suas referências literárias? Por que eles se tornaram uma referência para você?
ILDA
RUIVO - As minhas referências literárias vão para vários autores como já
referi, quando andava no Liceu, Camões, Fernando Pessoa, Antero do Quental,
António Aleixo, Eugénio de Andrade etc. Mas também tenho muitas outras como,
Florbela Espanca, Sophia de Melo Breyner, Cecília Meireles, António Gedeão, a
poetisa Angolana que adoro ler, Alda Lara, nas obras como o “Regresso” ou “Mãe
África” etc…
Depois
tenho outras referências de bons autores, na Faculdade na minha licenciatura de
Sociologia do Trabalho e especialização em Recursos Humanos, como por exemplo:
Alvin Toffler – “A Terceira Vaga”, Guy Rocher, Idalberto Chiavenato, Porter,
enfim são tantos… bem como alguns da actualidade como Miguel Sousa Tavares e
muitos outros!
SMC - Qual o público que você pretende atingir com o seu trabalho? Que
mensagem você quer transmitir para as pessoas?
ILDA
RUIVO - Escrevo para o público adulto embora também já tenha alguns poemas de
poesia e contos infantis, embora como disse acima, escrevo de maneira simples
para que todo o publico me possa ler, mas também atingir o publico mais
erudito, como é óbvio.
A
mensagem que eu quero transmitir às pessoas é que lutem pela igualdade e
equidade social, pela justiça e que leiam muito para atingir os seus
objectivos, saberem separar o “trigo” do “joio” porque só assim poderão fazer
as suas escolhas e não serem influenciados por outros!
SMC - De que forma você divulga, hoje, o seu trabalho?
ILDA
RUIVO - Por enquanto só através das redes sociais do facebook e alguns blogs.
Participei na Antologia “Nós Poetas Editamos” Parte I cujo lançamento já se
realizou. No dia 20/7 irá ser o lançamento da parte II onde também participo e
os meus poemas já foram seleccionados para a parte III que também será o
lançamento brevemente.
SMC - Quais seus próximos projetos/objetivos literários? Você pretende
publicar um livro?
ILDA
RUIVO - Os meus projectos são continuar a escrever sempre, esperando que os
meus “escritos” não fiquem na gaveta, nem eu pelo caminho. Como ainda estou a
trabalhar, como funcionária pública, não me sobra muito tempo para me debruçar
sobre a publicação de livros, mas sim, tenho isso em conta como um dos meus
objectivos, quando me aposentar, se não for possível antes. Gosto muito de ler,
de escrever para exercitar o cérebro.
SMC - Quais os principais obstáculos que você encontra para o alcance de
seus objetivos?
Primeiro
factor o “tempo”, no meu caso… mas não só! Em Portugal existe uma riqueza
literária muito grande que precisa ser mais apoiada e mais divulgada, com mais
iniciativas. A falta desta divulgação e de apoios financeiros leva a que muitas
vezes, boa literatura e bons escritores fiquem pelo caminho…
SMC - Quais as melhorias que você citaria para o mercado literário em
Portugal?
ILDA
RUIVO - Que “olhassem” mais para os novos escritores que aparecem, embora
fazendo uma selecção honesta e credível, lhes dessem oportunidades de
publicação, independentemente da sua condição econômica e não dessem só
oportunidades aos já conhecidos ou pertencentes a determinadas “elites”.
SMC - Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista, o projeto Divulga
Escritor agradece sua participação, muito bom conhecer melhor a Escritora Ilda
Ruivo, que mensagem você deixa para nossos leitores?
ILDA
RUIVO - Eu é que agradeço esta oportunidade do projecto Divulga Escritor e foi
para mim um enorme prazer. Felicidades para este projecto e outros que certamente
virão…
Aos
leitores, a mensagem é para que leiam muito, diversos temas, para poderem por
si só, e unicamente, fazer as suas escolhas a todos os níveis da sua vida. E
deixo-lhes uma citação:
“Quantos Homens têm
datado o
início de uma nova era das suas vidas
a partir da leitura de um livro!”
Henry David Thoreau
Adeus Shirley
Continuação de bom trabalho!!!
Participe do projeto Divulga
Escritor
Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC) entrevista
escritora Joana Rodrigues
VAMOS COMEMORAR!
LANÇAMENTO DE LIVRO.
Uma das administradoras do Solar de Poetas,
Joana Rodrigues, lança seu primeiro livro, dia 13 de julho, vamos conhecer um
pouco melhor nossa administradora, e para aqueles que podem, compareçam ao
evento. Todos são convidados!
Joana Silva Ramos
Rodrigues nasceu a 5 de Fevereiro de 1947 nas Minas do Lousal, freguesia de
Azinheira de Barros. Desde 1965 que vive na região de Sintra. A poesia sempre a
acompanhou, as rimas saiam-lhe com facilidade, mas foi recentemente e graças às
novas tecnologias que começou a partilhar os seus pensamentos com o mundo. O
reconhecimento do seu público motivo-a a captar esses pensamentos no seu
primeiro livro “Memórias de Joana”.
O lançamento do
livro será feito no dia 13 de Julho, no Centro de Ciência Viva das Minas do
Lousal, a sua terra Natal. Contará com apresentação do poeta José Sepúlveda.
Em entrevista ao
projeto Divulga Escritor a escritora Joana Rodrigues fala-nos sobre seus
projetos literários, seu gosto pela escrita, o lançamento do seu livro, a todos
desejamos uma boa leitura!
“Seria bom que
dessem mais oportunidades aos escritores que estão em início de carreira e que
querem divulgar as suas obras. Igualmente importante, é também promover o
hábito de leitura, sobretudo entre as gerações mais jovens.”
SMC - Escritora
Joana Rodrigues, para nós é um prazer tê-la conosco no projeto Divulga
Escritor, conte-nos quando começou a ter o gosto pela escrita? O que a motiva a
escrever?
JOANA RODRIGUES:
Obrigado Shirley, é um prazer participar do vosso projeto. O gosto pela escrita
começou cedo, pelos meus vinte anos talvez. Sempre que oferecia flores ou um
presente a alguém, gostava de acompanhar a oferta com um cartão onde fazia um
pequeno verso como dedicatória. Pequenas quadras, rimas, versos sempre fluíram
com facilidade. Comecei a escrever primeiro sobre o quotidiano, sobre as
colegas do trabalho, situações do dia a dia. Mais tarde, durante anos menos
felizes da minha vida, deixei de escrever. Voltei a reencontrar-me com as
palavras escritas mais recentemente, já depois de reformada. Nesta fase da
minha vida, a escrita tornou-se quase uma catarse, uma forma de lidar com as
perdas que fizeram parte deste meu percurso, algumas recentes outras já mais
antigas, mas sempre presentes na memória.
SMC - Que temas
você aborda em sua escrita?
JOANA RODRIGUES:
Como disse, o meu percurso de vida foi, infelizmente, marcado por períodos de
grande dor e tristeza provocada pela perda de entes queridos. Essa dor, que
pesa no peito e na alma, tem sido aliviada através da escrita e serviu de mote
a muitos dos meus poemas. Pode dizer-se quase que escrevo com o coração. No
entanto, por diversas vezes, situações do dia a dia também surgem como fontes
de inspiração. Por esse motivo, pode dizer-se que a minha escrita aborda um
vasto leque de temáticas, não se cigindo a nenhum tema em particular.
SMC - Quais
escritores são as suas principais referências literárias? Por que eles se
tornaram uma referência para você?
JOANA RODRIGUES:
Sempre gostei muito dos sonetos de Antero de Quental, dos poemas de Florbela
Espanca e da obra do incontornável Fernando Pessoa. Talvez me identificasse um
pouco com eles, poetas de alma sofrida.
SMC - Qual o
público que você pretende atingir com o seu trabalho? Que mensagem você quer transmitir
para as pessoas?
JOANA RODRIGUES: A
minha escrita inicialmente era algo de muito pessoal, partilhada apenas com a
família mais próxima. Nos anos recentes, quando voltei a reencontrar a escrita,
descobri também as novas tecnologias e comecei, quase por brincadeira, a
partilhar o que escrevia nas redes sociais. Por isso, nunca tive como objetivo
um público específico ou a transmissão de uma mensagem propriamente dita. No
entanto, dado que grande parte daquilo que escrevo é sobre experiências pessoais,
emoções e sentimentos, as pessoas que lêem os meus poemas acabam por se
identificar, por reconhecer nas minhas palavras sensações, situações por que já
passaram ou estão a passar. A única mensagem que posso tentar passar a essas
pessoas é uma de fé e coragem.
SMC - De que forma
você, hoje, divulga o seu trabalho?
JOANA RODRIGUES: O
meu trabalho era divulgado até agora apenas na internet, via Facebook.
Inicialmente no meu grupo “Memórias de Joana”,https://www.facebook.com/groups/123592614406454/ mais tarde no grupo “Solar de Poetas”. https://www.facebook.com/groups/solardospoetas/ Foi aqui que senti pela primeira vez reconhecimento pela
minha obra, o que me motivou a querer fazer mais e chegar a um público mais
vasto.
SMC - Que temas
você aborda em seu livro “Memórias de Joana”?
JOANA RODRIGUES:
Dado que esta é a minha primeira publicação, seleccionámos alguns dos temas
mais ilustrativos da minha obra. Assim, o livro está dividido em quatro partes:
“Poemas da Terra”, onde falo sobre a terra onde nasci e as suas gentes; “Poemas
de Amor”, onde falo sobre os meus amores; “Poemas da Espiritualidade”, sobre a
minha fé e as minhas crenças e “Poetando”, que reune poemas com uma temática
mais variada e que não se enquadram em nenhuma das outras três categorias.
SMC - Conte-nos
como vai ser o lançamento do seu livro? Como se sente ao ter seu primeiro livro
publicado?
JOANA RODRIGUES: O
lançamento do livro vai ser no dia 13 de julho, no auditório do Centro de
Ciência Viva das Minas do Lousal. Escolhi este a minha terra natal porque
constitui uma grande parte das minhas memórias, de tal modo que tem um capítulo
inteiro que lhe é dedicado. Vai ser uma excelente oportunidade para me
encontrar pessoalmente com poetas com quem falo quase diariamente no Solar e
para rever amigos de infância. Confesso que estou um pouco ansiosa com o
lançamento, é uma novidade para mim. A publicação deste primeiro livro é o
realizar de um sonho.
SMC- Pensa em
publicar novos livros? Quais seus projetos literários?
JOANA RODRIGUES:
Este primeiro livro é apenas uma amostra do vasto número de poemas que tenho
escrito, pelo que material para um segundo livro não falta! Tenho também outro
projecto, uma narrativa mais autobiográfica, que gostaria de publicar um dia.
Talvez em breve, quem sabe.
SMC - Quais as
melhorias que você citaria para o mercado literário em Portugal?
JOANA RODRIGUES:
Seria bom que dessem mais oportunidades aos escritores que estão em início de
carreira e que querem divulgar as suas obras. Igualmente importante, é também
promover o hábito de leitura, sobretudo entre as gerações mais jovens.
SMC - Pois bem,
estamos chegando ao fim da entrevista, o projeto Divulga Escritor agradece a
sua participação, muito bom conhecer melhor a escritora Joana Rodrigues, que
mensagem você deixa para nossos leitores?
JOANA RODRIGUES:
Obrigado Shirley, pelo convite. Aos leitores apenas posso dizer que não
desistam dos vossos sonhos, nunca é tarde demais para os realizar. Este meu
livro “Memórias de Joana” é sem dúvida uma prova disso. Espero que gostem!
Participe do projeto
Divulga Escritor
Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC) entrevista escritora Fátima
Veloso
Maria
de Fátima Borges Veloso nasceu na Póvoa de Varzim, onde sempre residiu.
Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas – Estudos Franceses e Ingleses.
É professora de Língua Portuguesa do Ensino Básico, no segundo ciclo, desde
1986. Trabalha na Escola E.B. 2,3 Cego do Maio onde é também responsável pelas
atividades dinamizadas pelo Clube de Teatro, há doze anos.
A
paixão pelo ensino da língua materna fez despertar desde o início da sua
carreira outra grande paixão: a paixão pela Escrita. Com os alunos, dinamizou
projetos de escrita colaborativa, resultando desse processo, a publicação a
nível de escola, de três pequenas obras: “Mar, Sempre Mar”; “Num País Chamado
«Beiriz» e “Lengalengas, Petas, Letras & Outras Tretas”. Esta última levada
à cena, na rua – no Passeio Alegre, na cidade da Póvoa de Varzim, no Carnaval
de 2010.
É
membro do Varazim Teatro, onde fez algumas formações e do Grupo de Poetas
Poveiros e Amigos da Póvoa com o qual participa em encontros onde diz Poesia.
Participou na Antologia dos Poetas Poveiros e
Amigos da Póvoa.
Em entrevista exclusiva para o projeto Divulga
Escritor, a escritora conta-nos sobre sua trajetória e projetos literários, ela
nos dá algumas dicas que une a arte teatral com a poesia. Vamos acompanhar de
perto um pouco da nossa escritora Fátima Veloso.
SMC - Escritora
Fátima Veloso, para nós é um prazer contar com sua participação no Projeto
Divulga Escritor, você hoje trabalha com teatro, conte-nos, como é feito o
trabalho unindo a arte teatral com a poesia?
Fátima
Veloso - Obrigada, Shirley, para mim é um prazer, uma
honra, poder participar neste projeto.
No
Clube de Teatro que coordeno, os alunos dão vida aos textos de autores
portugueses/estrangeiros ora adaptando-os, ora reproduzindo-os, ora cruzando-os
com textos de outros autores e outras artes (canto, dança, circo, música …,
sendo a Poesia a arte favorita), ora criando os seus próprios textos. O Clube recebe
escritores na escola, dramatiza textos, representa peças de teatro, prepara e
realiza simulações de programas radiofónicos e televisivos, organiza tertúlias
com temáticas relacionadas com o Teatro, a Poesia, Problemáticas e desafios da Escola … tendo como convidados professores
moderadores, poetas , atores amadores e/ou profissionais, locais. Deste modo, sendo
o Teatro, o momento em que as palavras sobem ao Palco e a Poesia, o momento em que as palavras se
desprendem do seu vazio interior para ganharem formas, sentidos, cores,
sabores, sons… gritos de alma , verificamos que ambas as artes trabalham a
“palavra”, lapidando-a, moldando-a, torneando-a, dando-lhe formas, brilhos e
sentidos e que é no palco que ela (a palavra) nos conta emoções… É desta forma,
a meu ver, que as duas artes se entrosam, se comprometem, se unem, subindo ao
palco para serem ouvidas, sentidas e… aplaudidas. O Teatro e a Poesia são artes
da palavra.
SMC - Estou
curiosa, do que precisamos para realizar um evento unindo o teatro e a poesia.
Hoje qualquer poeta pode se programar para realização deste tipo de
evento? O que fazer para realizar um
evento deste tipo? Nos dê algumas dicas.
Fátima
Veloso - Precisamos de um programa, cujo alinhamento de
intervenções, leitura/dramatizações de textos, animação teatral/musical e/ou de
canto tenha uma sequência lógica.
Podemos surpreender o público, com uma
dramatização/breve representação teatral,
antes de se iniciar as intervenções dos elementos da mesa de honra. Um
ou vários atores/diseurs colocados em sítios dispersos, na plateia, dirão um
texto em torno da Palavra, da Poesia… ou simplesmente um poema do poeta a
apresentar (ou de um outro poeta qualquer). Ou apenas surgir/surgirem sem
ninguém contar, entrando na sala declamando, interagindo com o público e com os
elementos da mesa. Cria-se assim uma excelente expectativa em relação ao
momento que vai decorrer.
Há poemas que resultam bem se forem dramatizados :
aqueles que se aproximam de um monólogo ou que contêm diálogos ou cujo tema é
abordado com ironia, revolta, inconformismo…
Alguns poemas que escrevo têm uma vertente pedagógica.
Nestes, os “atores-diseurs” recorrem a adereços e à interação uns com os outros,
para dizerem os poemas. É tudo uma questão de criatividade.
SMC - Quando
começou seu gosto pela escrita? Que temas você aborda, hoje, em seu trabalho
como escritora?
Fátima
Veloso - A leitura e a escrita sempre me fascinaram, mas só
aos 16 anos é que resolvi transpor para o papel as minhas emoções. Escrevi 70
poemas de Amor e Desilusão, num caderno A4 que acabei por perder. Desiludida
com esta perda, desisti de escrever.
Contudo, a paixão pelo ensino da língua materna e os
projetos de escrita que desenvolvi com os alunos, despertaram de novo aquele
prazer de escrever que há tanto tempo estava adormecido. Por volta dos 33 anos,
voltou aquela necessidade de exprimir novamente as minhas emoções através da
Poesia. Desde então até há um ano atrás, a minha Poesia foi uma longa conversa
com a gaveta.
O
Grupo de Poetas Poveiros e Amigos da Póvoa de que faço parte, após ter tido
conhecimento dos meus escritos, incentivou-me e apoiou-me na sua publicação. O
livro foi apresentado pela primeira vez, no dia 19 de maio de 2012, no Diana
Bar, na Póvoa de Varzim.
No
livro
“Para além do Azul “, são várias as temáticas abordadas. Estas
oscilam entre a solidão, a saudade, o sentido de perda e de partida, a exaltação
dos sentidos, Deus, o Mar, a Paisagem, o cosmos no seu esplendor, a sede de
infinito, a elevação do Amor, Fantasia, o meu país…
SMC - Você
trabalha com projetos em escolas como é feito este trabalho?
Fátima
Veloso - Tenho um projeto de teatro há 15 anos: o Clube de
Teatro “O Inventão”. Participei na Mostra de Teatro Escolar, na Póvoa de
Varzim, em 2005 com a peça “Vem aí o Circo da Lua” e nesse ano animamos a Feira
do Livro, em agosto, na rua, também com esta peça (adaptada do conto “O circo
da Lua”, de André Gago). Esta Mostra
decorre todos os anos na primeira semana de abril. Em abril de 2014,
estaremos de novo na ribalta com uma nova peça.
Com este projeto, animamos a escola em vários
momentos do ano letivo para alunos, professores e também encarregados de
educação.
O clube também participa em eventos de Poesia fora
da escola, quando é convidado.
SMC - Fale-nos
um pouco sobre seu livro "Para
além do Azul". Que
mensagem você quer transmitir para as pessoas através do seu livro?
Fátima Veloso - No livro “Para além do Azul “ , as palavras movem-se,
flutuam, segredam… desabafam… nas várias temáticas abordadas. O sujeito poético
é um “eu” suspenso que “poetiza” o mundo que o rodeia.
A
obra tem uma estrutura própria: entre o 1º e o último poema desenrolam-se
desabafos e estados de alma. Estes dois poemas têm a mesma estrutura mas sentidos
diferentes; sendo que o 1º poema refere o nosso mundo debaixo deste azul como
um mundo de contrastes (Bem /Mal; Dor/Prazer…) Enquanto que o último termina com uma esperança… como se
uma vontade surgisse ao poeta de se abrir ao novo… ao caminho da luz…onde a
felicidade afinal é possível… Em todos os poemas se fala do Azul.
Debaixo
deste céu azul, que é o nosso mundo terreno, tenho a matéria prima para
escrever porque é aqui que tudo acontece: momentos felizes, menos felizes,
desilusões … Para além deste Azul, fica
o meu espaço psicológico, aquele onde eu encontro a Paz e a inspiração para
escrever, para criar, para refletir… para sonhar… É “Para além deste Azul” que
eu encontro as legendas – as palavras- para as imagens e emoções que vivencio debaixo
deste céu que é meu e de todos os que me rodeiam…
Com este
livro pretendo levar as minhas emoções e o meu fascínio pela palavra a todos
quantos me leem e me ouvem. Todos usamos as palavras para comunicar (e mais do
que nunca é necessário quebrar silêncios).
Através
dos meus poemas, pretendo mostrar que as palavras dizem coisas, contam segredos… provocam-nos; incendeiam-nos,
comovem-nos…, informam-nos… despertam-nos emoções … aprisionam-nos nas suas
teias de sentidos, enfeitiçam-nos, entranham-se nos nossos ouvidos, na nossa
pele, na nossa alma e uma vez dentro de nós, exercem toda a sua magia e
encantamento… As palavras estão vivas … e sabemos que nem todas são bonitas… há
palavras que nos magoam, que nos doem … mas todas elas “bonitas e feias” exigem a nossa atenção… exigem-nos reflexão, respostas… ações…
E
porque somos um país que escreve, eu pretendo que as minhas palavras de alguma
forma contribuam para um mundo melhor.
SMC – Escritora
Fátima Veloso, pensas em publicar um novo livro? Fale um pouco sobre seus
próximos projetos literários.
Fátima
Veloso - Gostaria imensamente de publicar um novo livro,
sim, Shirley. Este foi o primeiro livro publicado (há um ano); recentemente participei na Antologia dos Poetas Poveiros e
Amigos da Póvoa e continuo a escrever. Quem sabe um novo rebento literário, surja,
novamente, sob as luzes da ribalta.
SMC - De
que forma você divulga, hoje, o seu trabalho?
Fátima
Veloso - Divulgo, apenas e simplesmente, em duas páginas do
facebook:
e nas apresentações públicas faço, incluindo feiras
do livro, escolas, entre familiares, amigos…
SMC - Onde
podemos comprar o seu livro?
Fátima
Veloso - Na livraria Locus, na Póvoa de Varzim e através dos
seguintes endereços:
fatimaveloso@sapo.pt
SMC - Quais
as melhorias que você citaria para o mercado literário em Portugal?
Fátima
Veloso - São publicados diariamente 40 novos livros, em
Portugal. Com tantos novos autores, o mercado fica sufocado. É, por isso, quase
impossível, um autor desconhecido singrar num espaço tão exíguo.
Contudo, uma das características mais importantes
em qualquer autor que esteja a iniciar a sua carreira deve de ser a
perseverança, insistir sempre, e acreditar na liberalização (clandestina) do
mercado livreiro, naquelas pequenas editoras independentes, que continuam a
apostar em novos autores, fugindo descaradamente à regra cardinal da mera
comercialização. A melhoria essencial que posso apontar para este mercado, é a de deixar estes editores proliferarem,
deixá-los em paz a fazer o seu bom trabalho, para que assim, também os autores se
possam sentir seguros fazendo o deles.
SMC - Pois
bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação no
projeto Divulga Escritor, muito bom conhecer melhor a Escritora Fátima Veloso,
que mensagem você deixa para nossos leitores?
Fátima
Veloso - Obrigada mais uma vez, Shirley, pela oportunidade
que me foi dada em participar neste projeto.
Aos leitores direi que leiam. Deixem-se envolver no
encantamento das palavras e seus sentidos, dos autores consagrados e menos
consagrados do nosso país e dos países de expressão de língua portuguesa. Um
país que lê, é um país que não esquece as suas raízes, a sua identidade. É um
país informado que usa a palavra como arma na procura da justiça, da liberdade, do desenvolvimento... da sua felicidade.
Participe do projeto Divulga Escritor
Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC) entrevista
escritor Carlos Bondoso
Escritor Carlos Fernando Bondoso, nasceu em Moimenta da Beira, uma linda vila de Portugal.
Acompanhou seus pais na sua ida para África, mais
propriamente S.Tomé e Príncipe, tinha três anos de idade. Permaneceu naquele
continente vinte e seis anos, que lhe marcaram profundamente e foi aí que
começou a ter o gosto pela escrita quando ainda estudante no único liceu
existente D.João II. Foram marcantes esses tempos para o autor que fez
amizades das quais nunca se distanciou pois mantem contactos permanentes com
esses seus amigos e isso para o autor é de uma riqueza imensurável.
Presentemente mora na cidade do Montijo e sou
agente comercial.
|
SMC - Escritor
Carlos Bondoso é uma honra tê-lo conosco no projeto Divulga Escritor, conte-nos
como começou seu gosto pela escrita? Como foi o caminho percorrido até a
publicação do seu primeiro livro, soube que você perdeu alguns de seus
escritos, como foi que aconteceu?
CARLOS
BONDOSO - O meu gosto
pela escrita começou, nos meus tempos de estudante no liceu. Foi ai que comecei
a fazer as minhas primeiras redações e poemas que por vezes até eram lidas em
voz alta para a turma como referenciada pelo próprio professor.
Tudo foi guardado assim como os
meus livros mais preciosos quase todos eles de grandes escritores russos.
Entretanto depois de ter cumprido
serviço militar,fui para Luanda-Angola,onde trabalhei numa empresa de
importação de automóveis.
Os meus pais resolveram regressar
a Portugal e com eles vieram todos os meus escritos de quando era estudante
assim como todos os meus livros. Azar... essa mala desapareceu no porto de
Lisboa.
Estive em Angola cinco anos e
nesse período nunca mais escrevi.
Regressei a Portugal e mais
propriamente à quatro anos recomecei a escrever.
SMC - Quais
são as suas referências literárias? Que autores influenciaram em sua formação
como escritor?
CARLOS
BONDOSO - As minhas
grandes referências literárias são os grandes escritores russos que nessa
altura me influenciaram a ter o gosto pela literatura, nomeadamente Máximo
Gorki, Nicolay Godol com a sua obra prima “almas mortas” Fiodor Dostoievski com
o “Idiota” “irmãos caramazov” Leão Tolstoi com “guerra e paz” e Anton Tchekhov
um grande contista.
Os poetas de referência são
Fernando Pessoa,Mário Quintana, Miguel Torga e ainda os clássicos Antero de
Quental,Cesário Verde entre outros.
SMC - Fale-nos
um pouco sobre seus livros "Sombras que Falam" e "cor
Púrpura" O que diferencia um do outro? Para quem você indica a leitura de
seus livros?
CARLOS
BONDOSO - O meu
primeiro livro ”sombras que falam” foi escrito baseado na minha vivência em
África
.Quase todos os poemas revelam o
encanto que tenho por aquela gente e beleza daquelas ilhas no meio do mundo.
O segundo “cor púrpura” também
publicado em 2012, é um livro de poemas de amor de inquietude e de alguma
intervenção.Passo a citar algumas palavras do prefaciador do livro Dr.João
Saltão professor universitário.
“A discrição intrínseca de
atmosferas gris que emergem da solidão e do abandono,estão retratadas
magistralmente neste conjunto de poemas, através da doçura paradoxalmente crua
do dizer do autor, fazendo desta dicotomia entre o aprazivelmente belo e o
desencanto do abandono, a força perturbadora deste livro.”
Indico a leitura dos meus livros
a todos os amantes de poesia e mesmo àqueles que não apreciam.
SMC - Escritor
Carlos Bondoso, estou sabendo que vem ai um terceiro livro, já temos um título
para o livro? que temas você vai abordar no livro através de suas poesias?
Quais são seus próximos projetos literários?
CARLOS
BONDOSO - Já tenho
um terceiro livro pronto a ser editado em Outubro deste ano que tem por título “a
outra face do verso” é mais um livro de poesia, com poemas de amor de denúncia
e dos sentidos. Estou também a escrever um romance que espero publicar em 2014.
SMC - Onde
podemos comprar os seus livros?.
CARLOS
BONDOSO - Os meus
livros podem ser adquiridos nas livrarias da “chiado editora”,fnac e ainda em
todas as livrarias do país que tenha parceria com a editora “chiado editora”
O meu e-mail é:carlosbondosofernando@gmail.com
SMC - De
que forma você, hoje, divulga seu trabalho?
CARLOS
BONDOSO - Através
do Facebook, de algumas revistas literárias para as quais escrevo, assim como,
para “as flores do mal” para a “chama folhas poéticas” para os” confrades da
poesia” para o boletim informativo e cultural da “Associação Portuguesa de
Poetas” da qual eu sou vice presidente da delegação da zona sul do tejo.
SMC - Quem
é o Carlos Bondoso? O que você gosta de fazer nos dias livres?
CARLOS
BONDOSO - Sou um
homem normal que gosta muito de viver, de falar com os amigos, olhar o mar e
receber aquele tempero do sal.
Tornei-me escravo das palavras e
dificilmente vou serenar.
SMC - Quais
as melhorias que você citaria para o mercado literário em Portugal?
CARLOS
BONDOSO - Às
editoras recomendava uma melhor divulgação dos novos escritores pois há gente a
escrever muito bem.
SMC - Pois
bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação, muito
bom conhecer melhor o Escritor Carlos Bondoso, que mensagem você deixa para
nossos leitores?
CARLOS
BONDOSO - O meu
muito obrigado e para nunca deixem de ler porque ler é saber!
Participe do projeto Divulga Escritor
Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC)
entrevista escritora Maria Mamede
¬
Nasceu em 1947, na aldeia (hoje cidade) de S. Mamede de Infesta.
É membro da Associação Portuguesa de Escritores (APE), desde 1984, onde
teve como Padrinhos os Escritores Egipto Gonçalves e Nelson Ferraz.
Criou e participa em várias tertúlias poéticas e tem obra dispersa por
revistas e jornais, incluindo Jornais Virtuais e Sites de Poesia nacionais e
estrangeiros e ainda, por alguns Blogs Nacionais e Internacionais.
Com mais de 12 livros publicados, a escritora Maria Mamede, em
entrevista exclusiva para o projeto Divulga Escritor, conta-nos sobre sua
carreira literária, alguns de seus livros e nos dá algumas dicas.
“Penso que uma das soluções possíveis será a proporcionada por este seu
projeto, este intercâmbio, que poderá crescer e estender-se a outros Países de
Língua Portuguesa, dando a conhecer seus Escritores/as, bem como criando meios
para que os livros cheguem a todos, a preços mais acessíveis."
Boa Leitura!
SMC - Maria do Céu Silva Fernandes, hoje, escritora Maria Mamede, é um
prazer para nós tê-la conosco no projeto Divulga Escritor, conte-nos porque
“Maria Mamede”?
MARIA MAMEDE - Olá Shirley; antes de mais quero agradecer-lhe o convite
para esta conversa, agradecimento esse que se estende ao Poeta José Sepúlveda,
pois foi através dele que pude conhecê-la e conhecer o Projeto Divulga
Escritor, que considero de grande valia para Autores deste e do outro lado do
Atlântico, que nos separa e nos une. Muito Obrigada por isso! Escolhi este
pseudônimo MARIA MAMEDE, pelo afecto que nutro pela minha terra natal, S.
Mamede de Infesta.
SMC - Escritora Maria Mamede, quando iniciou seu gosto pela escrita?
MARIA MAMEDE - Foi acontecendo. Já em muito pequena tentava inventar uns
versinhos, para os dizer de cor, porque ainda não sabia escrever; contudo posso
afirmar que escrever poesia, embora coisinhas simples , pueris, começou por
volta dos 13/14 anos.
SMC - Quando você publicou seu primeiro livro já tinha planos para
escrever outros? Como vem sendo planejada sua carreira literária?
MARIA MAMEDE - O meu primeiro livro foi publicado somente em 1977 e o
segundo em 1978 e ambos foram edições de autor. Antes disso houve algumas,
poucas, publicações em jornais regionais. Ao publicar estes dois livros, era
minha intenção ter a possibilidade de vir a ser aceite na Associação Portuguesa
de Escritores, o que veio a acontecer em 1984.
Não posso dizer que a minha carreira literária tenha tido, ao longo do
tempo, algum plano especial. Apenas procurei “crescer” literariamente, lendo
muito e escrevendo muito, nunca ficando satisfeita com o trababalho realizado e
tentando sempre ir, ir mais além, experimentando novos desafios poéticos; e por
falar em desafios posso dar como exemplo, o repto que um dia me foi lançado por
um Amigo. Esse Amigo tinha feito o serviço militar em Timor, terra pela qual
ficou apaixonado. Anos depois escreveu uma história de amor passada naquela
Ilha e pediu-me para fazer dessa história o “libretto” de uma Ópera… fi-lo e o
resultado foi uma alegria imensa!
SMC - Quais são as suas referências literárias? Que autores
influenciaram em sua formação como escritora?
MARIA MAMEDE - De algum modo, todos os livros que li e leio, sejam eles
de prosa ou de poesia, ou mesmo de teatro, todos deixam em mim algo: - a beleza
de uma imagem poética, de uma paisagem, ou o som especial de alguma palavra,
que mais tarde se podem vir a transformar nalgum poema. Dos poetas, homens e
mulheres de maior importância na minha vida, escolho - Florbela Espanca,
Augusto Gil, António Aleixo, António Nobre, António Gedeão, Pedro Homem de
Melo, Miguel Torga, mais tarde Cesário Verde, Casimiro de Abreu, Vinícius de
Morais, Fernando Pessoa, Eugênio de Andrade, Cecília Meireles e tantos, tantos
outros, maiores ou menores estrelas do céu da Poesia da minha língua Mãe, e
alguns/algumas mais, doutras línguas, das poucas que sei, que continuam, cada
vez que os/as leio, a surpreender-me, a afagar-me, a inspirar-me e a
incentivar-me.
SMC - Conte-nos qual seu objetivo ao publicar o livro “ E por falar em
olhos”? Que mensagem você leva através desta maravilhosa obra literária?
MARIA MAMEDE - Este livro foi outro desafio; depois de ter lido o livro
“DIBAXU”, do Poeta Argentino Juan Gelman, publicado pelo Amigo e Editor, Jorge
Castelo Branco, em três línguas, sefardita, castelhano e português, o mesmo
desafiou-me a escrever um livro naquele género, onde, com um mínimo de palavras
se faz um poema inteiro, completo de ideias e de sentido. Foi um livro
extremamente burilado, mas cujo resultado me deu um imenso prazer.
SMC - Tem um livro que você publicou recentemente chamado
“Sensualidades” este livro é indicado para que público? Quais os temas que você
aborda nesta obra? O título é muito sensual.
MARIA MAMEDE - Acho que este meu livro “SENSUALIDADES” é, a exemplo de
todos os outros, um livro de poemas de Amor. Nele não há erotismo, somente uma
doce sensualidade que a vida me foi oferecendo, e que por esse motivo poderá
ser lido por jovens e menos jovens, sem qualquer problema e com algum deleite,
espero!
SMC - Escritora Maria Mamede, vimos que você já tem um áudio livro “ Por
Amor as Palavras” Como foi a publicação deste áudio livro? você o tem impresso?
Já tem novos projetos para publicações em áudio livro?
MARIA MAMEDE - O livro “POR AMOR ÀS PALAVRAS” faz parte duma colecção,
em que várias poetisas escrevem e também dizem a sua poesia. Assim, a obra é
composta por um livro impresso, onde vai incluído um CD, com os mesmos poemas
ditos pela autora, sobre fundo musical. Para já não tenho outros projectos do
género, embora tenha sido uma experiência que me deu enorme prazer e que
gostaria de repetir.
SMC - Onde podemos comprar os seus livros?
MARIA MAMEDE - Os livros estão à venda numa livraria da Cidade do Porto,
UNICEPE-Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, CRL. –www.unicepe.pt/ e
pode ser comprado online na Editora EDIUM, tal como todos os anteriores.
Somente o “SENSUALIDADES” poderá ser encomendado à VERSBRAVA Editora ou
adquirido na mesma livraria.
SMC - Que dica você daria para as pessoas que estão iniciando carreira
como escritor?
MARIA MAMEDE - A mesma que Pedro Homem de Melo me deu um dia, era eu
muito jovem… “leiam muito e escrevam muito”!
SMC - Quais as melhorias que você citaria para o mercado literário em
Portugal?
MARIA MAMEDE - Penso que uma das soluções possíveis será a proporcionada
por este seu projeto, este intercâmbio, que poderá crescer e estender-se a
outros Países de Língua Portuguesa, dando a conhecer seus Escritores/as, bem
como criando meios para que os livros cheguem a todos, a preços mais acessíveis.
Sei contudo, que o futuro está nos livros digitais; esses sim serão a solução
verdadeiramente mais económica. Mesmo assim, e apesar das novas tecnologias,
que admiro e uso, quanto a mim nada se compara ao livro impresso, que se
compra, se cheira e abraça, se oferece a pretexto de tudo e de nada, e traz
consigo a magia e a força das palavras dos autores/as, que são alimento para a
alma.
SMC - Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua
participação, muito bom conhecer melhor a Escritora Maria Mamede, que mensagem
você deixa para nossos leitores?
MARIA MAMEDE - Eu é que tenho um oceano de agradecimentos para lhe fazer
Shirley, pela sua delicadeza e pela beleza desse projecto. Quanto aos leitores,
o meu conselho é que leiam, leiam muito, poesia ou prosa, porque, ler faz
crescer o Sonho e como dizia Pessoa: - “Sonhar é preciso!”
Participe do Projeto Divulga Escritor
Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC) entrevista escritor
Francisco
Mellão Laraya - Tito
O Escritor Francisco Mellão Laraya, conhecido
como Tito, mora em São Paulo, nasceu com
100% de surdes no ouvido direito e 70% de surdes no esquerdo, graças a uma
cirurgia aos 14 anos, recuperou a audição só do ouvido esquerdo, é apaixonado
pela leitura. Quando começou a escutar iniciou o curso de violão clássico no
Conservatório Beethoven, aonde se formou, fez pós em interpretação no
Mozarteum, Direito na USP no Largo São Francisco, especialização em Mercado de
Capitais na Pace university. Fez a faculdade de direito por que queria ser
escritor, mas é muito difícil se manter como tal, só depois de mais velho é que
assumiu o gosto pelo dom. Livros editados: Textos Barrocos, Exames, Tito e o pé
de Sonho, A Descoberta: O não tempo, O Grão de Areia.
SMC - Escritor Francisco, é um prazer tê-lo
conosco, como começou seu gosto pela
escrita?
Francisco Mellão Laraya – Tito - Primeiro gostava de contar estórias, desde pequeno, minha mãe guardava
consigo, depois me entregou, as estórias que aos 2 anos contava a ela, sempre
tinham um fundo moral. No primário ganhei um prêmio do Governo do Estado de São
Paulo de redação, era a melhor daquele ano, aí a gostar de me exprimir
escrevendo, esta paixão tomou conta de mim no início do colegial. Quando
escolhi a faculdade, tinha que ser a de Direito do Largo São Francisco, berço
de escritores, poetas, etc... Não queria ser advogado, queria ser escritor.
Este sonho, abandonei por anos, só com a maturidade, fazendo uma limpeza no meu
passado que me auto descobri, aí me reinventei.
SMC - O que mais lhe inspira a escrever?
Tito - O quotidiano, meu escrever é o rito do
eterno desabafo, por que meu papel não chora, não me repreende, apenas
compreende, conto e choro a ele as minhas coisas mais íntimas, e ele vai
clamando a cada espaço em branco por mais palavras, vou escrevendo o que falta,
ora fácil, às vezes aos trambolhões, como o meu pensar, o meu sentir.
SMC - Quais são as suas referências literárias?
Que autores influenciaram em sua formação como escritor?
Tito - Nasci surdo, meus amigos eram os livros,
achava, desde cedo, bonita a palavra escrita, lia tudo o que me vinha na mão,
minhas avós também eram apaixonadas pela leitura, e meu pai também, de modo que
tinha uma coleção de clássicos para ler, e era ali que eu deliciava o meu
intelecto. Aos 15 comecei, graças a uma cirurgia a escutar, aí sinto vontade de
transmitir meu mundo, e a forma, palavras escritas. A sinceridade e forma de escrever de Fernando
Pessoa, muito me influenciou, achava ele o máximo, e se tem alguém que me levou
a escrever da forma com que faço: foi ele. Também me influenciou o romance do
Drácula e sua escrita impressionista, bem como Simon Tigel no Jornal de Um
amante, e esta é a minha forma, escritor impressionista, aonde precisa de uma
cor, eu ponho a que completa e o leitor que imagine.
SMC - O livro “Tito e o Pé de Sonho” e “Exames” foi publicado em Portugal, o que
diferencia um livro do outro?
Tito - Enquanto Tito e o pé de sonhos, conta um
mundo meu, e com queria que ele fosse, Exames, de uma certa forma é meu auto
retrato, conto a estória de um amor, para falar de mim, para me definir e me
explicar como ser humano, já o primeiro é um grito de liberdade de atenção
sobre o mundo como está.
SMC - Quais seus novos projetos literários? Vem
novos livros?
Tito - Tenho , em Portugal, o lançamento de uma
antologia, Palavras de Cristal, os meus textos são sobre espelhos, depois este
ano ainda A Descoberta: O não tempo, a descoberta da divindade nas pequenas
coisas da vida. Duas Antologias na Itália, uma fala de Amor, e a outra uma
recontagem de contos de fada.
SMC - Uma curiosidade, porque Tito, podemos dizer
que este é seu nome artístico?
Tito - Tito, é o meu apelido, trago ele desde a mais tenra idade, as pessoas me conhecem mais por Tito. Cheguei,
um dia escrever, em um poema que queria ser apenas um Tito de quatro letras e
só.
SMC - Tito como foi publicado o seu primeiro
livro? Quais as dificuldades para
conseguir publicar sua primeira obra?
Tito - A publicação foi fácil, havia alguns textos auto biográficos, artigos,
e um trabalho de forma resumida sobre o mais controvertido julgamento da
história, o Julgamento de Jesus, este livro teve até artigo falando sobre ele
em jornal, havia um texto que chamava atenção dos evangelhos apócrifos e como
foram escolhidos os 4 bíblicos,o motivo para tanto furor, foi o mesmo para
retirarem ele de circulação, aí, apesar de brasileiro, me voltei para Portugal
e Comunidade Européia.
SMC - Onde podemos comprar os seus livros?.
Tito - No site da Wooks,e da Bertrand, em Portugal
se acha para vender, são vendidos on line e são entregues pelo correio na casa
de quem comprar. Meu e-mail é larayaescritor@hotmail.com
SMC - Que dica você dar as pessoas que estão
iniciando carreira como escritor?
Tito - Ler muito para ter assunto e se encontrar como escritor, e escrever
muito, para ter uma maior empatia com o escrever, no começo é difícil , depois
flui.
SMC - Quais as melhorias que você citaria para o
mercado literário no Brasil?
Tito - Eu gostaria que houvesse um incentivo maior a popularização da cultura,
mais livros sendo entregues em bibliotecas, o saber é universal, não pode ser
sempre poder de uma elite. Um povo mais culto, é um povo mais consciente e mais
difícil de ser dominado por inescrupulosos.
SMC - Pois bem, estamos chegando ao fim da
entrevista, agradecemos sua participação, muito bom conhecer melhor o Escritor
Francisco Mellão Laraya (Tito), que mensagem você deixa para nossos leitores?
Tito - Eu vou deixar como mensagem, a minha maneira
de pensar, “A literatura tem cunho social e moral, é assim que ela se justifica
como arte”!.
Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC) entrevista escritor Antonio
Carlos Santos
Antônio
Carlos Santos nasceu em Angola em 1964, tento vindo para Viana do Castelo/
Meadela em 1974, em Portugal. Frequentou a Escola de Santa Maria Maior (antigo
Liceu ) onde teve uma participação ativa na Associação de Estudantes e em
diversos eventos escolares. Realizou programas radiofónicos em várias rádios
locais. Em entrevista exclusiva para o projeto Divulga Escritor o escritor
Antônio Carlos conta-nos um pouco sobre sua trajetória literária, seus novos
projetos, nos fala de algumas melhorias para o mercado literário em Portugal.
“Pretendo chegar ao publico erudito, como é
obvio, mas fazer também chegar a poesia às pessoas que não tenham ainda
despertado para a poesia ou seja apresentá-la de forma a “democratizá-la” ao
máximo.”
Boa Leitura!
SMC - Escritor Antonio
Carlos para nós é uma honra tê-lo conosco no Projeto Divulga Escritor. Vamos
começar com uma pergunta que não pode deixar de ser feita, como começou seu gosto
pela escrita?
Antônio Carlos - A honra é toda
minha Shirley, sendo que é um prazer para mim participar neste projecto. O meu
gosto pela escrita vem desde os 17 anos, quando ainda andava no Liceu com as
primeiras paixões Cheguei nessa altura a publicar três cadernos de poesia numa
pequena edição de autor, mas desde lá tenho escrito sempre para “a gaveta” como
de um processo de catarse se tratasse.
SMC - Quais são as suas
referências literárias? Que autores influenciaram em sua formação como
escritor?
Antônio Carlos - Desde
já os clássicos como Fernando Pessoa ou Florbela Espanca ou Shophia de Melo
Breyner, mas tambem poetas da
actualidade como Joaquim Pessoa.
SMC - Você já trabalhou
com teatro, chegando a colaborar na
fundação do grupo de Teatro Universitário, na Universidade do Minho, qual sua
relação com o Teatro? hoje você ainda tem algum projeto voltado para o Teatro?
Em que projetos participas atualmente?
Antônio Carlos - Sempre fui muito participativo em actividades
paralelas à minha profissão, que não tem absolutamente nada haver com as
escritas, pois sou responsável comercial numa pequena cadeia de supermercados
Reginal. Desde a minha altura de estudante no Liceu que organizei as festas de
fim de ano e Natal em que a componente teatro estava lá. Quando fui para a
universidade constatei na altura que a falta de um grupo de Teatro era uma
realidade, e dai ter ajudado a criar esta valência na universidade. Também fiz
rádio em várias emissoras em que o Teatro esteve sempre presente (neste caso teatro
radiofónico claro). Actualmente devido à minha ocupação profissional tenho
estado afastado desta actividade.
SMC - Qual o público que
você pretende atingir com o seu trabalho?
Antônio Carlos - Pretendo
chegar ao publico erudito, como é obvio, mas fazer também chegar a poesia às
pessoas que não tenham ainda despertado para a poesia ou seja apresentá-la de
forma a “democratizá-la” ao máximo.
SMC - O lançamento de
seu livro “Versos de Mel & Fel” esta sendo um sucesso, que temas você
aborda através de seus poemas publicados nesta obra?
Antônio Carlos - Nesta obra é abordado o amor e o desamor, e é
uma viagem pelos afectos numa abordagem do que eles nos deixam de positivo e
negativo.
SMC - Quais são seus novos projetos literários? Conte-nos vem
livro novo nos próximos dias?
Antônio Carlos - Agora vamos saborear o nascimento deste filho literário, depois espero coordenar
a edição de uma Antologia de poetas de Viana do Castelo, ou seja reunir num livro vários poetas aqui da
minha cidade.
SMC - Onde podemos
comprar o seu livro?
Antônio Carlos - O livro “Versos de Mel & Fel” estará
disponivel nas livrarias aonde a editora conseguir colocar e on line também. Para
começar pode ser pedido para compras@versbrava.pt e dentro de um mês haverá uma edição em
ebook.
SMC - Escritor Antonio
Carlos, que dica você dar para as pessoas que estão iniciando carreira como
escritor?
Antônio Carlos - Seria presunçoso da minha parte, dar
indicações para quem vai iniciar, pois eu próprio não tenho uma carreira como
escritor e nem considero a escrita como tal. Como em tudo o segredo estará
eventualmente na paixão e no sonho e posteriormente na luta.
SMC - Quais as melhorias
que você citaria para o mercado literário em Portugal?
Antônio Carlos - O mercado português é pequeno, mas de uma
grande riqueza literária. O único senão é ser dominado por dois grandes grupos
editoriais que concentram várias editoras e inclusivamente o próprio sector
livreiro em termos de locais de venda tambem está concentrado em grandes grupos
o que obsta o aparecimento de novos valores mas em contrapartida as novas
tecnologias permitem uma divulgação mais aprofundada de novos valores através
de novos projetos editoriais.
SMC - Pois bem, estamos
chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação, muito bom conhecer
melhor o Escritor Antônio Carlos Santos , que mensagem você deixa para nossos leitores?
Antônio Carlos - Leitura de autores que escrevam em Língua
Portuguesa ou seja dos paises pertencentes aos PALOPs aonde se encontram
grandes valores da literatura Universal por forma a que a cultura destes povos
se democratize e permita o seu desenvolvimento e só assim o peso de uma folha
ao vento se fará sentir apesar do assomo das ondas do mar…
Participe do Projeto
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Querida escritora Bernadina Pinto,
administradora do Solar de Poetas.
Com muito carinho publicamos entrevista EXTRA, em comemoração ao dia do seu aniversário, dando a todos a oportunidade de poder acompanhar melhor sua trajetória literária, suas dicas, um pouquinho mais da sua forma de pensar, tão bem já a expressas através de seus maravilhosos escritos.
Parabéns pra você nesta data querida, muita felicidades, muitos anos de vida!
Feliz Aniversário!
Jornalista Shirley M. Cavalcante
(SMC) entrevista escritora Bernardina Pinto

Bernardina
Maria Fragoso Borrecho Pinto, conhecida como Bernardina Pinto, nasceu em Benavente
- Portugal. Desde cedo, foi para o Alentejo, em Benavila, numa freguesia do Concelho de
Avis concluiu o Ensino Básico.
Em Lisboa concluiu o Curso Superior de
Serviço Social. Trabalhou em vários locais, mas, há cerca de oito anos trabalha
no Munícipio de Avis, como Técnica Superior de Serviço Social.
Casada, tem um filho e reside numa linda
freguesia do Concelho de Avis-Stº António do Alcórrego em Portugal.
Desde
a juventude que faz poemas como forma de exprimir os seus sentimentos.
Em Dezembro de 2011 publicou seu
primeiro livro " Sorrisos da minha Poesia".
Em entrevista a escritora Bernardina
Pinto, conta-nos sobre sua trajetória literária, fala de suas atividades
profissionais e nos dá dicas de melhorias para o mercado literário em Portugal.
Boa Leitura!
SMC
- Escritora Bernardina Pinto para nós é um prazer tê-la conosco no Projeto
Divulga Escritor. Conte-nos quando você começou a escrever? Em que momento
decidiu publicar seu primeiro livro?
Bernardina Pinto -
Sempre gostei muito de ler e, principalmente livros de poesia e romances, e
comecei a escrever os meus próprios poemas quando tinha 15 anos, era uma forma
de transmitir aos outros o que sentia. Só mostrava esses poemas aos meus
melhores amigos que me elogiavam bastante. Era uma forma de expressar o que
sentia em relação ao que me rodeava. Muitas vezes, levantava-me de noite para
escrever pensamentos e poemas. Fui continuando e fazia, e ainda hoje faço
poemas para vários eventos e para pessoas amigas.
Só
pensei em publicar um livro quando comprei um livro de poemas de um amigo meu
que me incentivou e ajudou-me com a Editora. A Publicação do meu Livro "
Sorrisos da minha Poesia" foi a realização de um sonho, em que tive a
colaboração de familiares e amigos, a quem agradeço toda a força e amizade que
gentilmente me prestaram.
SMC
- Como assistente Social hoje você participa de vários projetos sociais, quais
os principais projetos que você, hoje, participa?
Bernardina
Pinto - Atualmente, como Assistente Social
participo em projetos sociais relacionados com as crianças que frequentam a
escola em colaboração com os seus professores; sou a técnica responsável pela
doação de vestuário e calçado para as famílias mais carenciadas do Concelho de
Avis. Através de um Roupeiro Social que o Município de Avis possui, este
encontra-se duas vezes, por semana aberto para suprir essas necessidades.
Também, pertenço a uma equipa de melhoria das condições de habitabilidade de
algumas casas, através de um Regulamento de Apoio Á Recuperação da Habitação no
Município de Avis, em que a Câmara paga os materiais necessários às obras
solicitadas por famílias carenciadas e que são aprovadas em Reunião de Câmara.
Para
além disso, faço atendimento e encaminhamento para ajudar as pessoas a
resolverem os seus próprios problemas.
Também
participo em eventos promovidos pelo Município, como a Feira do Livro, Feira
Medieval, entre outros.
Como
Assistente Social, tento que as pessoas e famílias sejam mais autónomas,
informadas dos seus direitos e a serem mais participativas na comunidade.
SMC
- Bernardina, ficamos sabendo que além de participar de vários projetos sociais
você participa de vários eventos literários, na sua opinião, qual a
contribuição dos eventos literários para o desenvolvimento social?
Bernardina Pinto -
Como apreciadora da leitura e da poesia, tento participar nos diversos eventos
literários e culturais do Concelho de Avis. Sou sócia da "Associação
Cultural dos Amigos de Aviz" que promove muitas iniciativas nesse âmbito:
encontros de poesia, sessões de divulgação da leitura através de debates com os
próprios autores de livro, que veem falar sobre as suas obras. Anualmente, há
um concurso designado "Jogos Florais, onde participam várias pessoas nas
seguintes modalidades: Quadra Popular, Poesia obrigada a Mote, Poesia Livre e
Prosa - Contos sobre um tema.
Saliento,
também a Feira do Livro, promovida pelo Munícipio de Avis, em que são
convidados vários autores de obras. É uma boa forma de divulgar a leitura e há
sempre a conjugação de espetáculos musicais.
Considero
que todos esses eventos culturais e literários permitem um enriquecimento quer
a nível pessoal, cultural e de convívio social que vai contribuir para um maior
desenvolvimento cultural e social na comunidade. Esta, torna-se mais
participativa e dinâmica, existindo mais envolvimento e informação e
fomentam-se mais iniciativas de índole literário e cultural ao nível das várias
faixas etárias da população.
SMC - Quais são as suas referências literárias? Que
autores influenciaram em sua formação?
Bernardina Pinto -
Desde muito cedo que tenho uma paixão pela leitura e os autores que destaco
como minhas referências literárias foram e continuam a ser: Paulo Coelho,
Eugénio de Andrade, Florbela Espanca e Pablo Neruda.
Na
minha formação literária destaco obras de Almeida Garret, Eça de Queirós, José
Saramago, Jorge Amado e Fernando Pessoa que enriqueceram minha personalidade e
a maneira de eu encarar as coisas.
SMC - Que temas você aborda nas poesias publicadas
em seu livro “Sorrisos da minha Poesia”?
Bernardina
Pinto - O meu livro aborda variados temas como
o amor, a amizade, a natureza e a paz.
Pretendo
transmitir mensagens com energia positiva e de alegria de viver para as pessoas
que leem a minha poesia.
SMC
- Você pretende publicar um novo livro? Quais são seus novos projetos
literários?
Bernardina Pinto -
Gostava ainda de publicar mais livros porque tenho muitos poemas guardados. No
entanto, estou numa fase de reflexão e quando aparecer uma oportunidade irei
publicar outros livros.
Atualmente,
os meus projetos literários passam pela participação em eventos de divulgação
da Poesia, quer a nível das crianças como das pessoas mais idosas no Concelho
de Avis e continuar a participar nos eventos do Solar de Poetas, onde sou uma
das Administradoras. Irei continuar a participar nos eventos literários e
culturais da "Associação Cultural dos Amigos do Concelho de Aviz" .
SMC - Onde podemos comprar o seu livro?.
Bernardina Pinto -
O meu livro pode ser comprado na própria Editora Vieira da Silva, em Lisboa, na
FNAC e por contato pessoal. Podem enviar mensagem para a minha página do
Facebook ou para o meu e-mail: dinaborrecho@live.com.pt
SMC
- Quais as melhorias que você citaria para o mercado literário em Portugal?
Bernardina Pinto -
Com vista a melhorar o mercado literário no nosso país considero que era
necessário existir mais iniciativas de divulgação dos escritores e dos poetas,
quer na rádio, na imprensa, mais tertúlias e encontros de sensibilização/
informação sobre a literatura e poesia.
Devia
haver um maior intercâmbio entre os vários países em que "a nossa língua
mãe" nos une; entre Portugal, Brasil e alguns Países Africanos.
SMC - Pois bem, estamos chegando ao fim da
entrevista, agradecemos sua participação, muito bom conhecer melhor a Escritora
Bernardina Pinto, que mensagem você deixa para nossos leitores?
Bernardina Pinto -
Gostaria de deixar uma mensagem de esperança a todos os escritores e poetas
para que não desistissem dos seus sonhos porque como diz Paulo Coelho: "
as decepções, as derrotas, o desânimo são ferramentas que Deus utiliza para nos
mostrar a estrada".
Agradeço
a disponibilidade e a gentileza da jornalista Shirley M. Cavalcante e da sua
equipe na realização e publicação desta minha entrevista.
Bem
hajam e continuação do excelente trabalho que estão a desenvolver para a
divulgação de escritores e no desenvolvimento literário, tanto no Brasil como
em Portugal.
Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC) entrevista escritor Manuel Pedro
Manuel Manços
Assunção Pedro, nasceu em Falcoeiras, pequena aldeia do distrito de Évora.
Reside no Barreiro, Portugal. Conheceu os trabalhos do campo, no Alentejo. Foi
marçano, em Reguengos de Monsaraz, de onde saiu com dezoito anos para o então
Serviço Meorológico Nacional, em Lisboa, onde se manteve até à data da sua
incorporação no exército português. Esteve vinte meses em Moçambique, em
comissão, na Guerra do Ultramar. Finda a comissão regressou ao ex-SMN, depois
Instituto de Meteorologia, onde se manteve em funções administrativas, e
técnicas. Aposentou-se em 2011, como observador meteorológico. Cultiva o gosto
pela escrita (prosa e poesia) lendo e escrevendo, e pelas artes de representar
e de cantar. Canta em locais, para onde o convidam, onde se incluem Escolas
e Lares da 3ª idade.
Escritor Manuel
Pedro em entrevista exclusiva para o projeto Divulga Escritor conta-nos sobre
sua trajetória literária, nos dar dicas de melhoria para o mercado literário em
Portugal.
“Como
melhorias penso que deverá ser criada uma rede de bibliotecas itinerantes,
campanhas de “consciencialização” literária, afim de angariar leitores para a
literatura, especialmente para a boa literatura, excluindo a literatura que os
transporta, apenas, à fantasia e à alienação social.”
Boa
Leitura!
SMC - Escritor Manuel quando começou a escrever? Em que momento
decidiu ser escritor?
Manuel Pedro - As histórias e os contos que ouvia ler e contar na
minha aldeia, despertaram em mim o interesse de um dia poder ser eu próprio a
criar outras histórias e novos contos; mais tarde quando tomei contacto real
com a leitura e com a escrita e me apaixonei por ambas, mais esse
impulso se impôs, mas os meus primeiros escritos, surgem apenas “à luz do dia”, por volta do
ano de 1972, concebidos em forma de poesia, motivados pela Guerra no Ultramar,
entre Portugal e as ex-Colónias portuguesas. Creio que foi a saudade por ter de
deixar “o cantinho onde nasci” e os entes queridos que ficaram na minha Terra, embora
já antes sentisse grande motivação para escrever; como atrás referi. “Filho”
da planície alentejana, creio ter sido esta, também, uma das principas
impulsionadoras para que eu tomasse real interesse pela escrita, enquanto me
oferecia, para além da paisagem, dias de grande “calma” e noites enluaradas de
deslumbramento. Havia a taberna do meu avô, onde aprendi e muito me impulsionou
para escrever, “através da voz do vinho”, que alguns homens “dotados de
simplicidade e grande cultura” me transmitiam.
SMC - O que mais lhe
inspira a escrever?
Manuel Pedro - Para escrever costumo inspirar-me no quotidiano, em
“atos vulgares” que o dia a dia nos apresenta e
oferece. Para mim, são também motivos de inspiração as planícies do meu Alentejo,
com os fenômenos adstritos que as rodeiam; o Fado, como tema e canção
inspiradora da alma Lusitana; o amor nas suas vertentes mais diversas; não me
abstraindo de “dissecar” a natureza da
alma humana.
SMC
- Quais são as suas referências literárias? Que autores influenciaram em sua
formação como escritor?
Manuel Pedro - Tinha catorze anos de
idade quando me aconselharam a ler o romance, “O Pagem da Duquesa” de António
de Campos Junior, fiquei fascinado e a seguir, “Os Capitães de Areia”, de Jorge
Amado, leitura que descreve uma, ou várias histórias semelhantes na pobreza e na
forma de agir, “daqueles meninos capitães”, às que eu vivi. Mais tarde, entre outros
escritores que eu li, “apresentaram-me” Luis
de Camões, Gil Vicente, Bocage, Fernando Pessoa, Miguel Torga, Virgílio
Ferreira, José Saramago (de leitura difícil a principio), mas que me obrigou
depois a gostar da sua obra literária, principalmente nos romances “O Evangelho
Segundo Jesus Cristo” e “Levantados do chão”, e Florbela Espanca, por quem
nutro um carinho muito especial, considero-a uma das “grandes” poetisas, a
nivel mundial. A sua poesia cultiva, em simultâneo, a tristeza e uma invulgar beleza descritiva que me inebriaga.
SMC - Como foi a publicação do seu primeiro livro de poesias “ Pedaços de Tempo”?
Manuel Pedro -
A
publicação do meu livro de poesias, “Pedaços de Tempo”, ainda que de forma modesta,
transformou-se na concretização dum sonho antigo, para minha satisfação. Foi óptimo
porque se tranformou no melhor “veículo” para que eu pudesse partilhar o que havia
escrito, oferecendo um exemplar a cada um dos meus amigos.
SMC-
Quais são seus novos projetos literários?
Manuel Pedro - Como projectos
literários, penso continuar a escrever. Pretendo editar, ainda durante o ano
corrente, um livro de poesia, onde predominam os poemas em forma de soneto, e outro elaborado em prosa.
O livro de poesia terá como
título, “Do Fado ao Alentejo” e o de prosa, “Dias Incertos”, um romance que se
baseia em episódios relacionados com a Guerra no Ultramar. Ficam por editar dois
livros em prosa, que estou a terminar, com os títulos “Fado Maior” e Terra de
Sangue”.
SMC - Além de ser
escritor você canta, o que veio primeiro o gosto pela escrita ou pelo
canto? conte-nos um pouco sobre seu trabalho
como cantor, onde podemos ouvi-lo cantar? em quais grupos se apresenta?
Manuel Pedro - Primeiro veio o gosto
pelo canto, creio que “nasci a cantar”. Recordo que, em criança, enquanto
brincava, ou até quando resolvia os trabalhos escolares eu cantava sempre, as
músicas e as cantigas que aprendia, levando o meu avô a dizer que quando eu chegava
à sua residência, chegava a telefonia e minha mãe proferir que eu teria
resolvido os trabalhos escolares com muitos erros, mas não era verdade, eu
fazia tudo certo. Saí da minha aldeia, para Lisboa, com o intuito de cantar o
fado, mas esse meu gosto não se pode realizar porque tive de ganhar a vida de
outra forma. Só mais tarde me integrei, como tenor, em Grupos Corais
polifónicos onde ainda mantenho presença ativa. Atualmente, canto também num
Grupo que interpreta Musica Antiga e Renascentista, denominado de ANIMAE VOX e
sempre que posso, ainda que de uma forma modesta, interpreto a minha grande
paixão musical que “ganha forma física” no fado e nas cantigas do meu Alentejo. Faço parte da Universidade da Terceira Idade,
no Barreiro, UTIB, na disciplina de Teatro, onde represento e canto. Quem
pretender ouvir-me cantar poderá faze-lo nos locais para onde sou convidado, na
áea do Barreiro.
SMC - Onde
podemos comprar seu livro?
Manuel
Pedro - Foi editada, em Janeiro, uma colectânea com
o título “Poetizar Monsaraz”, onde figuram poemas meus, que poderá ser
adquirida através da Editora/Publishing
House: Mindaffair, Ldª.
SMC - Que dica
você dar para as pessoas que estão iniciando carreira como escritor?
Manuel Pedro - Para as pessoas que
estão iniciando carreira como escritores,
creio que deverão munir-se de boa literatura, de “bons” autores, que a estudem
até ao ínfimo pormenor; que escrevam consecutivamente até sentirem que
adquiriram prática e conhecimentos suficientes para se poder “abalançar”, em edições de obras literárias que tenham
escrito, com qualidade. Não devemos descorar que o talento natural duma pessoa
poderá ser notável, no entanto, se ela não tiver capacidade para o moldar, jamais
sairá da vulgaridade.
SMC - Como você vê o mercado literário em
Portugal? Que melhorias você citaria?
Manuel Pedro - De acordo com
os conhecimentos que possuo sobre o mercado literário em Portugal, creio que,
apesar da crise económica que se abateu sobre o meu País, revela um pequeno saldo
positivo, porque quem antes adquiria livros, com paixão, continua a faze-lo,
com menor regularidade e algum sacríficio, como é evidente, o preço dos livros
nem sempre é compatível com todas as bolsas. Como melhorias penso que deverá ser
criada uma rede de bibliotecas itinerantes, campanhas de “consciencialização”
literária, afim de angariar leitores para a literatura, especialmente para a
boa literatura, excluindo a literatura que os transporta, apenas, à fantasia e
à alienação social. Deverá haver acordos entre as Editoras e as Entidades Competentes, financiando
estas, com subsídios, para que o preço
dos livros diminua. Sejam dadas oportunidades iguais a quem escreve para que não haja atropelos da parte de alguns
“que tudo podem”, em detrimento de outros, por vezes com “mais valor” e não
chegam a nenhum lado.
SMC - Pois bem,
estamos chegando ao fim da entrevista, a Divulga Escritor agradece sua
participação, muito bom conhecer melhor o Escritor Manuel Pedro, que mensagem
você deixa para nossos leitores?
Manuel Pedro - Quero agradecer a Shirley
M. Cavalcante, a oportunidade que me proporcionou, para que eu participe neste
projecto, falando sobre o “Meu Mundo das
artes”, e pelo seu real empenho na divulgação da literatura. Quero acrescentar
que a Cultura tem a magia de dignificar o ser humano; um Povo culto é um Povo
consciente, que dificilmente se deixará manietar por um opressor, seja ele qual
for. Há por isso que cultivá-la com muito empenho. Deixo uma mensagem de
esperança, confiando que um dia, não sei em que futuro, muitas barreiras serão
levantadas, que o Mundo se “humanizará”, tornando-se mais culto.
Facebook do Projeto Divulga Escritor
https://www.facebook.com/DivulgaEscritor
Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC) entrevista escritor Jorge Nuno
Nasceu em
Coimbra [Portugal]. Cedo mostrou tendência para as Artes e para a Poesia .
Atualmente residi em Bragança é
aposentado como docente desde 2011, dedica agora mais tempo aos atos criativos,
tanto na pintura como na escrita. Tem usado a escrita criativa de forma
distinta, com incursões pelo conto, romance e poesia. Quanto às Artes, os
primeiros trabalhos surgiram em 1972, sob a forma de desenho a carvão, passando
em 1983 para tinta-da-china e, a partir de 2000, evoluíram para a pintura a
óleo, posteriormente com algumas experiências com pastel a seco e óleo,
sanguínea e técnicas mistas. Jorge Nuno é membro da Associação Portuguesa de
Poetas, da SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, da Galeria
Aberta Associação e de várias redes sociais dedicadas à poesia e às artes.
Texto cedido
pelo autor e adaptado pelo editorial.
SMC - Jorge
para nós é um prazer tê-lo conosco. Conte-nos como surgiu o gosto pela escrita
e o gosto pela pintura? O que veio primeiro?
Jorge Nuno - O gosto
pela escrita e pela pintura surgiram muito cedo. Lembro que ainda adolescente
criei uma “revista”, escrita e ilustrada manualmente, que intitulei “Real Kágada”,
contendo brejeirices e que enviava para um amigo no Navio-Hospital Gil Eanes,
para delícia da tripulação que andava pelos mares da Terra Nova, no apoio à
pesca do bacalhau. Na juventude, escrevia poemas que musicava. Como já referi,
os primeiros tarabalhos artísticos, dignos desse nome, foram realizados em
1972. Nunca tinha pensado no conteúdo da pergunta, mas concluo que o gosto pela
escrita evidenciou-se primeiro.
SMC - O que
diferencia a inspiração literária da inspiração artística (pintura)?
Jorge
Nuno - Dizia George Bernard Shaw que “A imaginação é o início da
criação. Imagina aquilo que deseja, deseja aquilo que imagina, e finalmente
cria aquilo que deseja”. Em relação à pergunta, nesta perspetiva, não vejo
diferenças. Imaginei o que seria pintar uma mandala, atirei-me ao trabalho sem
uma ideia concreta definida e passado algum tempo tinha a tela pronta, agradado
com o efeito, mas sem conseguir responder como foram ali parar os elementos que
compõem a obra artística. Simplesmente, deixei fluir a imaginação e o ato
criativo realizou-se [tenho um poema sobre “O Ato da Criação e a Genialidade”
que aborda este assunto]. Desejei uma mandala e ali estava.
Do mesmo
modo, entendi que depois de muitos poemas e vários contos, era chegada a hora
de escrever um romance. Não é só precisa inspiração, mas também “transpiração”.
Escrevi o primeiro terço do livro junto a Lisboa. Como havia muitas
solicitações e me dispersava, os dois terços de “As Animadas Tertúlias de Um
Homem Inquieto” foi escrito na região de Trás-os-Montes, em Bragança,
constituindo-se como um ato solitário, porque me isolei da família para o poder
escrever serenamente e sem as contantes interrupções anteriores.
SMC - Quais
são as suas referências literárias? Que autores influenciaram a sua formação
como escritor?
Jorge Nuno - Com 14, 15, 16 anos já lia clássicos da literatura, como: “Os Irmãos
Karamazov”; de Dostoievski; “”Guerra e Paz”, de Leão Tolstoi; “Grandes
Esperanças”, de Charles Dickens; “O Vermelho e o Preto”, de Stendhal; “Os
Miseráveis”, de Victor Hugo; “O Crime do Padre Amaro”, de Eça de Queiroz [que li
durante uma noite]; “Esplendores e Misérias das
Cortesãs”, de Honoré de Balzac; “Doutor Jivago”, de Boris
Pasternak, entre muitos outros. Não tenho dúvidas da importância destes autores
na minha forma de encarar o mundo, de crescer como pessoa e mais tarde como
escritor.
SMC - O que
aborda em seu livro "As Animadas Tertúlias de Um Homem Inquieto"? Para
quem indica a leitura de seu livro?
Jorge Nuno - Partilho convosco parte do
texto elaborado pela Editora,
contendo a recensão crítica da obra: Estas
"tertúlias" representam uma reflexão sobre a condição humana em tempos
conturbados. A verdade desassossega, mas por vezes a sua busca pode ser ainda
mais inquietante. Em torno da mesa do café, ou na associação
"Estrela Vermelha", sempre rodeado dos mais próximos, Filó procura as
cogitações que podem voltar a instalar a quietude na sua alma. Da solidão
máxima da introspeção do seu ego, esta é uma rica demanda que não deixará
ninguém indiferente. Entre a solidão dos seus pensamentos e a convivência com a
comunidade que o rodeia, Filó procura, num ato de suprema coragem, pensar em
tempo de crise juntando o questionamento à ousadia de projetar na sua ação as
dores da criação artística.
Entre animadas personagens
que contrastam com Filó, saberemos adivinhar as agruras de um Portugal em
crise, na especificidade das suas gentes e dos seus viveres [idêntica à vivida por
muitos povos em todos os Continentes].
Descobriremos almas atormentadas ora por obstáculos que a vida impõe, ora por
obstáculos que a sua própria subjetividade coloca no seu espírito. “As Tertúlias…”
constituem-se num romance de escrita prazeirosa que ladrilha um caminho com o
qual facilmente nos identificaremos. Um dos personagens é o brasileiro
Caetano, de alto astral, que tem uma forte importância no desfecho desta
história da atualidade [personagem apreciado por alguns amigos brasileiros que
já leram a obra]. Trata-se de um romance do Portugal contemporâneo que não
deixará de colocar as mais universais das questões.
Creio que é uma obra dirigida a qualquer
público. Se eu li clássicos da literatura universal, com aquela idade, também
entendo que os mais jovens podem (e devem) ler este romance e quanto mais cedo
melhor, pois está cheio de mensagens de grande utilidade. Creio que será também
uma obra de autoajuda e que poderá ser sintetizado na frase de William James: “A
grande revolução da nossa geração é a descoberta de que seres humanos,
modificando as atitudes interiores das mentes, podem modificar aspetos
exteriores das suas vidas”.
SMC - Jorge
estou sabendo que está vindo novos projetos, inclusive, o lançamento de um novo
livro para o segundo semestre, já tem um titulo para o livro? O que será
abordado neste seu novo projeto
literário?
Jorge Nuno - É verdade, trata-se de um livro de poesia. Comecei agora a compilar muitos
dos meus trabalhos de poesia para os transformar em livro e fazê-lo chegar às
estantes das livrarias e da casa de cada um. Tenho três títulos em mente, mas a
ideia do título anda à volta do conceito de “Amanhecer ao Entardecer”, como se
desse, aos outros, estímulos para um envelhecimento ativo, tal como a ideia
lançada por mim numa Universidade Sénior em Portugal, durante os seus primeiros
quatro anos de vida, onde fui professor. Quanto ao conteúdo, aponta para quatro
capítulos (podendo ser alterado), onde inclui. “Espiritualidades”; “Leveza de Escrita”; “Causa Maldita” e “Um
Toque de Humor”. Mais uma vez, é um livro cheio de mensagens de forte
utilidade.
SMC - Estou
curiosa, você comentou em uma de nossas conversas que faz exposições
individuais de pintura+poesia, como são estas exposições?
Jorge Nuno - É simples e eficaz: elaboro uma obra de pintura e faço um poema adequado
a essa pintura ou, sem ser com essa intenção, que se adapte à pintura (ou
vice-versa). Aquando da exposição, junto ambos, poema e pintura e, pelos
relatos no meu “Livro de Honra” e comentários pessoais, tem o efeito esperado,
ou seja, agradável aos sentidos.
SMC - Acredito
ser do interesse de alguns promotores culturais ter sua participação como
escritor e pintor, em alguns eventos
literários, que tipo de espaço físico você precisa para viabilizar sua
participação nestes eventos? como estas pessoas devem fazer para entrar em
contato com você?
Jorge Nuno - O espaço
físico depende do número de obras expostas. Já o fiz com 30 obras de pintura e
30 poemas e com 15 obras de pintura e 15 poemas. Umas das questões que se
coloca sempre é evitar-se a exposição à luz natural direta e outra questão
prende-se com a segurança dos materiais expostos no espaço, por razões óbvias.
Poderei ser contactado
através de:
Facebook::
SMC - Onde
podemos adquirir seu livro?
Jorge Nuno - O livro está à venda nas livrarias portuguesas, na própria Pastelaria
Studios Editora e nos catálogos on-line
de livrarias como: Wook; Bertrand; Book.it, … Basta, no Google, indicar “As Animadas
Tertúlias de Um Homem Inquieto” seguido de uma destas livrarias virtuais
portuguesas. [ ISBN: 9789898629258 ]. Portanto,
pode ser adquirido em qualquer Continente.
Em julho espero ter o e-Book disponível, a custos mais baixos. Darei essa informação,
oportunamente, no meu blogue e no meu sítio da Internet
SMC - Que
dica você pode dar às pessoas que estão iniciando carreira como escritor?
Jorge Nuno - Recomendo que façam como eu. Antes de iniciarem a carreira de escritor,
tentem documentar-se sobre a própria carreira. “É possível viver-se só da
escrita?” perguntava uma minha amiga jovem escritora. Deixo a pergunta no ar.
No meu entender, a resposta será diferente para pessoas diferentes. É evidente
que aqueles que tiverem as qualidades exigidas a um escritor terão maior
hipóteses de sucesso. Pelo sim, pelo não… recomendo a leitura de “Como Não
Escrever Um Romance”. Acreditem que esta leitura tem muita utilidade. Mas
acreditem, acima de tudo, nas vossas potencialidades, na vossa capacidade
criativa e na vossa capacidade de entrega ao projeto que abraçarem,
desenvolvendo-o com entusiasmo. O resto virá por acréscimo.
SMC - Quais
as melhorias que você citaria para o mercado literário em Portugal?
Jorge Nuno - Escrevi, recentemente, um artigo para a nova revista de poesia “A Chama”
, n.º 2, de maio/junho.2013 [como colunista], e o artigo intitula-se “Publicar
em tempos de crise?”. Abordo a problemática das pequenas editoras, o mercado
livreiro e as dificuldades em publicar, precisamente perante uma crise
económica e social que atinge muitos países, incluindo Portugal. Gosto muito de
livros, de os manusear em suporte de papel e receio que dentro de pouco tempo
seja um produto em vias de extinção. Vingarão, por algum tempo, os e-Book, tal como as editoras
discográficas quase que desapareceram para dar lugar a outros negócios
relacionados com a música em fomato digital, descarregada através da Internet.
As pequenas editoras de livros tenderão a desaparecer, a menos que se lancem no
mercado digital, já com uma expansão assinalável, nesta área de negócios, pelas
grandes editoras. Também às pequenas editoras não é fácil obter parcerias com
as distribuidoras, para colocar o produto nas prateleiras das grandes
superfícies, mesmo que o produto literário seja de qualidade. Logo, quem
publica através de uma pequena e até média editora vê a sua obra muito
condicionada no mercado livreiro. Acredito, por exemplo, na possibilidade de
colocar produtos deste tipo no Brasil e do Brasil em Portugal, com vantagem
para todos. Basta, como sempre, a adapção de estratégias conjuntas que apontem
nesse sentido. Até lá, vai crescendo o mercado literário digital e diminuindo o
mercado em formato de papel.
SMC - Pois
bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação, muito
bom conhecer melhor o Escritor/Poeta/Pintor Jorge Nuno. Que mensagem você deixa
para nossos leitores?
Jorge Nuno - Deixo a
mensagem de um homem que admirei (e continuo a admirar, mesmo depois da sua
partida) – Mahatma Gandhi: “Precisamos de nos tornar na mudança que desejamos
ver no mundo”. Mas acrescento, para isto, é necessário procurarmos, cada um por
si, modificar as atitudes interiores das suas mentes, passando, naturalmente
pela leitura e pela reflexão, tendo em vista um melhor autoconhecimento.
Agradeço esta
oportunidade de expor a minha obra e algumas das minhas ideias, numa procura de
ajudar a construir e viver num mundo melhor.

Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC) entrevista escritor
José Sepúlveda
José Sepúlveda, nascido em Delães, Vila Nova de Famalicão.
Hoje mora em Póvoa de Varzim – Portugal, ex-funcionário Público,amante da literatura, administrador do grupo Solar de Poetas, no facebook, apoia vários projetos literários, organiza e participa com regularidade em Saraus e Tertúlias.
Algumas de suas coletâneas: Arca de Quimera, Cantar de Amigo, Exaltação, Intimidades, Auto de Cera Fina, O Canto do Albatroz.
SMC - Grande mestre José Sepúlveda, para nós é uma honra tê-lo conosco no Projeto Divulga Escritor. José conte-nos como começou sua paixão pela escrita?
José Sepúlveda (Sepúlveda) - Quem me dera ser poeta, Shirley. Comecei a ter contacto com a poesia ainda de tenra idade, quando o meu pai, na sua oficina na de alfaiataria, nos confins da aldeia onde nasci, improvisava com os amigos algumas quadras populares, em forma de cantiga popular.
Quando entrei para o ensino primário, deparei-me com os primeiros poemas do Cancioneiro recolhido por Almeida Garrett: A Nau Catrineta, A Bela Infanta… Lembro bem a avidez com que lia a Moleirinha ou a Balada da Neve de Augusto Gil; O lavrador da Arada, do cancioneiro tradicional português.
Depois, com o decorrer dos anos, já no segundo ciclo de ensino, fui a incursão na poesia trovadoresca, com Garcia de Resende e oos mestres de então e a penetração nos malabarismos poéticos que nos ofereciam., entre eles os acrósticos, ainda hoje tão do agrado de muitos poetas.
A partir daí, o gosto pela poesia foi sempre crescendo, começando com as minhas produções tão insípidas pelos doze anos.
Cerca dos dezesseis anos – nessa altura já escrevia poesia de forma mais regular – colaborei num ou noutro jornal ou revista, tendo tido uma coluna num dos semanários poveiros de então.
É por essa altura que surge a primeira coletânea: Musa Perdida.
O período até cerca dos 23 anos foi de grande produção poética. Jazem na Arca de Quimeras (uma arca guarda da religiosamente no sótão) muitas dezenas de manuscritos ainda por tratar .
Foi nesse período que aperfeiçoei a técnica pelos versos de sete sílabas e outras técnicas estruturadas de escrever poesia, sobretudo o soneto.
SMC - Você hoje é uma referência em projetos literários em Portugal, principalmente para os Poveiros, é responsável pela publicação de coletâneas, conte-nos um pouco como foi seu primeiro projeto Literário?
Sepúlveda - Para falar no primeiro projeto literário, teria que recuar aos meus dezoito anos, altura em que com alguns amigos organizamos um pequeno grupo de tertúlia – Convíviu, que se reunia regularmente nas antigas instalações do Posto de Turismo, na Póvoa. Aí divagávamos sobre poeta e escritores e desenvolvíamos alguns temas de interesse cultural.
Foi por essa altura em que tive contacto com José Régio que com os amigos João Marques e Luís Amaro se reunião aos sábados de tarde no Diana-Bar, hoje, Biblioteca da Praia, em pequenas tertúlias deliciosas, frente ao mar.
É nesse espaço místico que hoje o grupo Poetas Poveiros e Amigos da Póvoa organiza os seus mais marcantes eventos.
A partir daí, o gosto pela formação de grupos de interesse pela poesia nunca mais desapareceu. Mas reactivou duma forma incontornável em 2011, com a formação do grupo Poetas Poveiros e Amigos da Póvoa, que se dedica à promoção de saraus e tertúlias, divulgação de autores escondidos por aí e apoio â publicação dos seus trabalhos, através de parcerias com uma ou outra editora. Esse trabalho é um desafio constante e cria em nós um sentimento de realização pessoal imenso. Apesar do pouco tempo de existência, são já diversas as obras publicadas e as que estão em vias de o ser.
SMC - Musa Perdida, Kay, Anjo Branco, Pastorinha, Arca de Quimeras , O Canto do Albatroz, ... são alguns de seus trabalhos, em que você se inspira para desenvolver seus trabalhos?
Sepúlveda - Alguns dos temas de inspiração de quem escreve são recorrentes e variados. Mas a amizade, o amor, o mar são temas usados por quase todos os poetas . Eu não fui diferente . Mas o amor teve e tem sempre um lugar cativo, bem presente, naquilo que escrevi e escrevo. Com excepção de O Canto do Albatroz, mais generalista , todas as colectâneas mencionadas tem como pano de fundo o amor e as suas musas.
SMC - Quais são as suas referências literárias? Que autores influenciaram em sua formação como escritor?
Sepúlveda - Na minha juventude tive poetas e escritores que marcaram de forma quase irreparável a minha forma de escrever: Luís de Camões, Antero de Quental, Flor bela Espanca, António Nobre, sonetistas de excelência; mas Fernando Pessoa, essencialmente através do heterónimo Álvaro de Campos, José Régio, Guerra Junqueiro, Miguel Torga, António Gedeão e tantos outros, marcaram-me duma forma muito acentuada, quase irreversível.
Depois, uma incursão curiosa pelos grandes clássicos: Homero, Virgílio, Shakespeare e noutra área, Tolstoi, Gorky.
Há três livros que me deliciaram e marcaram: O Músico Cego de Vladimir Korolenko; A Aparição, de Virgílio Ferreira; Olhai os Lírios do Campo, de Erico Veríssimo.
Depois, poemas marcantes: O Mostrengo, de Pessoa; o Cântico Negro, de Régio: O Operário em Construção, de Vinícius. Quantos mais!...
SMC - Você criou o Grupo Solar de Poetas, como foi que surgiu a ideia de criar um grupo Literário? Quais os projetos que temos hoje no Solar?
Sepúlveda - A ideia de formar um grupo literário, em que a poesia fosse rainha surgiu logo que tive acesso ao facebook e comecei a mergulhar em alguns dos grupos que então começavam a proliferar no ciberespaço. Daí que a formação do Solar de Poetas surgiu quase de forma natural.
Antes dele, já o Albatroz cantava na sua página – O Canto do Albatroz, através do Blogue que criara e no qual estão publicadas algumas das minhas coletâneas.
SMC - Quais os principais desafios que encontras como gestor do Grupo Solar de Poetas?
Sepúlveda - Os desafios são sempre grandes. Há uma espécie de sede insaciável que nos empurra e nos leva a cada dia querer mais, novos projetos, novas iniciativas.
Daí, as parcerias que vamos estabelecendo com Rádios, com outros espaços cujo objetivo se identifique com o nosso – divulgar cultura.
Nem sempre é fácil a gestão dum grupo assim, dado a necessidade de presença contínua e do aparecimento de aliciantes que tornem o espaço vivo e atraente. Para isso, o contributo assíduo e dedicado de ilustres administradoras que com carinho dedicam tempo precioso no acompanhamento e comentário dos trabalhos que vão surgindo, num espírito de dedicação que não pode deixar de ser exaltado. A todas elas, as que aqui já deram o seu contributo e as que ainda mantém essa coragem e perseverança de estar presentes, a minha gratidão.
Daí, a necessidade sistemática de recurso a desafios e eventos, e iniciativas como esta – Divulga Escritor, que veio valorizar de forma significativa o nosso espaço.
SMC - Você esta publicando um livro no segundo semestre de 2013, o livro já tem um Titulo? fale-nos um pouco sobre seu livro, como esta sendo os processos para publicação?
Sepúlveda - O livro chamar-se-á Um Céu de Anil e a curiosidade surge pelo facto da maioria dos seus poemas terem sido escritos no bloco de apontamentos do telemóvel, ao longo dos últimos meses.
Nele será incluída também uma súmula de poemas inseridos numa ou noutra colectânea.
SMC - Quais as melhorias que você citaria para o mercado literário em Portugal?
Sepúlveda - Um dos objetivos dos grupos que dirijo – Solar de Poetas e Poetas Poveiros e Amigos da Póvoa, é sem dúvida apoiar e divulgar as obras escritas por autores mais ou menos iniciados e que tem guardado os seus poemas nas gavetas à espera de oportunidade de divulgação.
Acho que o mercado começa a perceber que um autor não terá que escrever, pagar pela impressão das suas obras e ainda por cima ter que ser ele a divulga-las, quase a mendigar a sua compra dos seus livros. Há que alterar todo esse status e cada um dos componentes assumir as suas responsabilidades. Ao autor cabe-lhe e escrever, ao editor editar, o distribuidor distribuir e ao leitor ler. Enquanto não for assim, tudo estará distorcido, Há que mudar mentalidades. Mudar é sempre uma forma de crescer
SMC - Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação, muito bom conhecer melhor o Escritor José Sepúlveda, que mensagem você deixa para nossos leitores?
Sepúlveda - É para mim um grande privilégio poder participar neste projecto, que providencial e generosamente surge no ciberespaço e que será., com certeza uma referência que muitos terão como desafio a seguir.
Uma mensagem de confiança para os autores. Os tempos irão mudar. Surgirá o dia em que cada auto poderá divulgar as suas criações sem necessidade de mendigar para que as criações atinjam o seu alvo – o leitor. Quando assim acontecer, poderemos gritar : A Poesia vive, viva a Poesia.
Obrigado, Shirley , pelo teu empenho na divulgação da poesia e dos seus criadores de sonhos.
Esta lindo este cantinho, muito obrigada a todos pela participação. Estamos a disposição.
ResponderExcluirBom dia!
ResponderExcluirMuito obrigada pela oportunidade que me deram e pelo carinho de todos!
Beijinhos no vosso coração!
Parabéns Amigos/as por este novo espaço; gostei MUITO!
ResponderExcluirBjs.
Maria Mamede