ESPIRITO SANTO
Alguém! Já deve ter reparado.
Como vem uma pergunta!
De criança!
Ela é inebriante.
É inocente!
De uma intensidade...
Reluzente...
E me alegra os olhos!
E fico contente!
Nesse mundo de vilões.
Tanta perspectiva!?
Almejar que ; elas cresçam...
Com igualdade!
Na verdade...
Que um dia sonhamos...
Outrora.
E passamos vergonha.
Em dar uma resposta!
Plausível...
Para um ser pequeno.
Que pergunta!
Porque!Ele está chorando?
Era um menino!
Em um documentá rio.
Sobre a guerra!
E respondi...
Ele está triste!
E o silêncio ; pairou...
Por uns instante!
Daí!Nada precisei falar...
Deve ter entendido.
Ao ver meu olhar!
Nesse Carnaval!
Faça uma oração...
Ofereça a Deus.
Para que ele tenha compaixão.
E que essa geração!Não pague o preço dá nossa condição.
Rubens Rosas Júnior

Em meus pântanos vejo as flores
Ouvindo o silêncio profundo
Alagadiços de magia
Reflexo da Lua brilhante
Amantes nas sombras
Pirilampos neste céu tão singular
Sinfonias dos seres
A estrela que brilha nos olhares
Cortejo magnificamente harmonioso
Encontros...
Fecundação águas turvas
Misterioso feitiço
Morno
Quente
Esperançoso e fascinante
Assombrada pelas copas das frondosas árvores
Imponência...
Vastidão infinita
Compor as diferenças
Cada canto um único maestro
Arco-íris
Denso como um beijo onde as línguas se entrelaçam
Vigoroso e cálido
Meu amor...
Bioma de meu incontestável jeito
Ser eu!
Em toda minha essência
Helio Ramos de Oliveira
Lei de Direito Autoral (nº 9610/98)

Minha alma, meu voo
A águia chorava…
Lágrimas que no chão calavam
… Calavam os gritos de quem parava
Paragens da águia que em luzes me olhavam
… Meu voo…
Olhos de sol que me iluminam
Na luz dos gritos parados no chão
Lágrimas do olhar que abominam
Vozes caladas em oração
… Meu voo…
Chora águia dos céus
As árvores se vergam em ti
Se vergam às lágrimas que em ti são véus
Nos chãos chorados em voos que eu vi
… Meu voo…
Não existe poeira quando passas
As ervas não secam… Lindo tapete
A águia chora pelo voo das raças
Num voo de amor onde tudo se repete
… Meu voo…
O voo da águia… Fervor
Poderia ser uma simples ave
Na sua grandeza em amor
Na sua beleza que em mim cabe
… Meu voo…
As lágrimas da águia caídas no chão
Voos da terra, voos do céu…
Voos do meu coração
Águia gritante de quem sou réu
… Meu voo…
Se furas o céu, a chuva cai
Na terra sem pó, numa lágrima que sai
É águia… É rapina
É a alma em voo picado
Num voo de esgrima
Num chão que em lágrima
É o meu voo da alma
Que em toda a calma,
É o meu voo louvado
José Alberto Sá

Não há tristeza que dure,
Nem lágrima que não seque,
Se a alma se-me aflige,
Eu choro… eu choro,
Cascata me sou cristalina,
Bebendo-me fragilidade de ser,
Em cada lágrima me re-avalio,
Lavando meu pensamento,
A lágrima é chama ardente,
Sensibilidade que extravasa,
Absoluta… dá brilho ao olhar,
Alivia [me] cargas supérfluas,
Leveza ao [me] pensar…
Lágrimas… intuições,
Fragilizações necessárias,
Limpeza do plano mental,
Tristeza bem-vinda,
Porta a um novo ciclo entrar,
Hoje acordei na lágrima,
Na lágrima me enluto,
Na lágrima me entristeço,
Na lágrima me cresço,
Na lágrima me banho,
Cada lágrima incolor que bebo,
Me acolhe no céu da alma,
E re-nasço no torpor…
Que as lágrimas bebidas,
São meu elixir de alegria e amor!
Cristina Correia
Procuro-te na escuridão...oiço o toque
das tuas mãos
Com emoção
esqueço-me no teu abraço
Somos o universo
Com asas no espaço
És-me no meu verso
Desejo...
Noites de
paixão,momentos imortalizados
Tatuadas no meu
templo em luares sem fim
Nossos corpos
entrelaçados,trevas de pecados
Unimos num único
corpo em mistérios frenesim
Paula OZ

MEU CORPO, TUA CASA
Faz de mim o teu
aconchego
Faz de mim a sombra
da tua solidão
Faz de mim a casa
dos teus sonhos
que procuras e onde
gostas de estar
onde os meus olhos
sejam as tuas
janelas
as minhas pálpebras
as cortinas da tua
inquietude
os meus dedos as heras
do teu conforto
que lentamente te
percorrem
e em ti se fazem
semente
e em ti sempre se
alongam
mais um pouquinho
a minha boca feita
desejo
a porta por onde
entras e sais
sempre que te
apeteça
os meus cabelos os
teus lençóis
em que te aninhas e
adormeces
onde o meu peito e
regaço
sejam o jardim onde
te repousas
e demoras nos teus
momentos tranquilos
onde os meus braços
sejam os corrimãos
onde te apoias
sempre que
fraquejares
e a minha pele seja
a flor
que todos os dias
regas com a ternura
das tuas mãos,
mesmo que cansadas
onde as minhas
pernas
sejam as paredes
que te abrigam
e onde tu sereno
confessas baixinho
o que te vai na alma
onde os meus
ouvidos sejam
a tua lembrança e
aquela foto
que sempre olhas
e para onde
murmuras baixinho
sempre que te bate
uma saudade
onde toda eu seja o
teu amor absoluto
o teu refúgio
o teu ninho
e onde à descoberta
da casa
que é apenas tua
deambulando sem
destino algum
descubras com
ternura o caminho
daqui até à
eternidade
São Reis
17Fev2012