"Sem ti"
O sol já se vestiu de outra cor,
Os céus por fim já se alumiaram;
Outra trova canta o trovador
E as andorinhas já regressaram.
Há esperança no sopro do vento,
Os rios correm livres e soltos;
Branco está o que fora cinzento,
Não mais aos segredos envoltos.
Sim, há algo que já renasceu…
Mas ainda dói, em meu peito,
A memória que não desvaneceu
E que vive em coração desfeito.
Para quê o desabrochar da flor?
As doces promessas de futuro?
Se, sem ti, meu cândido amor,
O mundo é um sonho obscuro?...
Pedro Belo Clara
Há esperança no sopro do vento,
Os rios correm livres e soltos;
Branco está o que fora cinzento,
Não mais aos segredos envoltos.
Sim, há algo que já renasceu…
Mas ainda dói, em meu peito,
A memória que não desvaneceu
E que vive em coração desfeito.
Para quê o desabrochar da flor?
As doces promessas de futuro?
Se, sem ti, meu cândido amor,
O mundo é um sonho obscuro?...
Pedro Belo Clara

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