quinta-feira, 13 de setembro de 2012

LEMBRA-TE DE MIM
Lembras-te quando a aurora medrosa
Abriu seu palácio encantado
Virado pró sol?
Lembras-te…
Daquela noite pensativa e perspicaz
Como passou a sonhar, com seu véu prateado
Trazendo na mente o chamamento do prazer?
E quando meu seio palpitava,
Com o doce pensamento da tarde
E a sombra me convidava
Com o anoitecer!

Se ouvires no fundo da floresta

Uma voz que te chama
Lembra-te…
Lembra-te de quando na fria terra
Meu coração já parado…
Para sempre dormirá!

Me levarão a flor

Que ali fica solitária sobre a minha tomba
E docemente se abrirá!
Não te voltarei a ver
Mas minha alma imortal
Voltará para ti, como uma irmã fiel
E quando ouvires na noite
Uma voz a gemer… Lembra-te!

Nazaré G.
 
 

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