quinta-feira, 13 de setembro de 2012

“UNIU-NOS A NATUREZA”

Nostálgico do mar de que ando ausente,

Trago o corpo a passear no caminho
Com a luz do meu olhar, vaga mas contente

E, o rosto alegre, como se fosse de um mocinho!

Lembranças do que fui rezam baixinho

Ouvindo meu coração não indiferente
E a sombra do passado, em desalinho
Chora comigo, ao ver-me assim contente…

Só a minha esperança vã, meu amor louco

Ouvi na alma a gargalhar, há pouco
Das moças ilusões que trouxe ao peito!

Ó mar! Ó mar! Sou teu irmão de Raça!

Uniu-nos a Natureza, e a ambos abraça
A comunhão do Sonho satisfeito!

Alfredo Costa Pereira

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