segunda-feira, 10 de setembro de 2012

CORAÇÃO DE MAR

Entre curvas e contra-curvas

Na jornada que se agita,
No Campo, na Cidade

Carrego o Coração de Mar.

Quando surge a incógnita, esclareço dúvidas

No ar de maresia...o que saltita
São nuvens que se dissipam na tenra mocidade,
E o folêgo retoma em gestos de Amar.

Quando estou só refugio-me nas ondas lividas,

Bebo o salgado arranha céu que palpita
Doces e suaves melodias, e reserva a ansiedade,
Em taças de perfume d' Alma a transbordar.

Quando estou contigo pressinto as fadas

Do grande cortejo que me excita.
Castelos se movem em formas de verdade,
Somos estrelas de areia em tons de bordar.

Quando bate a Saudade, escarafuncho as entradas

Transponho as barragens, o que solicita
O compor da canção enamorada, na vaidade
De claves de assombrar.

E, é o que há em mim...portas aliadas

Que dão forma à minha varita,
Sufocando os crassos espaços na sanidade,
Coragem, determinação para avançar.

É o Vento, O Sol que vivo nas asas

De pássaro que levita
P'las estradas, p'las ruas e ruelas da Saudade
Em traje de Coração de Mar.

RÓ MAR

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