[POEMA #13] - Mote dado por: Aníbal Raposo
Desci ao Fundo de Mim
Adormeci…
E como se fosse realidade
Senti-me cair
Na vasta profundidade
Do âmago do meu ser.
Onde não mais existe sentir…
E como se o tempo parasse,
Ou de alguma forma o controlasse,
Vi fragmentos de meu coração,
Revivi tormentos de pura emoção,
Avivei pensamentos de louca paixão,
Mirei toda uma vida,
Toda a minha vida,
Sem me aperceber
Que o tempo passava…
Neste ar de vivo,
Mas de morto,
Espetador no cinema,
Erva daninha no horto,
Vi-me ao longe
Como se soubesse
Ou de outra forma
Pudesse prever,
Que se comigo
Me cruzasse
Algo mau
Poderia acontecer…
E continuava adormecido,
E continuava a cair…
Sem saber o que estava surgindo
Não sabia ao certo
Para onde estava a ir.
Não sabia nada,
Certezas nenhumas,
Clarezas escuras,
Nesta viagem por entre mim…
Sussurravam-me…
Sussurravam-me palavras,
Verdades, gestos,
Amizades, versos…
Naquela escuridão
Só via negro,
Não sentia meu coração,
Sim, estava com medo.
Medo de não mais
Sentir a vida…
Fui ao mais profundo do meu ser
Sem entender
Porquê assim?
Porquê a mim?
E mesmo ainda sem respostas,
Digo ainda a medo,
Que sim, fiz uma viagem,
Desci ao fundo de mim.
Escrito Por:Edgar Taveira
E como se fosse realidade
Senti-me cair
Na vasta profundidade
Do âmago do meu ser.
Onde não mais existe sentir…
E como se o tempo parasse,
Ou de alguma forma o controlasse,
Vi fragmentos de meu coração,
Revivi tormentos de pura emoção,
Avivei pensamentos de louca paixão,
Mirei toda uma vida,
Toda a minha vida,
Sem me aperceber
Que o tempo passava…
Neste ar de vivo,
Mas de morto,
Espetador no cinema,
Erva daninha no horto,
Vi-me ao longe
Como se soubesse
Ou de outra forma
Pudesse prever,
Que se comigo
Me cruzasse
Algo mau
Poderia acontecer…
E continuava adormecido,
E continuava a cair…
Sem saber o que estava surgindo
Não sabia ao certo
Para onde estava a ir.
Não sabia nada,
Certezas nenhumas,
Clarezas escuras,
Nesta viagem por entre mim…
Sussurravam-me…
Sussurravam-me palavras,
Verdades, gestos,
Amizades, versos…
Naquela escuridão
Só via negro,
Não sentia meu coração,
Sim, estava com medo.
Medo de não mais
Sentir a vida…
Fui ao mais profundo do meu ser
Sem entender
Porquê assim?
Porquê a mim?
E mesmo ainda sem respostas,
Digo ainda a medo,
Que sim, fiz uma viagem,
Desci ao fundo de mim.
Escrito Por:Edgar Taveira

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