segunda-feira, 6 de agosto de 2012

[POEMA #12] - Mote dado por: Sulamita Ferreira Teixeira

Milagre do Amor


Conheci no outro dia

Pessoa que nada sentia.
Falava muito pouco,
Resumindo, nada dizia,
Mas naquele olhar
Algo mais acontecia…

Vivia, ou existia,

Na sua simples monotonia
De uma façanha enfadonha,
Era escritor,
Louco talvez por não saber
O que era o amor…

Contou-me que nunca

Amara alguém
Como se vê nos filmes,
E que ninguém o amara.
Pudera, existir num mundo
Onde as pessoas vivem,
Esta pessoa não era pessoa,
Mas sim alguém,
Não sei bem quem…

Expliquei o que era o amor

Por versos e poesia,
Numa tentativa fugaz
De fazer seu coração pular de alegria,
Mas nada o fazia mexer,
Por mais que tentasse não conseguia…

Eis que o levei, raptei,

Para terras por ele nunca navegadas
E o soltei, lancei aos leões,
Abandonei-o e obriguei-o
A procurar o que nunca sentiu…

A medo não queria,

Mas obrigado foi,
E passou o dia
Procurando o que o coração não sentia…

Voltou alegre e a sorrir,

Como escritor que era
Pensei que estaria a mentir.
Mas confirmou,
Que obrigado
Tanto procurou
Que encontrou…

Para esta pessoa

Ou qualquer outra,
Quer seja ou não escritor,
Ainda existe sim,
Aconteceu-lhe assim,
Milagre do Amor.


Escrito Por: 
Edgar Taveira
 
 

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