quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O lugar é movimentado…
De gente risonha,
Que se dirige á pressa para todo e qualquer lado.
A velha senta-se no chão…
As suas pernas fraquejam…

Estende a mão,
Na esperança que a vejam…
Que idade tem…?
Á quanto tempo comeu…?
Que esperança ainda mantém…?
O que desta vida, ainda não perdeu…?

Os olhares que passam,
Desdenhosos não são…
Ignoram apenas,
Que exista tão grande mal…
Afinal de contas,
Hoje é Natal.

No dia 1 de Janeiro,
Aquela velha não será notícia…
E morreu,
Apenas porque ninguém a via.

Miguel  Vieira

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