sábado, 15 de setembro de 2012

"O dia nasce em claro e meus olhos fecham
Perante a luz do sol que a mim me adormece
E por entre pesadelos e sonhos que sonos deixam
Nesta loucura irreal que em mim padece...
Entre o álcool e os cigarros me refugio
Desta realidade que é tão triste quanto verdade
Por entre os nevoeiros vejo a vida por um fio
Corda bamba da vida, onde me equilibro sem vontade...

Ar fútil que pairas na brisa comum,

Ar que respiro e poluo com raiva e ironia
Cinismo ou inveja, quem os sente que se veja
Porque a vida apenas é quente para quem a faz fria...

Palavras estas que saem de uma mente

Que desesperadamente grita para algo inerte
Inerte sim, que soluciona friamente
Uma aparente vida desfeita... que o tempo a conserte."
 
Bruno Madureira
 
 

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