O ARAUTO DA PRIMAVERA
Um raio de sol entrou
na janela do meu quarto.
Expandiu-se e por lá ficou,
penetrando em todo o lado.
Nos rectângulos de madeira
de que era feito o soalho,
correndo foi à lareira
sorver as gotas de orvalho
que a noite tinha trazido,
misturadas de luar
e feliz, ficou comigo
o dia a tagarelar.
De olhinho sempre a piscar
diz-me sorrindo enleado:
“Vim correndo sem parar
do alto venho mandado.
Trago um recado p’ra ti
que mandou a Primavera”.
Enquanto fala, sorri,
e eu, continuo à espera.
“ Abre as portas finalmente,
porque ela está a chegar.
Enviou-me à sua frente,
diz que te vem abraçar”.
Paula Amaro
penetrando em todo o lado.
Nos rectângulos de madeira
de que era feito o soalho,
correndo foi à lareira
sorver as gotas de orvalho
que a noite tinha trazido,
misturadas de luar
e feliz, ficou comigo
o dia a tagarelar.
De olhinho sempre a piscar
diz-me sorrindo enleado:
“Vim correndo sem parar
do alto venho mandado.
Trago um recado p’ra ti
que mandou a Primavera”.
Enquanto fala, sorri,
e eu, continuo à espera.
“ Abre as portas finalmente,
porque ela está a chegar.
Enviou-me à sua frente,
diz que te vem abraçar”.
Paula Amaro

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