DIVAGANDO
Caminho pela noite dos teus sonhos,
que se animam pelas veredas, em pôr do sol.
A lua vigia os idílios mais risonhos,
na charneca refulge o ouro dum farol.
Sinto ainda a norma brisa, que deponho,
do bordado, do meu corpo, em teu lençol.
A fonte onde te amei ainda é um sonho,
no silveiral canta o mesmo rouxinol.
Divagando, eu procuro o teu olhar,
na madrugada sou um raio de luar
que se enleia na cascata do teu peito.
A neblina traz-me os tons dos teus cabelos.
O sol nascente fica alegre ali a vê-los
e o teu corpo tece o dossel onde me deito.
Manuel Manços
Sinto ainda a norma brisa, que deponho,
do bordado, do meu corpo, em teu lençol.
A fonte onde te amei ainda é um sonho,
no silveiral canta o mesmo rouxinol.
Divagando, eu procuro o teu olhar,
na madrugada sou um raio de luar
que se enleia na cascata do teu peito.
A neblina traz-me os tons dos teus cabelos.
O sol nascente fica alegre ali a vê-los
e o teu corpo tece o dossel onde me deito.
Manuel Manços

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