sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Alfaiate das Almas

A minha alma estava prestes a ceder,

com garra, tentava escapar do meu ser,
mas no mundo não há de haver melhor lugar

do que esta dentro de mim mesmo.

Por Deus, eu não conseguia evitar!!!

Em vão, tentava me segurar!
A minha alma estava por um fio,
prestes a ceder, escapar do meu ser.
Mas eu ainda não quero morrer.

Então você deslizou os dedos por meu peito

e navegou por meu corpo e foi costurando
todas minhas feridas que sangravam sem parar.
E justo quando a lágrima descia lenta,
tirando todo brilho de meu rosto,
você a segurou antes de cair ao chão...
E me disse: beba de volta as suas alegrias!

Quando você navega por meu corpo,

nada na minha mente.
Eu nunca senti o que você me faz sentir!!!

Por Cristo, eu não conseguia evitar!!!

Em vão, tentava me segurar!
A minha alma estava por um fio.
Prestes a transcender, se livrar do meu ser.
Mas eu ainda não quero morrer.

Então você deslizou os olhos por minha mente

e navegou por meu corpo e foi costurando
todos meus pensamentos que sangravam sem parar.
E justo quando eu ia socar a parede
no desespero aflito de meus nervos,
você pousou suas mãos sobre os meus punhos...
E me disse: há melhores lugares para seus dedos tocar!

Quando você me faz cafuné,

sinto sua mão se afundar na minha mente.
Eu nunca senti o que você me faz sentir!!!

Então você me disse: não precisa temer,

pois até seus erros só te levam para um lugar,
o caminho onde estou a te esperar...

Quando você navega por meu corpo,

nada na minha mente.
Eu nunca senti o que você me faz sentir!!!
Quando você me faz cafuné,
sinto sua mão se afundar na minha mente.
Eu nunca senti o que você me faz sentir!!!

Então você deslizou sua língua por minha nuca

e selou meu espírito aqui dentro de novo. 
Isac Assunção


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