quarta-feira, 8 de agosto de 2012

[POEMA #15] - Mote dado por: Ana Albergaria

Leveza da Alma que Canta


Leve como uma pena,

Flutua no ar
Sem certeza
Do destino a traçar…

Como gotas de chuva

Molhadas pela aragem
Do vento que a segura
Na sua bela miragem
De destino sem destino…

Para o tempo

Com tal sofrimento
Que transparece
Naquela melodia
Em jeito de prece
A algo superior…

Em cada palavra,

Todo o seu esplendor.

Em cada verso,

O simples gesto
Que mostra a sua leveza,
A sua falta de certeza.

Em cada poema,

Um novo dilema
Para pensar.

Em cada música,

Uma nova pessoa para amar.

Mais leve que uma pena

Esta mágoa que tudo espanta,
Pois tem em todo o seu ser,
Leveza da alma que canta.


Escrito Por:Edgar Taveira
 

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