O lugar onde
Por tecto, tenho capas de livros em harmoniosa babel.
Por paredes, títulos que as tornam firmes e intemporais.
Por janelas, versos filigranados por onde entra a poesia.
Por tecto, tenho capas de livros em harmoniosa babel.
Por paredes, títulos que as tornam firmes e intemporais.
Por janelas, versos filigranados por onde entra a poesia.
Por porta, uma folha em branco para quem a quiser transpor.
Por jardim, sebes de palavras que protegem lagos de leitura.
Por dentro, e por desnecessário, tudo é nu.
Apenas tenho, por leito, a ficção em que a tua silhueta
escorre silentes caracteres azuis sobre o meu corpo
e nele inscreve, em hábeis arabescos, o golpe d’asa
que de ti fez em mim a obra maestra:
«Tu és a minha casa. O livro aberto em que penetro,
de que conheço de cor o princípio, o meio,
e de que quero, para que sempre me surpreendas,
ignorar o fim!»
© Rita Pais 2012
Por jardim, sebes de palavras que protegem lagos de leitura.
Por dentro, e por desnecessário, tudo é nu.
Apenas tenho, por leito, a ficção em que a tua silhueta
escorre silentes caracteres azuis sobre o meu corpo
e nele inscreve, em hábeis arabescos, o golpe d’asa
que de ti fez em mim a obra maestra:
«Tu és a minha casa. O livro aberto em que penetro,
de que conheço de cor o princípio, o meio,
e de que quero, para que sempre me surpreendas,
ignorar o fim!»
© Rita Pais 2012

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