segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Em noites de silêncio,
Tenho sonhos e ilusões de ti,
Por entre ecos e brumas
E coisas que tive e perdi.
Atravesso longos corredores

Que me guiam a lugar nenhum,
Cruzando sombras e palavras
Sem motivo ou sentido algum…

Labirinto da mente,
Ilusões vítreas em reflexo,
Imagens que se sucedem
Sem qualquer ordem ou nexo…
Mas, ao raiar de uma luz,
Entre suspiros e inquietações,
Em alva parede se desenham
Nossos dois corações

Como sóis de ouro,
Unidos no perene infinito,
Um derradeiro tesouro,
O êxtase num só grito!
Dissipa-se o fumo denso
E a imagem dá-se por rendida…
Florescem rosas no olhar
E a vida sabe-se amanhecida. 


Pedro Belo Clara




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