JANELAS PARA O MAR (a publicar)
dentro de uma gaveta
por entre papéis dispersos
a chave ao acaso encontrei,
dentro de uma gaveta
por entre papéis dispersos
a chave ao acaso encontrei,
a chave com que fechaste
no tempo o meu coração,
inglórios dias de desapego
na alma a dor da solidão
parei de sorrir no tempo
o tempo parou o sorrir
naquelas janelas fechadas
procurei-me no teu sorriso
reuni tuas gargalhadas,
as mais singelas quimeras
de felizes recordações,
veladamente guardadas
no baú das emoções
parei de sorrir no tempo
o tempo parou o sorrir
despojei-me dos conceitos
que me salpicavam a memória
dos dias que vivi ontem,
plena felicidade desnudei
nos dias que vivo hoje,
amanhã volto a sorrir no varandim
das janelas viradas para o mar
Edite Pinheiro

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