quarta-feira, 15 de agosto de 2012

JANELAS PARA O MAR (a publicar)

dentro de uma gaveta
por entre papéis dispersos
a chave ao acaso encontrei,

a chave com que fechaste
no tempo o meu coração,
inglórios dias de desapego
na alma a dor da solidão


parei de sorrir no tempo
o tempo parou o sorrir

naquelas janelas fechadas
procurei-me no teu sorriso
reuni tuas gargalhadas,
as mais singelas quimeras
de felizes recordações,
veladamente guardadas
no baú das emoções

parei de sorrir no tempo
o tempo parou o sorrir

despojei-me dos conceitos
que me salpicavam a memória
dos dias que vivi ontem,
plena felicidade desnudei
nos dias que vivo hoje,
amanhã volto a sorrir no varandim
das janelas viradas para o mar

Edite Pinheiro




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