segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Certeza/Dúvida

Sou a poesia que fala no por do sol
Amor em versos recheados de certeza
Sou eu e tu vagando na rua

Desejos de mar segredos da lua...

Sou eu em mil versos cantantes
Somos amores ressurgindo a ribalta
Sou eu em você
Aconchego que acalma...
---
Sou o talvez poeta, que sempre teve dúvidas
O que nunca sabe bem para onde vai
Sou incerteza e rebeldia em contraponto
A tristeza disfarçada de alegria

Sou o que ama a lua cheia do meu céu
Um raio de sol numa manhã fria de inverno
O que anseia ver o mar, do outro lado
Sou metade de mim, e outro tanto de saudade

Ira Rodrigues & Joaquim Godinho




UMA HORA DE POESIA

No próximo dia 5 de Setembro, o programa de Rádio UMA HORA DE POESIA vai reiniciar com uma poetisa de eleição: Ana Homem Albergaria.

Convidamos os nossos poetas a escreverem pomas dedicados a esta bela musa e ao programa em si, publicando-s aqui, no vosso Solar, con o prefixo UMA HORA DE POESIA.

Semanalmente, fa-lo-emos com os poetas que forem sendo apresentados.

Segue-se uma pequena Biografia desta grande poetisa-pintora-dizeur.

Venham esses momentos de inspiração.

Ana Homem Ana AlbergariaNasceu no Rio de Janeiro, Brasil. Reside em Portugal desde 1970. Viveu até ao 23 anos em Vale de Cambra, altura em que migrou para a cidade do Porto. Licenciada em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde concluiu também o mestrado na área da Sociologia do Tempo - “Construção Europeia e Mudança Social em Portugal”. Exerce a sua profissão num gabinete de investigação e projectos, numa ONG Europeia, na área da luta contra a pobreza e a exclusão social.

ARTES PLÁSTICAS – PINTURA E ARTESANATO:
- “ Humanidades” – Biblioteca Municipal de Vale de Cambra, Abril 2011.
· Exposição de pintura - “De cor e alma” – clube literário do Porto, Abril de 2010.
· Exposição de pintura - “Cores e Poemas” – Castelo do Queijo, Porto, Dezembro de 2009.
· “Exposição de artesanato: pintura em madeiras, Castelo do Queijo, Dezembro de 2009.
· Exposição de pintura - “Cores de Inverno” – Castelo do Queijo, Porto, Junho 2007.
· “Exposição de artesanato : pintura em madeiras, Castelo do Queijo, Junho de 2007.
· Exposição de pintura - “Intensidades” – Casa Municipal da Cultura de Paranhos, Porto, Fevereiro de 2007.
· “Exposição de artesanato: pintura em madeiras, Castelo do Queijo, Fevereiro de 2007.
· Participação com pintura a acrílico sobre tecido, 4º encontro europeu de pessoas em situação de pobreza, Bruxelas, Maio de 2005.
· Ilustração/capas: Silenciosas Alvorada, de Ana Homem de Albergaria, ilustrações e capa; Entre o Hoje e o Amanhã ,de vários autores, ilustrações e capa; Num Só Poema o Acto Continuo da Criação, de Rui Fonseca, ilustrações.
· Blogue: http://tela-colorida.blogspot.com/


PUBLICAÇÕES:
Poesia:
· Silenciosas Alvoradas, Ana Homem de Albergaria, Edita-me, 2010.
. Nada Direi Sobre o Silêncio - 2012 - Edium - Inclui CD com gravações de poemas ditos pela Autora
· Entre o Hoje e o Amanhã, vários autores, 2011.
· Blogue: http://tela-colorida.blogspot.com/

Outras publicações:
· Varias publicações na área da sociologia /investigação social / pobreza e exclusão social (livros técnicos).
TERTÚLIAS / EVENTOS:
· Participante residente – Portugal Poético, tertúlia mensal de poesia, clube literário do Porto.
· Dinamizadora de tertúlias de poesia: Lua de Poesia, Tertúlia Cascalense, Maia.
· Dinamizadora de sessões de poesia em várias escolas.
· Participação em várias tertúlias de poesia, como declamadora/ autora.




domingo, 26 de agosto de 2012

Fala...meu coração...
através dos meus olhos que brilham...
do meu toque que arrepia...
fala..meu coração...
transmite os meus desejos...

fala através do meu abraço forte..tudo o que sinto...
através do beijo suave...a minha paixão...
fala..através da minha lingua...a dança do amor...
meu coração...fica dentro do meu amor...
...vibra...arrepia...dança...balança...intensamente...
fala suavemente..e intensamente...meu coração...
em palavras..toques..magia...
fala...sussura...
diz..meu coração..tudo o que sinto...
(Cris Anvago)




Poesia à Harpa n’Antemanhã

Ah... Quero tocar minhas cordas,
A harpa duma asa, a que me acorda,
Fecho os olhos logo p’ra tanto,
Não suporto o fogo do pranto.

As lágrimas qu’escorrem adentro
Em mim em segredo vão corroendo
E corroendo tudo sem piedade
E sem nenhuma maldade.

Eu sinto e se vai uma breve nota,
E uma e já outra que pouco importa,
Sou mais um que veste vão luto
Na vida por tantos sustos

Que esta não deixa de provocar
Enquanto o coração nos vem cortar,
Então logo melhor tocar minha
E só minha harpa sozinha

E comigo diante sua companhia,
Fazer duma dolência uma canção
De maior e rara beleza do dia,
A vil incomparável açoitação

Da corda em toques no coração. . .
Ah... Há vibrar harpa das entranhas

Que emana, conhece, estranha
Numa liberação a s’evadir tamanha.

Luiz Rosa Jr.



NAS MARGENS DO TEU CORPO

Nas margens do teu corpo
Escrevo os silêncios guardados
Na memória dos sonhos amados
Daquele tempo que não esquece
Da lembrança que não esmorece
E está presente..
Na vida da gente...
Que nosso coração sente
No abraço no tempo certo
E o imenso amor aqui tão perto
Quando o sol se escondia
E chegava a noite que pedia
Os encontros e abraços
No amor dos nossos passos
Na Alameda da nossa vida
Amada... sentida...
Na Alameda dos sonhos e desejos
Na memória dos nossos beijos
Na história do tempo passado
Na Alameda do nosso fado
Ah!!! os anos que passaram
E nossos corações amaram
E amando quiseram
E de tanto amar fizeram
Uma festa de amor...
Amanhecido... sentido...
Nas margens do teu corpo

José António Ribeiro


CERTEZA

Percebo nosso andar
E a certeza que na vida
Tu surgiste para caminhar

Lado a lado comigo,
De mãos dadas,
Seguindo a missão de Deus,
A fim de que o amor nos traga
A garantia do amar sincero
E puro
De quem se ama
E busca os mesmos ideais
Que é a felicidade
E a alegria
De juntos podermos
Levar mensagens
De paz e amor
A todos que necessitam
E a cada dia mais LUZES
E AMOR entre nós
De tanto que a quero
E a amo,
Pois sei que és tu
O amor de minha vida.

MIGUEL MOOJEN




MINHAS SENTENÇAS

A de calar a minha voz, e não falar do meu amor.
A de sufocar o meu pranto, para não ser piegas.
A de estagnar os meus desejos de viver esse amor.
A de sacrificar o meu coração, guardando saudades.
A de sentir um perfume deixado em meu corpo.


A de viver essa torturante e perversa paixão, que
Faz e desfaz as minhas volúpias adormecerem. 
A de não saber até quando, estarei sentenciada
A ti amar em segredo, presa às chagas do meu coração!



A minha liberdade é sonhar esse amor!





‎"AMO-TE ASSIM" 


...Eu amo-te...
E amar-te -ei durante toda vida

Eu amo-te nos teus gestos
Eu amo-te no teu sorriso
Eu amo-te na tua voz
Eu amo-te pelo amor que me dás
Eu amo-te pelo que tu és
...Amo-te...
Como o ar que eu respiro
No nascer do sol
No alvorecer da tarde
No Pôr do sol
Amo-te na chuva que cai
No sol que queima
...Eu quero amar-te...
Nas minhas horas de tristezas
Pois a tua lembrança
Traz-me alegrias
Eu sou feliz quando eu te amo
Mesmo que o amor
...Se torne extinto...
Faço questão de te amar
Mesmo que a luz do mundo acabe
Quero iluminar-te com o meu amor
E somente a vontade de Deus
Seria capaz de tirar todo esse amor
...Que alimenta...
A minha própria existênçia.


Mila Lopes




EU GOSTO

Eu gosto de te amar a meio do dia,
quando nos lagos se amam mariposas. 
Quero e amo os teus beijos, de magia

se os nenúfares se confundem com as rosas.

Eu gosto de te amar pela tardinha,
quando o meu toca, o teu corpo, impaciente,
na fúria da paixão que se avizinha
e os astros são raios de luz a oriente.

Mas também gosto de amar logo à noitinha,
quando a chuva, em abraços de morrinha,
espreita as estrelas que acasalam livremente;

quando o céu se abre e deixa passar a lua
p’ra espreitar o luar livre, que flutua,
e os corpos que se fundem num somente.

Manuel Manços



O que será, porque será?

De olhos fechados eu me pergunto
O que será? Porque será?
Por ser sublime ou melindroso assunto

Á pergunta a resposta pode ser boa ou má


De coração tão apertadinho
Olhos pequeninos, cara sorridente ou triste
Que nos olhos fazem por vezes correr um riozinho
Porque será? Certamente já o sentiste

Tal nostalgia, aquele encanto
Aquela chama, aquela dor
Sendo repartido é no entanto
Coisa sublime, imensa, a maior

Quando se ama e se é amado
Partilhada chama, esse calor
Que no peito arde imaculado
É chama de prazer, é amor

Ao tão doce os corpos se entregam
No carinho, no pecado, ao prazer
São sublimes sentimentos que navegam
Cravados na memória, difíceis de esquecer

E quando nos olhos escorrega
Teimosa lagrima de tristeza ou alegria
Logo o coração segrega
A esses momentos se entrega
Fazendo belo ou triste o dia

É magia é dor ou tormento
É sintonia, são coisas do amar
Pode ser alegria ou sofrimento
Coisas que nos deixam a pensar

Porque será que quando as lagrimas escorrem?
Não apagam tal fogo, essa tristeza, esse tormento
Tais sentimentos de dor assim não morrem
Constantemente badalando no pensamento

Será crime ou pecado, amar?
Será egoísmo exigir tal prazer?
Por amor o coração o quer partilhar
E por falta dele, fica a sofrer

Mas quando sentimento partilhado
Nas nuvens, no infinito navegar
É tão sublime, tão belo, imaculado
Assim amado, é todo nosso, esse mar

É nesse oceano que me perco a olhar
Como barquinho que navega na ilusão
Vem comigo navegar nesse lindo mar
E o mar é meu pobre coração.




João Antunes.




sábado, 25 de agosto de 2012

TRAGO EM MIM

Não carrego nos olhos apressa dos impacientes,
nem a aflição dos desesperados,
trago nos olhos a calma dos contentes
o sossego dos agraciados..

Não trago na face a dor dos infelizes,
nem na mão a amargura dos mal amados,
trago o sorriso dos que felizes
amaram e foram amados.

Não trago no peito o gosto amargo do amor,
não hà veneno nas minhas palavras,
pois sou a boca que amou
sou o calor dos braços que abraçam.


WASHINGTON ARRAES.




Beijo com sabor de lagrimas
Mortais e sedutores
Morder seus labios tirando suas vestes
Deixando pelo chão
Nosso caminho...

Deitar-te em nosso tapete
Colher seu frutos
Minha donzela
Abocanhar seu intimo
Sugar o suco de teus delírios
Acariciar seu corpo em meu domínio
Sentir me pressionado por entre suas coxas
A pele alva em pureza
Arrepiada de sua loucura
Deixando a alma de felina nas alturas
Seduzida e entregue aos meus deleites
Excitada rendida em fantasias
Meu ser instintivamente macho
Buscando o gosto em seu labios de meu néctar
Que brota em gotas induzido por seus labios
Fascina-me com sua volúpia e lascividade que me quer
Morder-te as costas acariciando seu intimo
Apossando-me do desejo de ter sua alma em corpo
Sinto meu corpo em tremor enlouquecido
Vergo-me as costas e deixo um mar banhar seu ser
Cair em seus braços ternos e languidos de meu amor
Ser o amante mais completo em seu ser


Helio Ramos de Oliveira




Flor Murcha

Porque murchei?
Por causa do tempo
Que passou por mim

E me deixou assim

No meu regaço
Vou colocar
Ramos de rosas
Para me perfumar

O tempo
vai ter de parar
Sou como as flores
Não quero murchar

Com flores coloridas
Me vou embelezar
Com a primavera
Desabrochar

São rosas
São cravos
Flores aos molhos
Com elas
Vou alegrar meus olhos

Amelia Amado