sábado, 7 de setembro de 2013

Marcos Martins

ESCREVER E ADOECER A ALMA 

Escrever e adoecer a alma
Será uma dádiva?
Será uma benção?

Quem sabe ao certo esses fatos são apenas rotina crua - crua é minha vida.

Sempre me sentindo um prisioneiro de mim mesmo.

A dádiva me foi dada e junto me veio a magoa, o medo e o eu sozinho.

Não me importo como serei lembrado, se como um gênio ou um retardado. Apenas ouçam minhas poesias doentias, meu desabafo.

Chorem!
Riam!
Sejam o que não fui - seres livres!

Sem cortes nos pulsos, sem veneno circulando nas veias, sem saudade de um lugar que nunca foi visto por meus olhos cansados, não posso descrever, mas o sinto desde menino, desde a época clara, antes das trevas reinarem em meu pensar.

Fazer-me vida;
Fazer-me paz;
Fazer-me o que não sou – alegria -. 

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