quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Manuel Manços Assunção Pedro

TEMPESTADE

Anoitece! Já os lumes acenderam,
nas pedras das lareiras, resinosas.
Os pobres aos casebres recolheram,
na procura das papas, saborosas.

Lá fora, a chuva, o vento, que açoitaram
árvores e tornaram copiosas,
lágrimas aos rebanhos que sofreram
impotentes, rajadas poderosas.

Ao longe, a voz do vento, revoltado,
fustigando a planície e o montado
castiga quem o quer emudecer…

Há uma aldeia, na serra, massacrada,
um pastor, vai gemendo, pela estrada,
procurando um lugar p’ra adormecer.

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