quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Claudio Carmo

O PÓLEN DO AMOR

Vai borboleta, rompa o casulo!
Agora, o fim é apenas começo.
Voe, espalhe tuas cores ao mundo.
Em tua asas leve o matiz da felicidade.

Volitar tem as suas dificuldades.
Virão ventos, tempestades.
O catavento da vida ficará pesado.
Culpa da chuva, mas ela há de passar.

Caso a tormenta venha no inverno.
Procure desviar da fogueira.
O fogo te aquecerá, mas a que preço.
Mude a rota, corrija o destino.

Na dúvida, entre o certo e o errado.
Deixe o teu livre arbítrio, tomar o leme.
Nunca perca a visão do teu bem estar.
Aprecie o céu na terra, viva em harmonia.

Ate-se com a vida, com o belo, com o amor.
Sonhe, viva, esqueça a senha, o relógio também.
Não perca a tua liberdade. Amar não é prisão.
Fecunde o meu coração.

Preciso florescer.
Traga.... o pólen do teu amor.
Minha delicada formosura.
Pouse em meu jardim nesta primavera.

Nenhum comentário:

Postar um comentário