sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Manuel Manços Assunção Pedro

LUAR DE AGOSTO

Ó luar de Agosto, luar da saudade.
Poalha dourada, de encanto tão fino.
A lua te trouxe feito claridade,
para àquela aldeia onde eu fui menino.

Ó luar de Agosto, que és espuma do mar!
Chegavas de Espanha, puro e cristalino,
àquela janela para eu namorar
a jovem mais linda, de encanto divino.

Já tarde, o luar, cansado, entristecia,
disfarçando se alguém aparecia,
eu escondia os meus segredos mais profundos.

Mas ninguém sabe, nem conta… ninguém via….
que aquele luar cansado e triste, que partia
me levava com ele p’ra outros mundos! 

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