quarta-feira, 3 de julho de 2013

Telma Estevao

Ausência de abraços

Nestes braços, delgados
Corroídos pelo tempo
Acolho a solidão
E o vazio do mundo.

Nestes braços, pálidos
Despidos de quentura
Só as vestes me agasalham
Do orvalho caído.

Nestes braços, silenciosos
As dores despertam, memorias
E gotejam saudade.

Nestes braços, sem veias
E amargos
Habita somente, a poesia.

Meu grito é um eco disperso!

A sós comigo
Vencidos pelo cansaço
De não ter, os teus braços
Agora e aqui…

Os meus braços mergulham
Nos tempos idos
E desenham-me o teu regresso.

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