segunda-feira, 17 de junho de 2013

Alfredo Costa Pereira

“SERVIDÃO HUMANA”

Depois de teres entrado dentro da minha alma,
Tenho sempre vontade de ter a tua mão, na palma!
De Irmos ver as estrelas, decifrar as constelações,
Passear sem destino, e alimentar as nossas ilusões!

Gosto de te surpreender, e olhar-te bem nos olhos
Para ouvir os sons da tua voz maravilhada, a gorjear,
E as expressões da tua cara levantando os sobrolhos!
Entraste no meu coração e só vivo para te encantar!

Tenho uma paixão por ti, que é muito amor a valer,
E não te posso explicar. É também dor que faz sofrer!
Contentamento descontente é condição soberana!

Uma paixão tem que ser efémera, estou eu a cismar;
Antes de se transformar num grande amor, devagar,
A paixão em fogo é um estado de servidão humana!

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