domingo, 17 de fevereiro de 2013

FLOR INSÍPIDA



Encontrei-me com tua formosura,
Visão de uma realidade em mim obscura,
Um desejo de apanhá-la para colocar num vaso,
Ou semeá-la perto de um córrego raso.
A estrela de suas pétalas de branco lunar,
Flor bela, mas sem perfume pra cheirar,
Flor de se pintar nos quadros em cores pastel,
Flor na qual, abelhas não encontram a matéria do mel.
Uma flor sem fruto e de construção vazia,
Destruindo a beleza no que ainda havia,
Já não é flor, és flor de plástico,
Sem cheiro, sem gosto, sem vida.
Palavras levadas pelo vento,
Que poliniza o mundo com seu alento,
Palavras que não dizem nada,
Apenas um degrau de uma velha escada.
ELDER PRIOR

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